sexta-feira, 29 de setembro de 2017

MIS | Destaques da programação

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CURTA-METRAGENS COMPETITIVOS NOITE


Atenção: A lista divulgada agora são dos filmes selecionados para a mostra da noite.
Em breve estaremos publicando os selecionados da mostra da tarde

DIA 07
"Peleja no Sertão", 15", CE, de Fábio Miranda
"O Lago", 25", SP, de Danilo Morales
"Feliz ano novo", 17", SP, de Mônica Donatelli
"O Roncador", 19", PE, de Wilson Filho
"Chanson D'Amour", 13", RJ, de Renata Prado
"Amor em 30 segundos", 13", RJ, de Sandro Pomponet
MOSTRA PARALELA
"Atores em busca de Nelson", 10", PE, de Augusto Amorim
"Umbral - depois de morrer, 04", GO, de Thomaz Magalhães
"Judas", 11", SP, de Joel Caetano
"Sob águas claras e inocentes", 17", RS, de Emiliano Cunha
"A bela do morro", 23", PE, de Manoel Marcos

MOSTRA COMPETITIVA LONGA-METRAGEM
"O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras", 78", PE, de Petrônio Lorena
DIA 08
"Maria cachoeira", 11", MG, de Pedro Carcereri
"Maria", 17", AM, de Elen Linth
"Estranho ímpar", 15", SP, de Beto Oliveira
"Entre os ombros", 19", SP, de Carolina Castilho
"Nóia", 15", SP, de Elder Fraga
"Marias", 15", GO, de Edem Ortegal
"Iluminadas", 13", PE, de Gabi Saegesser
"Sangria", 17", SP, de Iasmin Alvarez
MOSTRA PARALELA
"Escolhas", 20", RJ, de Ivann Willig
"Enfim sós", 08", RJ, de Helvécio Parente

MOSTRA COMPETITIVA LONGA-METRAGEM
"O crime da cabra", 90", SP, de Ariane Porto e Teresa Aguiar
DIA 09
"Latossolo", 18", BA, de Michel Santos
"Lightrapping", 22", SP, de Márcio Miranda Perez
"Meninas formicida", 13", SP, de João Paulo Miranda Maria
"Deuteronômio 22", 06", SP, de Érico Luz
"Punhos e leis", 13", SP, de Tomires Ribeiro
"Baunilha", 13", PE, de Leo Tabosa
"Autofagia", 11", PE, de Felipe Soares
"A dança de Júlia", 03", PE, de Igor Lopes
"Nena Cajuína", 10", PE, de Almir Guilhermino

MOSTRA PARALELA
"Adam Peiper", 17", ESP, de Mónica Mateo
"Identidades", 14", SP, de Luan Cardoso
"A Teima", 13", PE, de Edvaldo Santos
MOSTRA COMPETITIVA LONGA-METRAGEM
"Onde nascem os bravos", 85", CE, de Daniell Abrew

DIA 10
"Autômatos", 06", RJ, de Leo Miguel
"Rosalita", 19", MG, de Luciano de Azevedo
"Ferida", 15", SP, de Dandi Queiroz
"Embaraço", 21", SP, de Fernando Rick
"Xavier", 13", SP, de Ricky Mastro
"A vez de matar, a vez de morrer", 25", MS, de Giovani Barros

MOSTRA PARALELA
"Tubarão", 13", PE, de Leo Tabosa
"Sangue-mulher", 18", AL, de Mik Moreira, Minne Santos e Janderson Felipe
"Zornith", 27", PE, de Marcello Trigo

MOSTRA COMPETITIVA LONGA-METRAGEM
"A lenda do Gato Preto", 96", CE, de Clébio Viriato Ribeiro
Curadoria: Lula Magalhães, Vicente Azevedo.

sábado, 9 de setembro de 2017

"Histórias Que Nossas Babás Não Contavam", de Osvaldo de Oliveira


Silvio Santos foi um generoso pai para toda uma geração de garotos, a programação do SBT apimentava as tardes com comédias adolescentes eróticas e presenteava as nossas noites de Domingo com clássicas pornochanchadas. “Histórias Que Nossas Babás Não Contavam”, de 1979, costumava ser transmitida com frequência na “Sessão das Dez”, as chamadas nos intervalos do “Topa Tudo Por Dinheiro” já bastavam para que eu, na época, um pré-adolescente excessivamente introvertido, sentisse aquele maravilhoso frio na espinha, antecipando uma noite mágica na frente da televisão e o atraso considerável na escola na manhã seguinte.

“Se você já desconfiava das histórias que a babá contava, tinha toda razão! Ela lhe contou uma outra versão. O lado que você conhecia era só fantasia, história de príncipe e princesa sempre acaba em safadeza. ” (Tema musical de abertura)

Hoje em dia a moda é discutir a agitada vida sexual dos reis, rainhas e príncipes de “Game of Thrones”, mas nada surpreende aquele que cresceu vendo a princesa Clara das Neves sendo disputada em sorteio por seis anões tarados, já que o sétimo, Zangado, amargava o orgulho ferido após perder o monopólio sexual da turma de “filhinhos da... floresta”, como o roteiro espirituosamente define o grupo. A maravilhosa Adele Fátima, dublada com a voz sensual de Marly Marcel, ficou marcada para sempre no imaginário coletivo da garotada. Meiry Vieira, outra beldade, vivia a maldosa rainha que era aconselhada pelo espelho mágico homossexual, vivido por Renato Pedrosa. O príncipe, vivido por Dênis Derkian, dublado por Marcelo Gastaldi, teve a sorte de atravessar horizontalmente neste filme o caminho de duas das mulheres mais lindas do cinema erótico nacional, mas, em uma reviravolta que nem M. Night Shyamalan cogitaria, acaba sorridente nos braços do anão rejeitado. E pensar que o cinema engajado atual acredita estar sendo revolucionário. 

“A história da maçã é fantasia, maçã igual àquela o papai também comia. ” (Marchinha de Carnaval entoada pelos anões)

Conversei com o Dênis sobre as lembranças das filmagens e de como ele foi escalado para o projeto, depoimento exclusivo para o “Devo Tudo ao Cinema”.

D - Caro Octavio, vai aí um resumo do que lembro quanto ao projeto, já não me recordo com precisão de nomes e lugares, mas descrevo a situação. Eu lembro que estava numa roda de pessoas ligadas ao cinema da boca, rua do Triunfo, e discutia-se os rumos do cinema, como sempre difíceis. A conversa começou séria, depois de algum tempo, como sempre entre um copo e outro, alguém disse: já que está tudo uma merda mesmo, podíamos fazer um filme satirizando os contos de fadas, mas tudo na sacanagem, aí saiu um: puta que pariu! Alguém criticou, disse que isso ia dar merda, que a crítica ia cair de pau; outro disse: que se dane a crítica. E começou a viagem: que tal chapeuzinho vermelho e o lobo mau? A coitada da chapeuzinho, o lobo mau e vovozinha foram sacaneados por algum tempo pela turma, até que alguém deu a ideia da Branca de Neve, começou outra sessão de sacanagem, até que alguém disse que isso daria um filme. Quem fará a Branca Neve? Daí começou a esculhambação, até que alguém disse que precisava ser uma mulata gostosa, tipo aquelas do Sargentelli. Daí saiu outro “puta que pariu”. E a Rainha? Vários nomes sugeridos. E o caçador? Alguém disse: Costinha, daí veio outro “puta que pariu”. E o Príncipe? Saiu o terceiro palavrão, seguido de “você, bonitão! ”. Aquilo só podia ser brincadeira! Só que não foi, aconteceu! ”

O - Osvaldo de Oliveira foi um grande diretor de fotografia, trabalhou na série “Vigilante Rodoviário” e em “O Caso do Irmãos Naves”, e, como diretor, ele tinha feito alguns filmes voltados para a música sertaneja (como “No Rancho Fundo”, de 1971), antes de entrar no filão da pornochanchada. Como ele lidou com o material do filme? Vocês tinham boa relação? E seu relacionamento com o elenco?

D - Sobre a minha relação com o diretor, na verdade não tínhamos proximidade, nos víamos às vezes, mas não existia nenhum vínculo de amizade até a filmagem propriamente dita, eu conhecia o profissional, os filmes e histórias engraçadas. Ele era uma figuraça, no set só confirmou o profissional conhecedor de seu ofício e sua intimidade com as lentes e enquadramentos, muito técnico, deixou seu legado, um diretor do cinema feito na raça, em um tempo de titãs. Saudades do velho Carcaça! Quanto a relação com o elenco, conhecia Felipe Levy, os demais fui conhecer no dia das filmagens, não existia essa prévia, tipo leitura de texto, apresentação do elenco, discutir personagem etc... Era no grito, se vira nos trinta. Logicamente que coisas inéditas aconteciam no set, o Príncipe montava um belo garanhão branco, cheguei mais cedo no set de filmagem para poder criar um vínculo de confiança com o animal, já que tratava-se de um puro sangue, logo obtive domínio do animal, fiz com ele várias vezes o percurso da estreita picada pela qual deveria passar montado, estava tudo bem, posicionaram a câmera na lateral da picada, na cena eu teria que passar por ela montado no belo animal, fizemos alguns ensaios de passagem pela câmera, mas na hora do valendo, o bicho pegou, pois a câmera produzia um som que lembrava o guizo de cobra cascavel. Quem disse que esse cavalo passava pela câmera? O belo puro sangue foi substituído por um pangaré, no filme ninguém percebeu a troca (risos). Tem uma falha curiosa na película, eu fumava na época, numa das cenas onde estou montado no cavalo, entre os ensaios da cena que se repetiu várias vezes, o diretor filmou o ensaio, e nesse momento acendi um cigarro, pois era ensaio, não estava valendo. Eu penso que na montagem prevaleceu o take em que estou com o cigarro entre as rédeas (risos). E guardo uma lembrança hilária do Costinha. Ele não voa, tinha medo de avião. Eu perguntei a ele a razão, ele respondeu: já pensou se é o dia do piloto morrer e eu estou junto? (risos)

O - Como é que você enxerga, em retrospecto, este trabalho?

D - Sinceramente, penso que não existiu intenção de fazer crítica, ninguém estava levantando qualquer bandeira social, muito menos intelectual, nem mesmo indicando uma nova tendência, acho que a intenção era que a ideia fosse reverter em bilheteria, talvez o produtor tenha imaginado um fenômeno de bilheteria. O filme, pelo que acompanhei e soube, teve carreira normal. O curioso é que depois, no decurso dos anos, ele foi despertando curiosidade de diferentes públicos, e é assunto de jovens cineastas, continua gerando riqueza para seu produtor. Hoje é Cult. No âmbito do reconhecimento, nada mudou. Eu nunca recebi um só centavo de direitos autorais. Na esperança que o produtor algum dia disponibilize em algum banco os valores correspondentes que nós atores temos direito, contudo sigo “cinemando”, tomando cuidado redobrado para não mais trabalhar com picaretas, prometo oferecer ao público mais alguns bons filmes. 


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Dicas de fim de semana. Vá de Metrô!

Boletim Informativo
Aproveite o feriado prolongado de 7 de setembro e faça um roteiro cultural pela cidade de São Paulo. Nossas dicas procuram satisfazer todos os gostos e facilitam a locomoção pela metrópole, uma vez que os locais que sugerimos possuem estações de metrô nas proximidades.

Bom Divertimento!
MetrôESTAÇÃO REPÚBLICA
Estação República

A abertura do Sesc 24 de Maio, no último dia 19 de agosto, somou um público de cerca de 17 mil visitantes. Incrustado no centro histórico, o prédio projetado por Paulo Mendes da Rocha foi pensado para que cada um dos seus 13 andares fornecesse uma diferente vista da cidade.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO PALMEIRAS-BARRA FUNDA
Estação Palmeiras-Barra Funda

O Memorial da América Latina apresenta o Bienalsur.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO PAULISTA
Estação Paulista

A exposição Somos reúne vídeos, fotografias e esculturas do colombiano Iván Argote, cuja obra explora a relação das pessoas com o meio ambiente e também com a história e a política.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO TRIANON-MASP
Estação Trianon-Masp

A relação entre cães e seus donos é o tema da exposição Vida de Cão.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO TIRADENTES
Estação Tiradentes

Dirigida por Rhena de Faria, a peça Relicário, da companhia “A Musa Heroica de Teatro” é composta por oito cenas curtas.

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

CINUSP apresenta a mostra SCI-FI: ANOS 80

de 4 a 29 de setembro

O CINUSP apresenta a mostra SCI-FI: ANOS 80, com uma seleção de ficções-científicas produzidas na década de 80 que se tornaram clássicos e marcaram a história do gênero. A mostra inclui filmes de grandes cineastas hollywoodianos, como James Cameron, Paul Verhoeven, John Carpenter e Ridley Scott.
Muitos autores aproveitaram-se do sci-fi para analisar criticamente algumas questões sócio-políticas a partir de analogias e hipóteses sobre os possíveis rumos da sociedade. São exemplos Brazil – O filme, de Terry Gilliam, e 1984, de Michael Radford. Blade Runner, o Caçador de Androides e o japonês Akira, de Katsuhiro Ôtomo, também apresentam distopias que se passam em Los Angeles e Neo-Tokyo, respectivamente.
Diretamente ligado à própria natureza do sci-fi, o embate entre o homem e a ciência é tema de alguns filmes da mostra, como A Mosca, de David Cronenberg, e RoboCop. A existência de vida extraterrestre inteligente é assunto de outros filmes, como O Segredo do Abismo e Eles Vivem.
O mundo dos computadores e dos videogames está presente em Tron: Uma Odisseia Eletrônica, de Steven Lisberger, e O Último Guerreiro das Estrelas, de Nick Castle. Ambos são marcos da indústria cinematográfica pelo uso extensivo de computação gráfica e animação digital.
Serão exibidas também as continuações Aliens, O ResgateO Império Contra-Ataca e Mad Max 2 - A Caçada Continua, filmes que, por sua qualidade, são tão aclamados quanto seus antecessores. A mostra conta ainda com uma maratona no dia 29 de setembro da primeira temporada da série Stranger Things.
O CINUSP convida tanto os que não conhecem quanto os nostálgicos para assistir a esses filmes que marcaram uma geração e são cultuados até hoje.
A programação completa e as sinopses dos filmes podem ser acessadas neste documento e no site do CINUSP

Programação:


04/09 | segunda
16h00   MAD MAX 2: A CAÇADA CONTINUA
19h00   BRAZIL - O FILME

05/09 | terça
16h00   1984
19h00   A MOSCA

06/09 | quarta
16h00   ELES VIVEM
19h00   ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO

11/09 | segunda
16h00   FUGA DE NOVA YORK
19h00   TRON - UMA ODISSEIA ELETRÔNICA

12/09 | terça
16h00   ALIENS, O RESGATE
19h00   BLAXPOITALIAN + DEBATE

13/09 | quarta
16h00   O IMPÉRIO CONTRA-ATACA
19h00   1984

14/09 | quinta
16h00   ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTUTRO
19h00   BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES

15/09 | sexta
16h00   BRAZIL - O FILME
19h00   VIAGENS ALUCINANTES

18/09 | segunda
16h00   O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS
19h00   ELES VIVEM

19/09 | terça
16h00   AKIRA
19h00   O IMPÉRIO CONTRA-ATACA

20/09 | quarta
16h00   A MOSCA
19h00   SCANNERS - SUA MENTE PODE DESTRUIR

21/09 | quinta
16h00   O SEGREDO DO ABISMO
19h00   ALIENS, O RESGATE

22/09 | sexta
16h00   E.T. - O EXTRATERRESTRE
19h00   FUGA DE NOVA YORK

25/09 | segunda
16h00   VIAGENS ALUCINANTES
19h00   O SEGREDO DO ABISMO

26/09 | terça
16h00   BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES
19h00   O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS

27/09 | quarta
16h00   TRON - UMA ODISSEIA ELETRÔNICA
19h00   MAD MAX 2: A CAÇADA CONTINUA

28/09 | quinta
16h00   SCANNERS - SUA MENTE PODE DESTRUIR
19h00   AKIRA

29/09 | sexta
14h00   STRANGER THINGS
MARATONA
/cidade universitária
r do anfiteatro 181  favo 04
11 3091 3540
 
--

entrada franca
www.usp.br/cinusp
fb.com/cinusp

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Programação CINUSP - 28º Mostra Internacional de Curtas Metragens de São Paulo (28/08 a 1/09)

de 28 de agosto a 1 de setembro

O CINUSP recebe a 28º Mostra Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. Realizado desde 1990, o festival é um dos maiores e mais tradicionais eventos dedicados ao curta-metragem no mundo.
Em 2017, o CINUSP exibe dez programações de curtas nacionais e internacionais. A seleção Cinema em Curso Petrobras traz quatro programas com a produção universitária brasileira recente, incluindo filmes com uma já extensa carreira internacional.
Há também dois programas que selecionam curtas feitos por e sobre Mulheres Negras. O primeiro recorte, Mergulho Ancestral, abraça a ancestralidade como tema recorrente na produção cinematográfica de muitas realizadoras negras. Já Identidade Polifônica celebra a diversidade das obras, tanto em forma quanto em conteúdo.
O CINUSP exibe também uma seleção de episódios da websérie Empoderadas, idealizada pela cineasta Renata Martins. Os curtas documentam histórias de mulheres negras que resistem e fazem de seu trabalho fonte de inspiração para outras mulheres.
Retrospectiva MUMIA traz um recorte de filmes selecionados na Mostra Udigrudi Mundial de Animação, exibindo destaques da animação underground feitos desde a década de 1990. A seleção privilegiou curtas de humor com crítica social mordaz.
Dois destaques são a mostra Tel Aviv University, que oferece uma seleção dos melhores curtas feitos em 2016 e 2017 nesta escola de cinema de Israel, e Olhar Estrangeiro, trazendo filmes cujo mote é o contato com a cultura alheia. Neles, o olhar da câmera e o olhar das personagens por vezes se confundem, produzindo imagens e sensações renovadas e garantindo o frescor que o ponto de vista externo sempre traz.
Fora do CINUSP, a 28º Mostra Internacional de Curtas Metragens de São Paulo vai do dia 23 de agosto até 3 de setembro, com exibições no CineSesc, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, entre outras salas.
A programação completa da mostra, com detalhes sobre cada programa, pode ser encontrada no site oficial

Programação:


28/08 | segunda
16h00   EMPODERADAS
19h00   RETROSPECTIVA MUMIA

29/08 | terça
16h00   MULHERES NEGRAS 1: MERGULHO ANCESTRAL
19h00   MULHERES NEGRAS 2: IDENTIDADE POLIFÔNICA

30/08 | quarta
16h00   CINEMA EM CURSO PETROBRAS 1
19h00   CINEMA EM CURSO PETROBRAS 3

31/08 | quinta
16h00   CINEMA EM CURSO PETROBRAS 4
19h00   CINEMA EM CURSO PETROBRAS 2

01/09 | sexta
16h00   TEL AVIV UNIVERSITY
19h00   OLHAR ESTRANGEIRO
 
/cidade universitária
r do anfiteatro 181  favo 04
11 3091 3540

terça-feira, 15 de agosto de 2017

WOODY ALLEN - 10 FILMES ESSENCIAIS



Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Allan Stewart Konigsberg desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, frequentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. 

Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar O que é que há, gatinha?. Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão".Abaixo listei 10 filmes que mais aparecem nas listas de melhores filmes do diretor.O 10º filme foi escolhido por um leitor que adora Woody. Coloquei também algumas frases ou diálogos geniais dos respectivos filmes. 

Divirtam-se.


Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Memorável:

"John— Contratei um detetive particular para segui-lo.” 
“Helen — E o que aconteceu?” 
“John — Eu não sei! A agência dos detetives disse que o detetive sumiu.” 


Um escritor de meia-idade divorciado (Woody Allen) se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher decide viver com uma amiga e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está apaixonado por uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), que corresponde a este amor. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, a amante do seu melhor amigo, que é casado.

Memorável:

Isaac Davis  –  'Vocês leram que Nazistas vão fazer uma manifestação em New Jersey? (...) Deveríamos ir lá, juntar uns caras, pegar tijolos e tacos de basebol e explicar algumas coisas para eles.' 
Convidado –  'Fizeram um artigo satírico devastador sobre isso na página principal do Times'.
Isaac Davis – 'Bem, artigos satíricos no Times são alguma coisa, mas tijolos e bastões de basebol vão direto ao ponto!”


Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez "A Rosa Púrpura do Cairo" acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

Memorável:

"-Você não pode aprender a ser real. É como aprender a ser anão".


Alvy Singer (Woody Allen), um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos, acaba se apaixonando por Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora em início de carreira com uma cabeça um pouco complicada. Em um curto espaço de tempo eles estão morando juntos, mas depois de um certo período crises conjugais começam a se fazer sentir entre os dois.

Memorável:

"-O cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, acho que o meu irmão enlouqueceu, ele pensa que é uma galinha.' 'Por que você não o interna?' perguntou o médico. E o cara responde: 'Eu internaria, mas acontece que eu preciso dos ovos."

"- Qual frequência fazem sexo? 
Alvy: – 'Quase nunca. Só três vezes por semana'.
Annie: – 'Demais. Umas três vezes por semana'."

"-Tenho instintos suicidas. Na verdade só ainda não me matei porque meu psiquiatra cobra pelas sessões que falto"


A amizade e o relacionamento de três irmãs vivendo em Nova York. No dia de Ação de Graças seus conflitos amorosos e existenciais são evidenciados no meio de um grupo de amigos e parentes não muito homogêneo. Lee (Barbara Hershey) é uma velha pintora casada com Frederick (Max von Sydow), Holly (Dianne Wiest) sonha em ser uma escritora e Hannah (Mia Farrow) é uma famosa atriz, perfeita em tudo na vida.

Memorável:

"- Será que você se prejudicou? 
 -Como?
 - Sei lá. Masturbação excessiva?
 - Não venha criticar meus hobbies."

"Fiz análise durante anos. Nada aconteceu. Meu analista ficou tão frustrado que abriu um self service."


O filme, que se passa nas décadas de 1920 e 30, fala sobre Leonard Zelig, um homem desinteressante que tem a capacidade de transformar sua aparência na das pessoas que o cercam. É observado inicialmente numa festa, por F. Scott Fitzgerald, que percebe que, ao mesmo tempo em que circula entre os convidados louvando as classes afluentes num sotaque refinado e esnobe, Zelig se mistura aos criados na cozinha, vociferando enfurecidamente contra os "gatos gordos" num forte sotaque proletário. Rapidamente ganha fama internacional como um "camaleão humano".

Memorável:

“- E para o senhor cujo apêndice eu removi, bem…Não sei o que dizer. Se serve de consolo, talvez ele esteja em algum lugar da casa”. 


No início da Segunda Guerra Mundial em Nova York, uma simples família judia tem seus sonhos inspirados nos programas de rádio da época. Em virtude de ainda não existir televisão, as famílias se reuniam ao redor do rádio e cada membro da família tinha seu programa preferido.

Memorável:

"- Sabia que se casar por amos é moderno? Antigamente não se casava por amor: o homem se casava porque precisava de uma mula."


Um saxofonista (Woody Allen) que foi congelado em 1973 é trazido de volta 200 anos depois por um grupo contrário ao poder vigente que tenta derrubar o governo opressor. No entanto, ele quer conhecer este novo mundo, totalmente diferente da realidade em que vivia. Com as inúmeras modificações ocorridas nestes dois séculos, este homem vai entrar em diversas confusões.

Memorável:

"-É difícil acreditar que você não teve sexo durante 200 anos.
- Duzentos e quatro, se contar meu casamento."


Duas histórias seguem paralelamente. Na primeira um oftalmologista (Martin Landau) de sucesso se depara com o fim do seu casamento e da carreira, pois sua amante (Anjelica Huston), cansada da situação, ameaça revelar o caso e também os atos ilícitos cometidos por ele. Ele decide, então, mandar matá-la. Na outra história, um produtor de documentários (Woody Allen) casado ama outra mulher (Mia Farrow), que, no entanto, prefere um outro produtor (Alan Alda). Apenas na cena final as histórias se encontram.

Memorável:

"- A última vez que estive dentro de uma mulher foi quando visitei a Estátua da Liberdade."


Renata (Dianne Keaton), Joey (Mary Beth Hurt) e Flyn (Kristin Griffith) são irmãs que pouco se conhecem, já que escondem seus medos e vontades. Elas fazem parte de uma família burguesa, capitaneada por Arthur (E.G. Marshall) e Eve (Geraldine Page). Quando Arthur anuncia que pretende se divorciar, para viver com outra mulher, a família entra em crise.

Memorável:

"- Você só vive uma vez, mas é o suficiente se você faz isto bem"

Este post é dedicado a um dos meus entrevistados, Rodrigo Veninno, fã do diretor e este décimo filme foi escolhido por ele.