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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nova chamada pública para longas-metragens


A Ancine e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram nesta semana a Chamada Pública PRODECINE 01/2015 do Programa Brasil de Todas as Telas – Ano 2.
Foto: ReproduçãoO edital oferece recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para o aporte na produção de longas-metragens brasileiros independentes de ficção, animação ou documentário com destinação inicial para as salas de exibição.
Nesta nova edição da chamada pública, o valor disponibilizado aumentou de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, prevendo a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos disponíveis para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e, no mínimo, 10% para projetos audiovisuais de produtoras independentes localizadas na região Sul ou nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
O prazo de inscrições vai até o dia 28 de dezembro. Os interessados devem preencher e finalizar a inscrição eletrônica disponível no site do BRDE e apresentar os documentos previstos no Anexo I da Chamada Pública. É recomendada ainda a leitura do Regulamento Geral do PRODAV.
Clique aqui e acesse a Chamada Pública PRODECINE 01/2015.
*Com informações do site da Ancine


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Guerra do Iraque será tema de próximo filme de Ang Lee

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Depois de quase três anos, Ang Lee decidiu qual será seu próximo projeto. O diretor, premiado duas vezes com o Oscar, por O Segredo de Brokeback Mountain e As Aventuras de Pi, vai filmar a adaptação do livro Billy Lynn’s Long Halftime Walk, escrito por Ben Fountain, sobre veteranos da guerra do Iraque. A informação provém do site The Hollywood Reporter.

O romance foi bem cotado pela crítica e é uma sátira à guerra baseada em muito humor negro. Billy Lynn tem apenas 19 anos e acaba sendo enviado ao Iraque em 2005, escapando com vida de um conflito que não durou muito mais que três minutos. O fato é considerado uma proeza e ele retorna aos EUA como herói da nação.

Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário?) assina o roteiro, que está sendo atualmente revisado por Jean-Christopher Castelli, produtor associado de As Aventuras de Pi. No atual cronograma, as filmagens terão início em meados de abril.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ancine lança selo no site Festival Scope

Entrou no ar nesta quinta-feira (15/1) um selo dedicado ao cinema brasileiro dentro da plataforma internacional Festival Scope. Neste espaço, sob a marca da Ancine, filmes brasileiros ficarão disponíveis por streaming para profissionais da indústria internacional cadastrados junto à plataforma.
festival scopeEssa ação busca possibilitar uma maior visibilidade e inserção dos filmes brasileiros junto aos curadores, distribuidores, agentes de venda, críticos de cinema e outros profissionais do audiovisual.
O Festival Scope é uma plataforma exclusiva que oferece a profissionais do setor audiovisual, mediante assinatura, a possibilidade de assistir online a filmes do mundo todo, por meio de um sistema de streaming com senha (não há download de material para o computador do usuário). Foi idealizada a partir da constatação de que muitas vezes os profissionais do setor (distribuidores, agentes de venda, curadores de festivais, produtores, críticos) não tinham tempo disponível durante os festivais para assistir a todos os filmes em salas de cinema, nem a possibilidade de se deslocar fisicamente a todos os festivais nacionais e internacionais pelos quais tinham interesse.
A plataforma tem hoje quase 10 mil usuários ativos e 50 mil profissionais que recebem seu informativo com novidades sobre o cinema mundial. Entre as instituições que possuem os chamados “selos” estão a Unifrance (França), o Instituto Goethe (Alemanha), a Swiss Films (Suiça), o Instituto Luce Cinecittà (Itália), a Fipresci (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) e o Prêmio Felix (voltado para o cinema ibero-americano).
A lógica da plataforma Festival Scope é baseada no trabalho em conjunto com o calendário internacional dos festivais de cinema. Dessa maneira, serão exibidos os filmes que participam das competições dos principais festivais realizados no Brasil e que tenham apenas a participação de filmes brasileiros nessas mostras. A inauguração do espaço da Ancine exibirá os sete filmes selecionados para a mostra Aurora, a competição principal de longas da Mostra de Tiradentes, evento que abre o calendário nacional de eventos audiovisuais.
Além das principais competições brasileiras, o selo exibirá também os filmes nacionais selecionados em eventos com os quais o Festival Scope já tem parceria, ficando essa exibição condicionada às diferentes seleções de festivais que acontecem no Brasil e no mundo.
*Com informações do site da Ancine

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Resenha de filme: Ida



No filme polonês Ida, Anna é uma noviça vivendo num convento católico. Nas cenas iniciais a vemos realizando algumas atividades: reunindo-se com outras freiras ao redor de uma estátua de Cristo, num jantar no qual o ruído quase ritmado dos talheres batendo contra os pratos é o único som a romper o silêncio… A época é indeterminada e por um momento parecemos estar vendo uma história ambientada há vários séculos atrás. Afinal, as imagens são em preto-e-branco e enquadradas no formato de tela mais antigo do cinema, o 4:3 quadrado.

 

Um dia, a vida de Anna sofre uma pequena reviravolta: ela, que sempre se acreditou órfã, é informada pela sua madre superiora de que tem uma tia, sua única parente viva. Antes de ser ordenada definitivamente, ela é instruída a ir passar um tempo com esta tia e ver um pouco do mundo. Sem dizer quase nada, ela aceita.

Sua tia se chama Wanda e mora na cidade – então descobrimos que estamos no século XX, na Polônia dos anos 1960. Wanda é juíza e tem mais revelações para Anna: a moça na verdade é judia, se chama Ida, e seus pais foram mortos pelos nazistas durante a ocupação polonesa na Segunda Guerra Mundial. Os corpos deles nunca foram encontrados, e Anna/Ida pede a Wanda que ambas saiam à procura deles. Apesar da tia não gostar da ideia inicialmente, ela acaba concordando.

Com esse enredo, o cineasta Pawel Pawlikowski cria um filme que tem elementos de road-movie e não deixa de ser um estudo de personagem, mas descrever Ida nestes termos simplesmente não lhe faz justiça. A austeridade do filme, concretizada pela fotografia em preto-e-branco, pela absoluta concisão narrativa – o filme dura apenas 81 minutos e descarta qualquer enfeite ou momento desnecessário – e pela própria interpretação da atriz principal, tornam Ida um filme que é mais do que a soma das suas partes.

O rigor de Pawlikowski na condução da história é absoluto. Por praticamente todo o filme, ele mantém seus personagens – Ida, especialmente – na parte de baixo dos seus enquadramentos, deixando amplos espaços vazios acima dos seus atores. É como se os personagens, e seus rostos, fossem pequenos em relação aos ambientes e às circunstâncias que os rodeiam. Apenas em alguns momentos eles se mostram maiores, e o diretor tira máximo proveito disso quando vemos, numa cena, um close de Ida que abrange praticamente todo o enquadramento. Este é o momento no qual ela finalmente cresceu.

 

A história do filme reflete o crescimento dela, e por isso a atuação da protagonista encontra eco no cinema do francês Robert Bresson. Há uma influência de Bresson em Ida, e Pawlikowski, ao escolher para protagonizar o filme a jovem Agata Trzebuchowska, acabou criando algo parecido com que o mestre francês costumava fazer. Trzebuchowska era uma estudante sem experiência como atriz, mas sua presença em frente à câmera acaba provocando o interesse do espectador. Bresson costumava a se referir a alguns dos seus atores como “veículos”, e esse termo se aplica perfeitamente à presença de Trzebuchowska em Ida. Com seus olhos escuros e rosto expressivo, ela acaba fazendo com que o espectador projete nela seus próprios sentimentos. Nunca sabemos realmente o que ela está pensando, apenas imaginamos, e continuamos imaginando o que se passa em seu interior até os momentos finais do filme.

Por isso, a atuação de Agata Kulesza como Wanda é o perfeito contraponto à de Trzebuchowska. Enquanto Ida é inocente, Wanda é amargurada e alcóolatra. Ao longo do tempo, a busca das duas mulheres pelos restos dos pais de Ida aprofunda a amargura e a frieza de Wanda, enquanto Ida permanece um enigma – não sabemos se a busca a entristece ou mesmo se representa algo muito importante para ela. Além disso, enquanto a noviça nada conhece do mundo, a mulher mais velha tem muita experiência com ele – Pawlikowski nos mostra uma cena dela trabalhando como oficial de justiça, servindo ao Estado comunista. Kulesza tem uma atuação forte, sempre deixando clara a hostilidade latente dentro da sua personagem. Ao contrário da protagonista, sua tia é uma mulher direta e sempre sabemos o que ela está pensando.

Esse contraste é necessário para a história, pois o filme é sobre a escolha final de Ida: no fim da sua busca, em qual mundo ela vai decidir viver, afinal? A procura das duas mulheres acaba fazendo com que um doloroso passado seja remexido, causando mais mal do que bem, e também faz com que a jovem acabe tendo algumas experiências novas em sua vida. Ambos os mundos, o do convento e aquele onde as demais pessoas vivem, são cinzentos e austeros. Num deles há muita confusão, no outro as coisas são mais ordenadas. Ao final ela decide, e sua decisão é mostrada de forma visual e com o mínimo de diálogos – aliás, este é um filme no qual se fala pouco. A maior proeza do filme é a de tornar compreensível aquilo que pertence ao mundo interior de uma pessoa. Todo o processo narrativo está na tela, nos olhos e no rosto da jovem atriz que interpreta Ida. Ela nos hipnotiza e nos mostra o amadurecimento de alguém que no inicio do filme descobriu quem era, e ao final decidiu quem iria ser dali para a frente.



Nota do CD:
4.5 out of 5 stars
Nota dos Leitores:

Trailer do filme:
Ficha Técnica:
Direção: Pawel Pawlikowski
Roteiro: Pawel Pawlikowski, Rebecca Lenkiewicz
Elenco: Agata Kulesza, Agata Trzebuchowska, Halina Skoczynska, Joanna Kulig
Data de estreia: 25/12/14
País: Polônia/Dinamarca

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ilme de Assassin's Creed deve chegar só em 2016




Uma má notícia para os fãs de Assassin's Creed. A adaptação para o cinema do jogo não deve sair antes de 2016, pelo menos segundo o site Hollywood Reporter.

De acordo com a publicação, o lançamento do longa foi adiado pela Fox para o dia 21 de dezembro de 2016. Essa não é a primeira vez que a data sofre mudanças, já que em 2013, a informação era de que o filme sairia no dia 22 de maio de 2015 e, pouco tempo depois, ele passou para 7 de agosto deste ano.

O título tem como diretor o australiano Justin Kurzel e nomes confirmados como Michael Fassbender ("Bastardos Inglórios" e "Fome").