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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

‘Juventude Conectada’, de Luiz Bolognesi, agora pode ser visto no YouTube


A série documental Juventude Conectada, dirigida por Luiz Bolognesi e codirigida por Fabiano Maciel e produzida por Laís Bodanzky e pela Buriti Filmes, pode ser vista gratuitamente a partir deste sábado, 22 de outubro, no canal da produtora no YouTube. Inspirado na pesquisa Juventude Conectada da Fundação Telefônica Vivo – correalizadora do projeto -, o documentário passou antes pelos canais pagos Futura e Curta!.

 A série tem quatro episódios – “Ativismo”, “Comunicação Democrática”, “Empreendedorismo” e “Educação”-, com 26 minutos cada, que serão disponibilizados simultaneamente na internetEm comum entre eles está a forma com que jovens conscientes e criativos exploram as possibilidades da era digital para defender suas causas, reinventar modelos econômicos e transformar sua realidade e a do mundo. Líderes de uma nova cultura, eles inspiram e protagonizam uma verdadeira revolução global. “Enquanto debatemos a sobrevivência das mídias tradicionais, a queda vertiginosa das vagas no mercado de trabalho e formas de patrocínio e incentivo cultural, por exemplo, nossos jovens não esperam. Eles estão se apropriando do que existe de mais novo em termos de tecnologia e comunicação para procurar novos caminhos e propor mudanças e melhorias para o mundo”, conta Bolognesi. Diretor da premiada animação Uma História de Amor e Fúria e roteirista de grandes sucessos como Bicho de Sete Cabeças e As Melhores Coisas do Mundo.

 Foram entrevistados profissionais como a psicanalista Maria Rita Kehl, o consultor em economia criativa Lucas Foster e o jornalista e educador Caio Dib. Além, é claro, dos protagonistas e idealizadores dos projetos debatidos na série. Entre eles, por exemplo, está o povo indígena Paiter Suruí – que conseguiu incluir sua aldeia no Google Maps; o jornalista independente Bruno Torturra, que trocou a redação tradicional para integrar uma rede independente de informação; e o grafiteiro Mundano, criador do projeto Pimp My Carroça junto a carroceiros catadores de São Paulo – que, para viabilizar seu projeto, associou-se ao Catarse, outra iniciativa digital revolucionária, responsável por inúmeras campanhas de financiamento coletivo, também debatida na série.

 Episódio 1 – Ativismo: A mídia online na luta pela resistência e representatividade é o tema do primeiro episódio. De um lado, grupos indígenas que descobriram nela um meio de defesa de seu território e sua cultura. De outro, a juventude negra baiana que, unida a colaboradores em todo Brasil, declaram-se quilombos digitais e conquistaram na web espaço para se expressarem e se mobilizarem pelos direitos sociais.

 Episódio 2 – Comunicação Democrática: Democratização da mídia na prática, compromisso com a informação e aprofundamento da pauta. Essa é a proposta dos novos criadores de conteúdo independentes e jornalistas que se proclamam livres. Eles se uniram em rede e se arriscam nas ruas para promover coberturas e debates que não têm espaço nos grandes veículos de comunicação.

Episódio 3 – Empreendedorismo: Eles viabilizam produções coletivamente, valorizam a experiência em vez da posse, criam possibilidades de consumo baseadas no compartilhamento, empregam habilidades como moeda de troca e usam a internet para realizar suas ideias. Os jovens empreendedores estão revolucionando a economia com novos modelos de negócio criativos e inovadores, que trazem uma nova consciência e movimentam milhões de reais.

 Episódio 4 – Educação: Novas formas de aprendizagem é o que prometem as novas tecnologias. Nas salas de aula, elas ajudam os professores a avaliarem seus alunos e criarem planos de estudo personalizados. Fora, o crowdlearning, conectando quem ensina e quem quer aprender, quebra as barreiras da educação e incentiva o compartilhamento colaborativo e horizontal de conhecimento.

sábado, 29 de novembro de 2014

Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi lançam livro sobre 10 anos do Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil, na próxima segunda (01.12)

Depois de 10 anos de estrada e histórias com projetos sociais de cinema por todo Brasil, os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi lançam o livro “Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil: 10 anos levando cinema a escolas públicas e comunidades de baixa renda”, na segunda-feira (01.12), às 19h, no MIS, que vai abrir extraordinariamente para o público, a fim de dividir todo o conteúdo do livro e dos projetos em sessões gratuitas.
Às 16h, o premiado documentário Cine Mambembe: O cinema descobre o Brasil será exibido no auditório, seguido por sessão de 12 curtas-metragens produzidos por jovens de baixa renda nas periferias do Brasil. A maratona se encerra com o lançamento do documentário de 15 minutos Cine Tela Brasil: dez anos de cinema nas quebradas e lançamento do livro, com presença de Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi. As sessões são grátis e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do museu.

A publicação busca inspirar educadores e políticas públicas e retrata os projetos que colecionam números impressionantes. Foram percorridos 116.509 km em estradas, levando cinema brasileiro a 759 bairros de periferia, onde foram realizadas 7439 sessões de cinema para 1.355.403 brasileiros. Dezoito estados e o Distrito Federal foram visitados pelo Cine Tela Brasil, que colocou brasileiros de várias idades pela primeira vez numa sala de cinema.

O livro ainda traz o histórico e reflexões sobre a experiência em torno das Oficinas Tela Brasil, que impactaram mais de três mil estudantes de baixa renda, em 121 oficinas, onde foram realizados 407 curtas-metragens .

Na realização do livro, todos os curtas foram novamente assistidos e classificados, a fim de que um raio-X da produção pudesse mostrar ao leitor quais histórias são contadas pelo jovem brasileiro, morador de periferia, quando este jovem tem uma câmera nas mãos. “Diferente dos estereótipos do cinema comercial, dos 407 curtas produzidos nas periferias, apenas em oito se vê uma arma de fogo”, anuncia Bolognesi.

Os dados da catalogação foram traduzidos em infográficos e ainda viraram o ponto de partida para a reflexão do cantor Emicida, do cineasta Ricardo Calil e da filósofa Viviane Mosé.

Editado em cinco capítulos, o livro dá visibilidade aos personagens que lideraram a trupe do cinema pelas estradas do país, resgata a memória que quem assistiu a um filme nacional pela primeira vez, por conta do Cine Tela Brasil, e ainda traz a experiência dos alunos que participaram as Oficinas Tela Brasil e se viram transformados por elas. A publicação revê os últimos 10 anos de políticas culturais no Brasil, período no qual os projetos rodavam o País, e ainda joga luz nas possibilidades de uso do audiovisual nas escolas, foco de atuação do Instituto Buriti. O livro ainda inclui a realização do Cine Mambembe, protótipo de tudo que foi feito de cinema pelas estradas brasileiras na última década.

O desejo era fazer uma edição comemorativa dos 10 anos de projetos que nascesse com uma vocação maior do que preservar nossa memória. Criamos os projetos, mas eles foram realizados por uma equipe enorme e apaixonada. Impactaram muita gente. O livro deveria trazer tudo isso e ainda ajudar os leitores a olhar para frente, vislumbrando o que iniciativas que usam o audiovisual podem fazer pela educação do País”, afirma Luiz Bolognesi, que liderou a equipe formada por Daniela Castanho França, na coordenação de produção, por Luciana Branco, na coordenação editorial, pela repórter Ana Paula Sousa, que assina reportagem e textos, e ainda pelos designers Yana Parente e Thomaz Resende, responsáveis pelo design gráfico e infográficos, respectivamente.

Com quatro mil exemplares, a publicação será distribuída gratuitamente para escolas públicas e instituições de ensino em todo o Brasil, além de ter uma parte vendida na livraria do MIS.