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sexta-feira, 15 de julho de 2016

MORRE HECTOR BABENCO



O cineasta argentino Hector Babenco morreu aos 70 anos na noite nesta quarta-feira (13) de uma parada cardíaca no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada por Denise Winther, produtora da HB Filmes, de Babanco.

Babenco foi internado na terça-feira (12) para um procedimento cirúrgico. Segundo Denise, ele estava bem, mas não resistiu à parada cardíaca.

Um dos principais trabalhos de Babenco é "O beijo da Mulher-Aranha" (1985), pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor diretor. O longa rendeu o Oscar de melhor ator a William Hurt. Sônia Braga e Raul Julia ("Família Adams") compunham o elenco.

Baseada no livro homônimo de Manuel Puig, a história se passa num presídio de um país latino-americano, em que um militante de esquerda e um homossexual dividem uma cela.

Nascido na Argentina em 1946, Babenco se naturalizou brasileiro em 1977. Fez aqui uma carreira com filmes de peso. Seu primeiro longa-metragem foi "O rei da noite" (1975), estrelado por Paulo José e Marilia Pêra.

Entre os clássicos de Hector Babenco estão o "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia" (1977) e o filme histórico "Pixote, a lei do mais fraco" (1982).

"Pixote" conta a história do garoto que faz parte de um grupo de crianças de rua que, depois de sofrer muito num reformatório, faz aliança com uma prostituta, papel de Marília Pera.
Na vida real, "Pixote" acabou rendendo uma história trágica. O ator Fernando Ramos da Silva, que interpreta protagonista do filme, acabou não seguindo carreira. Sete anos após o lançamento do filme, foi assassinado por policiais em São Paulo.

Seu último filme “Meu Amigo Hindu” foi lançado em março de 2015. A trama tem como protagonista o diretor de cinema Diego (Willem Dafoe), que enfrenta um câncer linfático. 


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Conheça a trajetória do cineasta Hector Babenco, que recebe retrospectiva na Cinemateca Brasileira

Em 1975, o diretor Hector Babenco lançava o primeiro longa-metragem da carreira, O rei da noiteQuarenta anos depois, a Cinemateca Brasileira em parceria com a Fap – UNIFESP, faz uma homenagem ao cineasta. O diretor é conhecido também por filmes consagrados como Pixote, a lei do mais fraco (1980), que foi considerado por diversos críticos estrangeiros como um dos dez melhores filmes do ano, e Carandiru (2003), que levou os Prêmios do Público e do Júri, e o Prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Cartagena.
Além da retrospectiva de filmes, a homenagem conta também com uma exposição que ilustra momentos marcantes da carreira do diretor, com fotografias de cena e de bastidores, além de materiais que compõem o acervo do Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira: o roteiro original de Carandiru com anotações do montador do longa, Mauro Alice, entre outras, além de fotos de cena e dos bastidores dos filmes;  cartazes, releases, roteiros, além de curiosidades como uma fotonovela de Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, um compacto com a trilha sonora de Pixote, a lei do mais fraco. A programação completa da Retrospectiva Hector Babenco está disponível no site da Cinemateca Brasileira.

Para também homenagear o cineasta, vamos relembrar a participação de Babenco nas Oficinas Tela Brasil em Grajaú (SP), realizada em julho de 2008. Na ocasião, o diretor falou sobre o início de sua carreira, contou dificuldades que enfrentou e destacou a importância de um assistente de direção na preparação de uma produção.

Assista abaixo: