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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nova chamada pública para longas-metragens


A Ancine e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram nesta semana a Chamada Pública PRODECINE 01/2015 do Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2.
Foto: ReproduçãoO edital oferece recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para o aporte na produção de longas-metragens brasileiros independentes de ficção, animação ou documentário com destinação inicial para as salas de exibição.
Nesta nova edição da chamada pública, o valor disponibilizado aumentou de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, prevendo a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos disponíveis para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e, no mínimo, 10% para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas na região Sul ou nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
O prazo de inscrições vai até o dia 28 de dezembro. Os interessados devem preencher e finalizar a inscrição eletrônica disponível no site do BRDE e apresentar os documentos previstos no Anexo I da Chamada Pública. É recomendada ainda a leitura do Regulamento Geral do PRODAV.
Clique aqui e acesse a Chamada Pública PRODECINE 01/2015.
*Com informações do site da Ancine


segunda-feira, 4 de maio de 2015

De maneira lúdica, audiovisual e educação são abordados em obra ficcional


O livro Fazendo cinema na escola – Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula (Summus Editorial), de Alex Moletta, é a sequência de Criação de Curta-metragem em Vídeo DigitalFoi depois de ter lançado a primeira obra que Alex percebeu a necessidade de continuar a escrever sobre o assunto.  “Escolas e instituições me procuravam para falar mais sobre criação audiovisual com jovens alunos. Em 2012, fui convidado para participar do projeto Cinearte, um festival de curtas realizado somente por alunos e professores de escolas públicas da região de Itaquaquecetuba e o exemplo deste projeto e a atuação de alunos e professores me motivou a escrever o livro”, revela.
Fazendo cinema na escola – Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula apresenta experiências que o autor teve ministrando oficinas audiovisuais a alunos de escolas públicas e privadas. O intuito é propor maneiras de trabalhar a criação e produção audiovisual no âmbito escolar. “O tema é novo e muito amplo. Ele deve ser analisado, pensado e discutido de forma prática e metodológica, mas já vem sendo praticado por educadores em todo o Brasil”, complementa o autor.

A obra é uma ficção focada nos fundamentos audiovisuais e trabalha os conceitos de linguagem de forma lúdica para os que nunca tiveram experiência de criação audiovisual. Ao produzir o livro, Alex decidiu que deveria indicar a possibilidade de se criar e produzir vídeos utilizando somente softwares disponíveis na internet. Além disso, o autor priorizou que não fosse uma leitura técnica sobre o assunto. “Decidi contar uma história de ficção sobre seis alunos, orientados por um professor, que estão criando e produzindo um primeiro curta-metragem na escola para a mostra de artes do final do ano. Os erros e acertos desses alunos servem de exemplos para a teoria, à técnica de linguagem e prática audiovisual. Esses alunos, no decorrer do livro, vão aprendendo imersos no processo de criação audiovisual”, explica.

Questionado se está recebendo algum retorno de educadores, Alex Moletta conta que professores o procuraram para contar e mostrar o que estão fazendo com seus alunos em sala de aula e como o livro os indicou caminhos a serem seguidos. “Conheci professores que fazem um belo trabalho e isso é muito gratificante. As redes sociais ajudam e permitem que esses contatos se realizem e favoreçam a troca de experiências”.

Para saber outras informações sobre o livro, acesse o site da Summus Editorial.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Conheça melhor o Instituto Querô, que usa o audiovisual como ferramenta de mudança social e recebe inscrições para as Oficinas 2015





O Instituto Querô está recebendo inscrições para as Oficinas Querô 2015, destinadas a jovens de 14 a 18 anos, de baixa renda familiar e estudantes de escolas públicas de Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de março pelo Facebook do Instituto Querô. As aulas começam em abril e são realizadas na parte da tarde.

O Instituto Querô nasceu em 2006, de um projeto desenvolvido pela Gullane Filmes, com o objetivo de dar continuidade ao projeto do longa-metragem Querô, que contou com testes de elenco com mais de 1200 jovens, na época. Muitos talentos foram revelados e a Gullane decidiu continuar com as atividades; as Oficinas Querô foram, então, criadas para desenvolver e capacitar jovens por meio do audiovisual e do cinema.

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No ano de 2004, o cineasta Carlos Cortez e a produtora Gullane iniciaram uma pesquisa em áreas carentes da região portuária de Santos (SP), em busca de jovens para o elenco longa-metragem Querô. O filme conta um pouco da história de Querô, um adolescente pobre e órfão de pai e mãe, sem escola e perspectiva, que acaba atrás das grades da Febem. Para compor o elenco, foram realizados testes com mais de 1200 jovens, dos quais apenas 40 foram convidados a participar da produção e participaram de oficinas de preparação de elenco.

Assim, em 2006, nasceu o Instituto Querô.  De acordo com a coordenadora do Instituto Querô, Tammy Weiss, a Gullane Filmes, motivada pelos talentos descoberto com as gravações e junto ao UNICEF, desenvolveu um projeto para dar continuidade às oficinas e criaram as Oficinas Querô, com o intuito de desenvolver e capacitar jovens, educando-os por meio do audiovisual e do cinema. “Após o longa com o incentivo do Unicef, acreditamos que os 40 meninos talentosos poderiam ampliar ainda mais suas oportunidades no setor do audiovisual, por isso criamos o projeto”, conta  Tammy.

Com o apoio da Prefeitura de Santos, Sesc e Unisantos, em 2006 as Oficinas Querô passaram a atuar, oferecendo capacitação audiovisual e humana a jovens estudantes de escolas públicas e com baixa renda, com idade entre 14 e 17 anos. As atividades oferecidas são gratuitas e os jovens contam com apoio de acompanhamento psicossocial, além de transporte.

Além das Oficinas Querô, que abordam produção audiovisual, empreendedorismo e cidadania, o Instituto oferece mais três projetos educacionais para jovens: a Querô Filmes, primeira produtora social do País, que presta serviços para o mercado profissional e desenvolve projetos autorais; e o Querô na Escola, que leva audiovisual para escolas públicas da cidade.

Para participar das Oficinas, o Instituto abre inscrições online para um processo seletivo todo início de ano, entre fevereiro e março, destinado a Escolas Públicas inseridas em comunidades periféricas, em Santos (SP). Os inscritos devem atender aos critérios de faixa etária e renda familiar. As aulas duram um ano e os alunos recebem certificado ao final do curso, após a sessão de estreia dos filmes realizados ao longo do ano.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

19º Cine PE recebe inscrições para mostras competitivas

A 19ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 2 e 8 de maio, recebe inscrições para as mostras competitivas até o dia 16 de fevereiro. Neste ano, o festival retorna ao palco de sua primeira edição, o Cinema São Luiz, na capital pernambucana.
cine peOs filmes poderão ser inscritos em três mostras de caráter competitivo: a Mostra Pernambuco de Curtas, dedicada à exibição de filmes com até 22 minutos de duração, que tenham sido produzidos no estado de Pernambuco; a Mostra Nacional de Curtas, que considera filmes de ficção e documentários brasileiros; e a Mostra Internacional de Longas-Metragens de Ficção e Documentário (filmes com duração superior a 70 minutos de duração).
Os vencedores das categorias oficiais das competições do Cine PE – Festival do Audiovisual receberão o Troféu Calunga. O evento também prevê a concessão de prêmios para os melhores filmes segundo o voto popular e segundo a crítica especializada, além da possibilidade de prêmios em dinheiro e/ou serviços oferecidos diretamente por patrocinadores e/ou colaboradores do festival.
Além das competições, o evento realiza mostras informativas, sessões especiais, seminários, oficinas e homenagens.
Saiba mais no site www.cine-pe.com.br.
*Com informações do site da Ancine

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cineclube nas Escolas completa 8 anos consolidando uma política pública no campo do audiovisual



O Cineclube nas Escolas foi desenvolvido desde 2008 pela Gerência de Mídia-Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com o objetivo de consolidação de uma política pública no campo do audiovisual.
A ideia é que o projeto seja uma possibilidade de transformação real da escola que o recebe, promovendo mudanças significativas na comunidade escolar. Atualmente a iniciativa está presente em 256 unidades, entre escolas e bibliotecas escolares.

O projeto é estruturado em três eixos: o acervo, o cineclube e a formação de professores e alunos na linguagem audiovisual. No primeiro, as escolas recebem equipamentos para exibição, como os filmes, telão, projetos, caixas de som, para oferecer condições de o segundo eixo se concretizar, que é ação cineclubista. Fazem parte do acervo também livros relacionados a cinema e educação. Ao todo, são 151 títulos nacionais (entre curtas, médias e longas-metragens) e 27 títulos de livros, que circulam entre professores e alunos. De acordo com a coordenadora do projeto Cineclube nas Escolas, Luciana Bessa, o projeto opta mais por curta-metragens, pela questão da duração do filme. “O curta é um formato que os alunos quase não têm contato, então é uma forma diferenciada de ele entrar em contato com cinema”.

Dessa forma, a ação consegue estrutura o segundo eixo do projeto, que são os cineclubes, em que os alunos são incentivados a se tornarem verdadeiros cineclubistas, se envolvendo no processo de exibição, desde a escolha do filme até a mediação do debate, participando da divulgação das sessões para toda a comunidade.  Faz parte dessa etapa também estimular a ida de alunos e professores às salas de cinema, iniciativa que realizada em parceria com importantes festivais de cinema, como o Festival do Rio, o Anima Mundi, Mostra Cinema e Direitos Humanos, Varilux de Cinema Francês, entre outros. Para Luciana, mais importante do que criar um mercado consumidor, o projeto quer que as crianças tenham uma visão mais crítica da sociedade. “É importante que essa geração se aproprie da linguagem, é mais uma possibilidade de contar uma história”, reflete.

O terceiro momento, que forma professores e alunos voluntários na linguagem audiovisual, conta com atividades a fim de qualificar o uso da linguagem audiovisual. A ideia é assegurar o acesso a experiências culturais e artísticas para que eles possam desenvolver um pensamento crítico e criativo. “Queremos ampliar o repertório, dos alunos e dos professores, mostrando coisas que eles não veem na televisão. Queremos apresentar o que eles ainda não conhecem”, explica Luciana.

O projeto funciona, normalmente, no contraturno do horário de aula dos alunos. As escolas municipais do Rio de Janeiro que tiverem interesse em conhecer a proposta do Projeto podem entrar em contato com a sua Coordenadoria Regional (CRE) ou enviar um e-mail para a Gerência de Mídia-Educação (smemidia@rioeduca.net).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Concorra a uma bolsa para um curso sobre Ferramentas de Pesquisa para o Audiovisual, no Centro Cultural b_arco




O Centro Cultural b_arco  vai sortear nesta sexta-feira (23), às 16h três bolsas para o curso As Ferramentas de Pesquisa para o Audiovisual, que será realizado no sábado (24), com o criador da Boca a Boca Filmes, Eric Mardoché Belhassen.

A aula tem o objetivo de discutir os pontos fortes e fracos das ferramentas de pesquisa utilizadas para estudar a resposta do público com relação ao processo de produção e mostrar como isso pode trazer informações importantes e úteis para o autor, do produtor, do exibidor e do distribuidor quando se fala na otimização da produção de uma obra.

Para concorrer, acesse a postagem no blog do Centro Cultural b_arco e comente colocando o seu nome e email de contato.

Eric Mardoché Belhassen é produtor e criador da Boca Boca Filmes, especializada no campo de lançamento de filmes no cinema e pesquisa de mercado. Para o produtor, é preciso levar em consideração o público que vem se formando cada vez mais exigente.“É cada vez mais necessário ter, no processo de produção, um momento que autoriza o diretor, o produtora e a distribuidora enxergar como o filme vai ser recebido”, afirma em entrevista ao b_arco.

Além disso, os produtores independentes podem utilizar as técnicas de pesquisa a seu favor, por meio de padrões definidos para cada orçamento e cada tipo de filme. “Tem filmes que não precisam um grande investimento porque as perguntas em volta dele não requer uma metodologia de pesquisa arrojada”, explica.
Confira a entrevista completa no blog do Centro Cultural b_arco.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ancine lança selo no site Festival Scope

Entrou no ar nesta quinta-feira (15/1) um selo dedicado ao cinema brasileiro dentro da plataforma internacional Festival Scope. Neste espaço, sob a marca da Ancine, filmes brasileiros ficarão disponíveis por streaming para profissionais da indústria internacional cadastrados junto à plataforma.
festival scopeEssa ação busca possibilitar uma maior visibilidade e inserção dos filmes brasileiros junto aos curadores, distribuidores, agentes de venda, críticos de cinema e outros profissionais do audiovisual.
O Festival Scope é uma plataforma exclusiva que oferece a profissionais do setor audiovisual, mediante assinatura, a possibilidade de assistir online a filmes do mundo todo, por meio de um sistema de streaming com senha (não há download de material para o computador do usuário). Foi idealizada a partir da constatação de que muitas vezes os profissionais do setor (distribuidores, agentes de venda, curadores de festivais, produtores, críticos) não tinham tempo disponível durante os festivais para assistir a todos os filmes em salas de cinema, nem a possibilidade de se deslocar fisicamente a todos os festivais nacionais e internacionais pelos quais tinham interesse.
A plataforma tem hoje quase 10 mil usuários ativos e 50 mil profissionais que recebem seu informativo com novidades sobre o cinema mundial. Entre as instituições que possuem os chamados “selos” estão a Unifrance (França), o Instituto Goethe (Alemanha), a Swiss Films (Suiça), o Instituto Luce Cinecittà (Itália), a Fipresci (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) e o Prêmio Felix (voltado para o cinema ibero-americano).
A lógica da plataforma Festival Scope é baseada no trabalho em conjunto com o calendário internacional dos festivais de cinema. Dessa maneira, serão exibidos os filmes que participam das competições dos principais festivais realizados no Brasil e que tenham apenas a participação de filmes brasileiros nessas mostras. A inauguração do espaço da Ancine exibirá os sete filmes selecionados para a mostra Aurora, a competição principal de longas da Mostra de Tiradentes, evento que abre o calendário nacional de eventos audiovisuais.
Além das principais competições brasileiras, o selo exibirá também os filmes nacionais selecionados em eventos com os quais o Festival Scope já tem parceria, ficando essa exibição condicionada às diferentes seleções de festivais que acontecem no Brasil e no mundo.
*Com informações do site da Ancine

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Festival na Colômbia recebe inscrições de vídeos produzidos por estudantes



O FIA – Festival Internacional Audiovisual, realizado em Bogotá, na Colômbia, está com as inscrições abertas até o dia 30 de janeiro.A primeira edição do evento é organizado pela faculdade de comunicação da Universidade de La Sabana, com o intuito de fortalecer a formação artística dos estudantes.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio da plataforma Festhome. Podem ser inscritas produções de ficção com até 20 minutos; documentários de até 15 minutos; animações e experimentais de até oito minutos e videoclipes de até cinco minutos de duração.

Para participar, os filmes devem ser originais, produzidos a partir de janeiro de 2013, legendados em espanhol e devem ter sido realizados dentro do contexto escolar ou universitário. Clique aqui para acessar o regulamento com todas as informações sobre inscrição.

Haverá premiação para as categorias Melhor Documentário, Melhor Curta, Melhor Filme Experimental e Melhor Vídeoclipe, e também prêmios para filmes locais. Outras informações sobre o Festival, acesse o site oficial do evento.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Caio Tozzi conta como sua carreira transita entre a escrita e o audiovisual

Nascido em São Paulo no ano de 1984, Caio Tozzi sempre esteve envolvido desde cedo com expressões artísticas como o desenho e a literatura. Ele conta que começou a escrever muito cedo. “Eu era muito tímido na infância, talvez por isso, sempre fabulei muito e a escrita foi, inevitavelmente, a minha maneira de me comunicar com o mundo. ” – explica.

Sem surpresas, ao escolher seu curso na faculdade optou por Jornalismo. “Minha primeira atração foram as palavras, mas sou de uma geração que foi criada e muito influenciada pela televisão. Por isso, ao escolher uma pós-graduação optei por cursar roteiro audiovisual”.

Em 2008 Caio abriu a Vila Filmes, com o amigo Pedro Ferrarini, que conheceu ao trabalharem juntos em uma agência de publicidade. “Na produtora eu acabava organizando e produzindo toda a parte de conteúdo. Em meio aos projetos publicitários e institucionais, sempre lutei para que também realizássemos os projetos autorais. E foi assim que começamos a produzir alguns documentários”

Logo de início ele então atuou como roteirista de documentários como Zoológico de São Paulo – 50 Anos de história com a natureza (2008) e Mitos & Ícones (2009). Como documentarista, criou, roteirizou e codirigiu os filmes Ele era um menino feliz – O Menino Maluquinho, 30 anos depois (2011), sobre a trajetória do personagem mais famoso do escritor e cartunista Ziraldo.

“Sempre fui apaixonado pelo trabalho do Ziraldo, conhecia desde criança, e vi aí uma oportunidade de contar uma história bacana. No geral, me dá muito prazer me debruçar na história de artistas inspiradores, e o Ziraldo é meu ídolo de infância”.

Caio conta que a opção de fazer os documentários não foi fácil.  “Fizemos todos na raça, sem verba – documentário tem uma execução mais simples e barata que uma ficção. Foi um grande aprendizado”.
Hoje em dia ele ainda tem que dividir seu tempo entre suas duas paixões. Publica seus textos no jornal Tribuna de Águas, com circulação em cidades do interior de São Paulo e roda o País com o documentário A Vida Não Basta, onde assina direção e roteiro.

O longa de 2013 foi inspirado em uma frase do poeta maranhense Ferreira Gullar: “A arte existe porque a vida não basta”, e vai ao encontro de nove artistas de diferentes áreas para descobrir porque é preciso criar para a vida ir além.

No filme, a atriz Denise Fraga, o escritor Milton Hatoum, o estilista Ronaldo Fraga, o cantor e compositor Toquinho, a cineasta Laís Bondanzky, o dramaturgo Leonardo Moreira e os quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon – além da participação especial do próprio Gullar – dialogam sobre as origens da criação artística em suas vidas, a descoberta da vocação, os processos criativos, a relação com o público, dentre outros assuntos relacionados ao tema.

A Vida Não Basta foi realizado de maneira totalmente independente. A divulgação e a exibição são realmente um trabalho de formiga. Conseguimos colocá-lo em alguns circuitos independentes do Brasil e exibi-lo em mostras e festivais. Agora em novembro o filme é um dos destaques da FLIPORTO, um dos principais festivais literários do Brasil, que acontece em Olinda, e o tema desse ano é Cinema e Literatura – e é nesses dois universos que venho transitando ao longo da minha carreira. ” – celebra.

Seus contos e crônicas estão reunidos nos livros Postal e Outras Histórias (2009) e Quando Éramos Mais (2013). Recentemente ele publicou um livro infantojuvenil chamado O Segredo do Disco Perdido – uma aventura ao som do Clube da Esquina (2014), em parceria com Pedro Ferrarini. Caio acredita que seus projetos futuros estejam na literatura estejam ligados a esse público. “Saí da Vila Filmes para conseguir focar mais minha carreira em roteiros, além de outras coisas mais ligadas à escrita. Mas pretendo continuar trabalhando com documentários. Foi uma paixão que eu encontrei. ” – conclui.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Audiovisual ganha espaço no mundo das artes plásticas e na música

Tradicionalmente associamos o audiovisual à ficção ou a documentários, mas existe um outro tipo de linguagem, não narrativa, a ser explorada no formato: a arte.

A videoarte é uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do vídeo em artes visuais. Desde a década de sessenta a videoarte está associada a correntes de vanguarda, pois o barateamento e a difusão do vídeo nesse período incentivam o uso não-comercial desse meio por artistas do mundo todo, principalmente por aqueles que já experimentavam as imagens fotográficas e fílmicas.

A linguagem mais conceitual e crítica já foi inclusive incorporada a outras formas de comunicação, como a publicidade e a ficção televisiva, levando essas mídias a um experimentalismo através de passagens menos mecânicas e cansativas, por exemplo.

O caráter vanguardista da videoarte não para por aí. Por exemplo, a ideia de não necessitar de um museu para se apresentar uma obra foi algo que a videoarte ajudou a construir junto com as outras expressões artísticas que compartilhavam da ideia conceitualista de arte-vida, como por exemplo as intervenções urbanas.

Apesar das controvérsias a respeito das origens da videoarte entre os brasileiros, os estudos costumam apontar Antonio Dias como o primeiro a expor publicamente obras de videoarte - The Illustration of Art – Music Piece, 1971.

Nos dias atuais, a videoarte está se encaminhando, para instalações interativas, permitindo uma interação mais contemporânea de proximidade da arte com o público, que pode, inclusive, se tornar o produtor da obra artística. Ao invés da famosa regra “não tocar” dos museus, a videoartepropõe a quebra do paradigma: toque, critique, faça.

Júnior Suci, artista plástico contemporâneo, começou ainda na graduação uma pesquisa sobre artes visuais e cinema. Seu trabalho começou com estudos de desenhos em close-up e logo ele buscou no audiovisual a maneira de mostrar suas peças de maneira bidimensional. “No vídeo eu ainda uso a mesma linguagem que uso em desenhos, como a ausência de cor e os planos fechados. Escolho o vídeo quando o tema extrapola o papel. ” – afirma.

Suci explica que alguns artistas plásticos executam todo o trabalho, apropriando-se da técnica audiovisual para produzir arte, mas, em seu caso, foi necessário encontrar um parceiro que fizesse isso por ele.“Eu queria uma câmera estática, mas com uma pequena vibração. Como eu uso no vídeo a imagem do meu próprio corpo, não seria possível fazer isso sozinho. As escolhas estéticas e conceituais são todas minhas, mas contei com a parceria do cineasta Thiago Mattos na realização do projeto. ”

Outros usos têm sido os vídeos criados para serem exibidos em raves, eventos musicais, webdocumentários, e até mesmo vinhetas de televisão, consagradas primeiramente pelos canais musicais como a MTV e o VH1.
A cantora UMA incorpora videoarte em suas apresentações. Vinda das artes visuais, ela já produzia vídeos e vídeo-performances para outras finalidades. “Minha pesquisa principal é voltada ao canto e a fisiologia da voz então decidi trabalhar com colaboradores para a parte visual porque não consigo fazer tudo mas não posso imaginar uma apresentação minha que não tenha o elemento visual incorporado, com a justaposição de mídias gerando essa terceira via de fruição”.

Em seu mais recente projeto, UMA usa o material de arquivo do Paço das Artes, um espaço cultural administrado pelo Governo de São Paulo, mesclando seus próprios trabalhos de vídeo que foram produzidos em colaboração com outros artistas. “Na minha próxima performance eu convidei a Paloma Oliveira, que trabalha com videomapping para colaborar comigo. Ela tem todo o material e vai mixar tudo ao vivo, ao som do show. ” – relata.

O videomapping, técnica muito usada em apresentações musicais, já está bastante difundido no Brasil, e é possível buscar oficinas específicas para aprender sua execução.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual é celebrado no dia 27 de outubro




Estamos acostumados a discutir a importância da preservação de cidades históricas, tradições culturais e de peças que documentam a história de um povo, como livros, fotos, obras de arte entre outros. Um dos órgãos mais lembrados e respeitados que promovem essa reflexão é a Unesco, uma Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Embora a Unesco tenha sido fundada em 1945, foi em sua 21ª Conferência Geral, realizada em 1980, que a organização instituiu o dia 27 de outubro como sendo o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual.

A data foi criada como forma de chamar a atenção para a necessidade da adoção de medidas que permitam a conservação dos arquivos audiovisuais no mundo inteiro, já que eles têm uma importância para a construção da identidade cultural das nações.

Adalto Cândido Soares, Coordenador do Setor de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil, ressalta os desafios da conservação desses arquivos. “Esses materiais são de difícil preservação. O caminho mais natural é a migração para novas tecnologias, com a catalogação, digitalização ou restauro das obras, mas é um processo custoso”.

Soares ressalta que muito já foi feito em relação a isso, como o programa Memória do Mundo, que tem por objetivo identificar documentos ou acervos que tenham valor de patrimônio documental da humanidade. Estes são inseridos no Registro Internacional de Patrimônio Documental, a partir da candidatura encaminhada pela instituição detentora do acervo e da aprovação por comitê internacional de especialistas.

Só que o programa contempla todos os tipos de acervo. “O objetivo agora é fazer ações mais específicas para o audiovisual, pensando em suas complexidades”, explica Soares.
As primeiras ações de fomento à preservação audiovisual no Brasil são da década de 40, mas eram muito restritas às cinematecas. Nos últimos anos vêm se formando uma rede de colaboração para o tema, conta Laura Bezerra, Presidente da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual, fundada em 2008. Eles têm o objetivo específico de fomentar ações para a preservação do patrimônio audiovisual nacionalmente.

Temos ótimos exemplos de preservação audiovisual em instituições como o Centro Técnico Audiovisual, Cinemateca Nacional, a Cinemateca do MAM e o Arquivo Nacional, mas é muito centralizado no eixo Rio-São Paulo. Hoje pensamos em como expandir essas ações para outras regiões do Brasil. Os acervos regionais de cinema são riquíssimos”, conta Laura.

Vale lembrar que a preservação do audiovisual é um assunto interdisciplinar, que envolve profissionais do audiovisual, historiadores, bibliotecários, arquivistas, químicos e técnicos em tecnologia. Mesmo que um produtor audiovisual não se interesse especificamente por história, é importante lembrar que quando ele desenvolve uma peça, pode ser que ela tenha a duração muito maior que a de um curta, ela pode ser historicamente, eterna.

Veja abaixo os eventos organizados pela Associação Brasileira de Preservação Audiovisual para marcar a data em várias localidades do Brasil:

- RIO DE JANEIRO -

Mesa Redonda & Homenagem
Alice Gonzaga: arquivista, pesquisadora, preservadora – uma trajetória dedicada ao Cinema Brasileiro
Participantes: Hernani Heffner, Rafael de Luna, Roberto Faria, Sílvia Rabello e Myrna Brandão
Data: 27 de outubro, às 18hs
Local: Auditório Cosme Alves Netto – Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) – RJ
Endereço: Avenida Infante D. Henrique, 85 – Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca

Simpósio
Arquivos em Risco: muito mais a fazer – Agência Nacional, um estudo de caso
Data: 29 a 31 de outubro de 2014

Local: Auditório Principal do Arquivo Nacional
Endereço: Praça da República, 173 – Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca. Inscrições no local. Serão concedidos certificados.
Clique aqui para acessar a programação completa no RJ.


- BAHIA -

Exibição Preciosidades da cinematografia baiana no acervo da DIMAS
“Um dia na Rampa”, de Luiz Paulino dos Santos, “Crianças de novo mundo”, de Fernando Bélens, e “Criando Nova Vida”, de Leão Rosemberg.
Dia 27/10 – Sala Walter da Silveira, 19h
Organizado pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia

Debate
Preservação da memória audiovisual: interfaces regionais de preservação
(este evento faz parte da programação do X Panorama Internacional Coisa
de Cinema)

Participantes: Hernani Heffner (MAM/RJ), Laura Bezerra (ABPA), Adolfo Gomes (DIMAS) e Milene Gusmão (UESB).
Data: 31 de outubro de 2014, às 14hs.
Local: Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha – sala 3
Endereço: Praça Castro Alves s/n – Centro – Salvador, BA
Outras informações, acesse o site Coisa de Cinema.

- PARÁ -

II Semana de Preservação do Patrimônio Audiovisual : “Arquivos em Risco: muito mais o que fazer”
Oficina
 TV Cultura, 28 a 30/10 – 9 as 12h – “Preservação audiovisual de formatos magnéticos-analógicos”, com José Maria Lopes / TV Cultura-SP

Mesas e Comunicações
28/10 – 15h – Lab Livre
  • Comunicação “Museu da imagem e do som do Pará: lugar de memória e esquecimento”, Deyse Marinho, Museóloga
  • Mesa “Cinema expandido: múltiplas possibilidades do audiovisual”, Vanja Von Seck, Kauê Lima e Acilon Cavalcante (Mediação)
29/10 – 15h – Lab Livre
  • Comunicação “Olhos D’Água: da lanterna mágica ao cinematographo”, Eduardo Souza, cineasta e Pesquisador / Teaser do filme a ser lançado
  • Mesa “Dilema digital: arquivos de filmes e novas tecnologias”, Flávio Nassar (UFPA 2.0), Cláudio Alfonso (Lab Livre), representante da TV Cultura/PA e Ramiro Quaresma (Mediação)