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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações – Crítica 2

lala
La La Land não é um musical, é uma declaração de amor à boa música.
O que é boa música? Jazz ou axé? Eletrônica ou samba? Blues ou funk? Rock ou sertanejo? Lírica ou popular? A resposta é simples. Não existe melhor música ou melhor estilo de música. Existe o repertório que mais se adequa à pessoa e isso depende de fatores sociais e psicológicos. Eu amo um estilo e odeio outro, já você pode odiar uma música que eu amo e amar outra que detesto. Assim caminha a humanidade. O filme La La Land – Cantando Estações mostra o amor de um homem pela música, ou melhor, pelo jazz. Pra ele, o jazz vibra de forma diferente, está a um patamar acima das outras músicas. Faz vivê-lo melhor. É um amor individual. Ele tá certo. Ou pode estar errado para tantas outras pessoas. Não importa. O que importa é a relação dele com o jazz. E você também pode sentir o mesmo amor por música, por filme, por livro…
lala3Em poucas palavras, eis o roteiro de La La Land: Músico encontra mulher que sonha em ser atriz. Os dois se amam. Os dois querem construir carreiras. Os dois caminham com a arte. É só isso. E o que faz esse filme ser tão bom e ser tão cativante com tão pouco? A direção brilhante de Damien Chazelle. Ele está apenas no seu terceiro filme e é nítido como tem domínio perfeito da situação. Damien é um apaixonado pela música. Em Whiplash – Em Busca da Perfeição – vimos um baterista que fez de tudo para ser o melhor, com um maestro “carrasco”. Tudo no filme beirava a perfeição e tínhamos a presença de J.K. Simmons como nunca vimos. Já em La La Land a coisa é mais agridoce. Doce como uma bela canção e amargo como a vida real pode ser. Aqui, estamos embalados no romance, mas a música continua sendo a estrela principal, tanto que, na primeira cena, já causa alvoroço com o virtuosismo a que somos apresentados. Num engarrafamento, pessoas saem de seus carros e começam a cantar e a dançar. Aquilo cresce. Aquilo contagia. Que plano-sequência foi aquele?  O filme pode se tornar uma grande homenagem aos tempos áureos do cinema musical de Hollywood, mas não se enganem, “La La Land não é um musical”. No musical, a sequência em que pessoas cantam e dançam predomina na história, o que não é o caso de La La Land. Isso poderá desapontar os amantes por musicais e fará a alegria dos detratores desse estilo. Funciona como um “quase musical” ou um filme em que “pessoas dançam e cantam”. Mas esses números são os mais lindos já vistos. Eles nos prendem pela simplicidade da coreografia e pela pouca voz ouvida, mas com muita emoção envolvida e vontade de “quero mais”. É como se em casa começássemos a dançar e a voar num lindo acorde, que nos transporta para um mundo encantado. Isso dá muito certo em La La Land. A gente acredita no que está vendo. Mas a vida real é mais tensa e nada fácil. Por isso, o floreio musical tem a sua dureza de alma, mas que encanta enquanto sonhamos com aquele momento. La La Land é um filme vibrante, feito com amor e para o amor, mesmo não sendo musical. Que venham mais “musicais”, como La La Land.
Os protagonistas Ryan Gosling (Dois Caras Legais) e Emma Stone (Homem Irracional) estão perfeitos no papel. Ela sonhadora, mas com um pezinho no chão (ou no ar), contida e carismática. Ele, determinado. Acredita em um mundo melhor com a boa música, mesmo que precise abdicar de outros amores. É incrível como ele muda o tom de interpretação várias vezes no filme, ora singelo e sereno, ora o oposto, com pitadas de sarcasmo. Ryan Gosling saiu ganhando nessa.
Damien Chazelle, o dono de La La Land, é um jovem diretor que acabou de passar pelos 30 anos, está apenas começando e já tem essa bagagem toda. Parece um diretor “velho de estrada”. Ele sabe o que quer mostrar. Ele inova sem ser chato. Ele encanta sem ser “delicadinho”. Ele agrada público e crítica, com a mesma intensidade, com roteiros simples, mas nada simplórios. Imagina quando tiver com 50, 60, 70 anos… Já que em seus filmes a determinação é personagem constante, acreditemos que Damien seja um dos maiores realizadores que possa ter aparecido na arte do cinema. Que os deuses do cinema nos ouçam!
Nota do CD:
★★★★½
Sinopse:Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz, serve cafés para estrelas de cinema entre audições enquanto Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz, ganha a vida tocando em festas e bares. Quando suas carreiras finalmente começam a ascender, eles precisam tomar decisões que podem ameaçar seu relacionamento.
TRAILER:
FICHA TÉCNICA:
Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações
Título Original: La La Land
Ano Lançamento: 2016
Gênero: Comédia / Drama / Musical
País de Origem: EUA
Duração: 128 minutos
Direção: Damien Chazelle
Estreia no Brasil: 19/01/2017
Estúdio/Distribuição: Paris Filmes
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, J.K. Simmons, Callie Hernandez, Jessica Rothe, Sonoya Mizuno, Rosemarie DeWitt, Finn Wittrock e John Legend.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações

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La La Land está entre os favoritos ao Oscar desse ano, principalmente depois de quebrar o recorde de premiações no Globo de Ouro com 7 estatuetas. O longa dirigido é roteirizado pelo prodigioso Damien Chazelle que já nos brindou anteriormente com o magnifico Whiplash. A vontade de Chazelle inicialmente era ter filmado La La Land primeiro, mas sem apoio dos estúdios ele apresentou o roteiro de Whiplash, depois do grande sucesso de público e crítica deste ele conseguiu finalmente sinal verde para realizar o musical.
La La Land conta a história de Sebastian (Ryan Gosling) é um jovem pianista apaixonado por Jazz que vive em Los Angeles e que sonha em abrir o seu próprio Jazz Club. Ele conhece Mia (Emma Stone), uma garçonete que luta para ter sua grande chance como atriz iniciante os dois inicialmente não se dão muito bem, mas se apaixonam perdidamente. A relação a dois vai amadurecendo, e enquanto eles buscam oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo.
Depois de conferir o belo trailer, das resenhas positivas vindo lá de fora e da enxurrada de prêmios que o filme recebeu fui com muita expectativa conferir La La Land, mesmo sabendo que se tratava de um musical (o gênero que menos gosto). Logo na primeira cena em uma engarrafamento a película não deixa dúvidas, você está assistindo um filme musical e não um drama ou com média com algumas cenas musicais. Confesso que para mim foi impactante justamente por ter uma resistência maior com essa proposta de cinema, mas ao mesmo tempo foi bom porque a produção meio que já dá o tom que se seguirá daqui para frente.
La La Land é um filme bem gostoso de assistir com um ritmo agradável, canções gostosas de ouvir e uma tema principal muito bonito (mesmo a repetição exagerada desse não incomoda na projeção). A parte técnica do longa também é um primor, edição e fotografia estão soberbas deixando espectador imergir ainda mais nesse fabula amorosa. O roteiro não é dos mais originais, mas pelo menos não tem um final clichê o que na minha consideração já ganho uns pontinhos a mais. No final das contas La La Land termina sendo um baita filme e que para mim quebrou um pouco a resistência natural que tenho com os musicais, não é a obra prima que muitos críticos falaram, mas com certeza é ótima pedida para os fãs de cinema.
Nota do CD:
★★★★☆
Sinopse: Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz, serve cafés para estrelas de cinema entre audições enquanto Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz, ganha a vida tocando em festas e bares. Quando suas carreiras finalmente começam a ascender, eles precisam tomar decisões que podem ameaçar seu relacionamento.
TRAILER: 
FICHA TÉCNICA:
Título no Brasil: La La Land – Cantando Estações
Título Original: La La Land
Ano Lançamento: 2016
Gênero: Comédia / Drama / Musical
País de Origem: EUA
Duração: 128 minutos
Direção: Damien Chazelle
Estreia no Brasil: 19/01/2017
Estúdio/Distribuição: Paris Filmes
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, J.K. Simmons, Callie Hernandez, Jessica Rothe, Sonoya Mizuno, Rosemarie DeWitt, Finn Wittrock e John Legend.