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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

JERRY LEWIS - 10 FILMES ESSENCIAIS


Fazer um top 10 do Jerry Lewis não foi tarefa fácil. Mas para simplificar e dar mais importância a este que é um dos maiores comediantes do cinema, dividi em duas listas. Uma com 10 filmes essenciais do Jerry atuando sem Dean Martin, e a outra com ele, na publicação sobre grandes comediantes que tiveram parceiros em cena.

A obras primas do cinema lançou este mês de jan/17 um deles, o "Bancando a ama-seca", que me motivou a fazer esta homenagem a Jerry e despertar o interesse dos leitores em comprar este super lançamento.

Boa diversão.


Filme cheio de ironia que conta a história de Rupert Pupkin, aspirante a comediante obcecado por se tornar um rei da comédia. Ele encontra seu ídolo e pede para fazer uma participação no talk show dele, porém é sempre enrolado. Pupkin não desiste e começa a mostrar o lado mais doentio de sua obsessão na busca de conseguir o que almeja.


Donna Peyton, é uma órfã rica de nove anos que acabara de perder o pai e herda 30 milhões de dólares. Agora ela deverá ter que conhecer seus seis tios (todos interpretados por Jerry Lewis) e ficar com cada um num prazo de duas semanas para que ela possa finalmente decidir quem será o seu futuro pai. Durante essa jornada que Donna irá fazer, o seu chofer, guarda-costas e amigo da família chamado Willard (também feito por Jerry Lewis) a acompanhará.


O rico pai de Fella morre enquanto ele ainda era criança. Assim, Fella continua morando em sua mansão com sua madrasta e seus dois meio-irmãos. Tratado como criado pela família quando cresce, Fella conta para eles sobre o sonho que tem com o seu falecido pai, que quer lhe dizer onde uma fortuna foi escondida. Mas Fella sempre acorda antes que seu pai revele o local. Quando a família está à beira da falência, tentam enganar Fella para descobrir o dinheiro.


Clayton Poole (Jerry Lewis) mora em uma pequena cidade chamada Midvale e ainda é apaixonado por Carla Naples (Marilyn Maxwell), uma moça da cidade que se tornou uma grande estrela do cinema. Quando Carla engravida, seu empresário lhe diz que um filho pode arruinar sua carreira. Com medo das consequências e responsabilidades da maternidade, a atriz pede ajuda a Clayton e ele, ingenuamente, acaba aceitando cuidar dos trigêmeos de Carla. Clayton será obrigado fazer alguns sacrifícios se quiser ficar com a guarda das crianças.


Jerome Littlefield, aspirante a médico, é auxiliar de serviços gerais numa clínica particular. Seu trabalho, no entanto, está em risco, já que Jerome está sempre causando problemas e desordens.
Interessante que depois da lista pronta, observei que dos 10, 5 foram dirigidos por Jerry e 4 por este diretor (Frank Tashlin), que também realizou vários outros com Lewis.


Phoebe Tuttle (Agnes Moorehead) é a dona de uma cadeia de lojas de departamentos que descobre que Barbara Tuttle (Jill St. John), sua filha, está apaixonada por Norman Phiffier (Jerry Lewis), um rapaz pobre que ela não aprova. Phoebe decide então contratar o jovem para demonstrar que ele é um desmiolado, dando-lhe tarefas complicadas para humilha-lo, esperando assim que Barbara o deixe. Porém sua filha sai de casa, passando a trabalhar em uma das lojas da mãe usando o nome Fuller. Assim, Norman não imagina que se casará com uma rica herdeira, mas se souber disto desiste do casamento.


Contratado para ser "os olhos e os ouvidos" de um chefão de Hollywood, na Paramutual Pictures, Morty S. Tashman (Lewis), disfarçado de entregador, deve percorrer o local e depois contar ao chefe toda e qualquer atividade desonesta ou questionável. Mas virtualmente todas as intrigas e malandragens que ele descobre são as que ele mesmo provoca!  


Tudo pode dar errado - e dá - quando Lewis encarna Stanley, um mensageiro mudo e atrapalhado, no sofisticado Hotel Fontainebleau, em Miami Beach, na Flórida. Hóspedes podem chegar e partir, mas Stanley está de serviço dia após dia no elegante resort, experimentando toda sorte de catástrofes, incluindo embates com hóspedes de topless, chaves trocadas e telefonemas invertidos. 


Herbert H. Heebert é um jovem rapaz que perdeu sua namorada e não quer mais saber de romances. Ele vai trabalhar como camareiro em uma pensão, dirigida por Helen Wellenmellen. Para seu desespero, a pensão é só para mulheres. Elas são inúmeras e a maioria delas belas e solteiras, causando terror em Herbert que não quer ceder a novos relacionamentos amorosos. Até que Fay resolve ajudá-lo a se curar de seu medo de mulheres.


Um professor feio e desajeitado (Jerry Lewis) é ridicularizado por diversas pessoas, mas só após ele ser humilhado pelo treinador na frente de sua turma e de uma bela estudante é que ele decide criar uma poção que o transforma em um indivíduo atraente. Mas como os efeitos não são permanentes, ele se vê metidos em situações complicadas quando sua real aparência toma conta do seu corpo.

Via:  TUDO SOBRE SEU FILME

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

TOP - Comédias Dirigidas por Jerry Lewis

Aos 90 anos, Jerry Lewis está retornando às telas com “Max Rose”, demonstrando mais uma vez seu brilhantismo como ator dramático, o que vai surpreender quem não conhece sua participação no excelente “O Rei da Comédia”, de Scorsese, em “Arizona Dream”, de Kusturica, ou na pérola esquecida feita pra televisão: "Luta Pela Vida", de 1987. Sempre lembrado como ator, poucos valorizam seu trabalho como diretor. Sua originalidade na construção do cenário inovador de "O Terror das Mulheres" já bastaria para reverenciarmos sua ousadia. Ele também criou um artifício que muitos operadores de câmera hoje em dia nem fazem ideia que foi ele o inventor. Até aquele momento, o diretor filmava as cenas e tinha que esperar vinte e quatro horas para poder visualizá-las. Lewis, procurando resolver esse problema, patenteou um sistema onde colocava uma câmera de vídeo ao lado da câmera de filmagem, os dois compartilhando a mesma imagem. Assim ele poderia voltar e ver sua cena sempre que quisesse, realizando pequenos ou grandes ajustes. Esse protótipo hoje recebe o nome de “Assistente de Vídeo”, sendo presença obrigatória em todos os sets. Seu livro "The Total Film-Maker", o material de suas aulas na faculdade de cinema, é simplesmente uma das melhores obras sobre todas as etapas do processo de filmagem.

Como grande admirador de seu trabalho, revi todos os filmes dirigidos por ele na tentativa de selecionar os cinco melhores. Não deu certo, tive que ignorar meu lado sistemático e aceitar seis títulos, seis obras-primas que justificam a inclusão de Lewis em qualquer lista de melhores cineastas da história do cinema. Um reconhecimento que ele merece receber em vida.


1 – O Terror das Mulheres (The Ladies Man - 1961)
Adotando em parte o estilo cômico cartunesco de Frank Tashlin, um de seus mentores, Lewis força seus limites na função de diretor e explora ao máximo as possibilidades de situações em um único espaço. Com toques de fantasia surrealista, seu Herbert H. Heebert faz uso de todo o repertório cômico do ator. Seis anos depois, Tati realizaria "Playtime", talvez o único artista cujo trabalho podemos tentar comparar, mas seu Hulot carece de simpatia, os seus esforços, por mais interessantes que sejam, soam forçados, em Lewis tudo é natural. 


2 – O Professor Aloprado (The Nutty Professor - 1963)
Na fábula cômica de Lewis, a figura esquisita de Kelp, uma óbvia caricatura, representa a forma distorcida como o personagem se enxerga no espelho, não há poção mágica, Buddy Love sempre existiu e, como a engraçada cena final salienta, com a bela Stella Stevens guardando um pouco da poção, não deve nunca ser obliterado, já que exerce função importante na personalidade do indivíduo. A autoconfiança precisa complementar a humildade, um elemento não vive bem sem o outro. Essa resolução emocionalmente madura é o que engrandece o filme, que poderia ser apenas uma farsa tola, uma das várias releituras de “O Médico e o Monstro” que a indústria já criou.


3 – As Loucuras de Jerry Lewis (Cracking Up - 1983)
Após sérios problemas de saúde, vício em remédios para dores na coluna, e o fim do relacionamento de trinta e oito anos com a esposa, Lewis, que estava afastado do cinema e focado em seus Telethons, logo depois sofreria uma complicada operação cardíaca. Esse filme é claramente o trabalho de um homem livre, no sentido transcendental da expressão, alguém que renasce das cinzas criativamente com mais coragem do que exibia em sua juventude. Ele corre riscos, acerta e erra, mas o que impressiona na estrutura de esquetes é a aura de jovialidade, renovando o estoque de gags com a esperteza do que se fazia no período, mas com um pé no futuro. É perceptível um tom mais pessoal, sem concessões. Um tesouro que merece maior reconhecimento. 


4 – O Mensageiro Trapalhão (The Bellboy - 1960)
É sua primeira produção com total poder criativo, feita com baixíssimo orçamento, onde interpreta um mensageiro de hotel que não fala uma palavra durante toda a projeção. Seu trabalho nessa obra faz referência a astros do humor como Jacques Tati, Chaplin e Stan Laurel, seu grande ídolo e amigo, sendo na realidade uma linda homenagem ao cinema do gênero. Nessa joia está contida o amálgama de tudo em que Lewis acreditava, com facetas de vários estilos de humor, o grotesco, físico, inteligente, cínico e o infantil, ingênuo e inocente. 


5 – O Otário (The Patsy - 1964)
Além de eternizar sequências hilárias como a do professor de piano, um dos momentos mais engraçados da história do gênero, ele foi responsável por mais uma inovação cenográfica, quando ao final do filme, as câmeras se distanciam deixando exposto que o ambiente era um estúdio de gravação. Ele se mostra, não como o personagem, mas sim como o diretor Jerry Lewis, desconstruindo o sonho da maneira mais engraçada possível. Fellini fez parecido em “E La Nave Va”, quase vinte anos depois, e foi considerado original. Jerry já havia ousado muito antes. 


6 - O Mocinho Encrenqueiro (The Errand Boy - 1961)
O alvo de Jerry nesse filme são os bastidores da indústria de cinema, impagável o momento em que ele utiliza genialmente a pantomima para debochar da arrogância dos chefes de estúdio. O elegante jazz emoldurando uma ilusória reunião de negócios onde o patrão gargalha após despedir seus funcionários, como se Lewis evidenciasse que, por trás do véu de nobreza de astros e estrelas, a imagem vendida pelo setor de publicidade, o público ignora o cruel jogo de interesses que movimenta a roda da fortuna. A narração no início já ressalta a coragem do diretor: "Hollywood irá te levar a qualquer lugar que você desejar, menos atrás de sua própria fachada".