Perdido em uma ilha e prestes a se suicidar, Hank (Paul Dano) nota o surgimento de um corpo na praia. Ele decide deixar de lado a morte para tentar interagir com homem (Daniel Radcliffe), e descobre que pode utilizar o cadáver (que ganha vida em sua imaginação) como recurso para se salvar. Pouco antes da rolagem dos títulos, por exemplo, o corpo do homem é utilizado como um jetski (movido por gases).
O longa independente de apenas três milhões de dólares surpreende pela composição dos personagens dos dois atores. A história não trata apenas sobre uma pessoa perdida em busca da salvação: a complexidade da narrativa pode ser testemunhada com o estabelecimento de dois grandes arcos, que primeiro cria uma imagem de Hank, desesperado por água e comida, para então dar atenção ao estranho relacionamento de amizade e parceria dele com o corpo.
A trilha sonora ajuda muito a quebrar paradigmas na cabeça do espectador. O leve traço surrealista de algumas cenas é necessário para remover qualquer tipo de análise que não englobe o papel do cadáver na história. Tudo é fruto da imaginação de Hank? Estamos assistindo a uma paródia? Talvez um sonho? A provável inspiração em Michel Gondry dá campo para a imaginação prosperar e atuar como elemento decisivo na apreciação de tudo o que o filme tem a oferecer. Para confundir (ou esclarecer) ainda mais, a edição tem participação fundamental no clímax da história, com ótimas sobreposições.
Mesmo assim, Swiss Army Man está longe de ser um filme perfeito. Isso pelo fato dos diretores desconstruírem a experiência prévia para dar uma justificativa racional ao que foi apresentado (e depois tratarem de reverter essa lógica novamente). Além disso, a tomada final tenta resgatar a mágica da abertura, mas sem o mesmo efeito. Nada que comprometa a qualidade geral da produção e as ótimas atuações de Dano e Radcliffe.
Nota do CD:
Sinopse: Hank (Paul Dano), um homem perdido no deserto, e sem esperanças, encontra um corpo no meio do caminho. Decidido em ficar amigo do morto, eles vão partir, juntos, em uma jornada surrealista para voltar para casa. Ao mesmo tempo em que Hank descobre que o corpo é a chave para sua sobrevivência, ele é forçado a convencer o morto o quanto vale a pena viver.
Trailer do Filme:
Ficha Técnica:
Título Swiss Army Man (Original)
Ano produção 2016
Dirigido por Daniel Kwan Daniel Scheinert
Estreia
1 de Julho de 2016 ( Mundial )
Outras datas
Duração 97 minutos
Classificação: 14 Anos
Gênero: Aventura, Comédia, Drama
Países de Origem: Estados Unidos da América
Roteiro: Daniel Kwan, Daniel Scheinert
Produtores:Amanda Marshall, Eyal Rimmon, Jim Kaufman, Lawrence Inglee
Miranda Bailey, Todd King
Elenco: Daniel Radcliffe, Paul Dano, Aaron Marshall, Antonia Ribero, Mary Elizabeth Winstead, Richard Gross, Timothy Eulich
O Holocausto foi a perseguição e o extermínio sistemático, burocraticamente organizado e patrocinado pelo governo nazista, de aproximadamente seis milhões de judeus pela Alemanha e seus então colaboradores. "Holocausto" é uma palavra de origem grega que significa "sacrifício pelo fogo". Os nazistas, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que os alemães eram "racialmente superiores" aos judeus, por eles considerados como uma ameaça externa à chamada comunidade racial alemã. As autoridades alemãs também perseguiram outros grupos por sua dita "inferioridade racial": ciganos, deficientes físicos e mentais, e alguns povos eslavos (poloneses e russos, entre outros). Outros grupos eram perseguidos sob pretextos políticos, ideológicos e comportamentais, entre eles os comunistas, os socialistas, as Testemunhas de Jeová e os homossexuais.
Escolhi 10 filmes que representam este episódio de horror da nossa história. Existem muitos outros claro. Mas considero estes essenciais para quem quer aprender um pouco sobre o drama daquelas pessoas.
1) LISTA DE SCHINDLER (EUA, 1993)
A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.
2) NOITE E NEBLINA (FRANÇA, 1955)
O documentário de 1955, dirigido pelo francês Alain Resnais, retrata o holocausto através de imagens, documentos e dados que comprovam a participação da Alemanha na formação dos campos de concentração. Fortes imagens sobre os locais abandonados e os corpos dos judeus retorcidos aparecem durante os trinta minutos de filme, com o intuito de chocar a sociedade da época sobre o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial.
Soberbo e aclamado documentário.
3) O PIANISTA (FRANÇA, REINO UNIDO, 2002)
O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.
4) JULGAMENTO EM NUREMBERG (EUA, 1961)
Tinham se passado três anos desde que os mais importantes líderes nazistas tinham sido julgados em Nuremberg. Dan Haywwod (Spencer Tracy), um juiz aposentado americano, tem uma árdua tarefa, pois preside o julgamento de quatro juízes que usaram seus cargos para permitir e legalizar as atrocidades nazistas contra o povo judeu durante a 2ª Guerra Mundial. À medida em que surgem no tribunal as provas de esterilização e assassinato a pressão política é enorme, pois a Guerra Fria está chegando e ninguém quer mais julgamentos como os da Alemanha. Além disto os governos aliados querem esquecer o passado, mas a coisa certa que deve se fazer é a questão que este tribunal tentará responder.
5) DIÁRIO DE ANNE FRANK (EUA, 1959)
Holanda, 1942. Anne Frank (Millie Perkins) vive no sótão secreto de um estabelecimento comercial, juntamente com seus pais, Otto (Joseph Schildkraut) e Edith (Gusti Huber), e sua irmã Margot (Diane Baker). Além deles vive no local uma outra família judia, composta por Hans Van Daan (Lou Jacobi), Petronella Van Daan (Shelley Winters), Peter Van Daan (Richard Beymer) e Albert Dussell (Ed Wynn), um idoso dentista. Anne Frank, uma jovem de 13 anos, documenta sua vida enquanto se esconde da Gestapo da Holanda. Este refúgio foi providenciado por Kraler (Douglas Spencer) e Miep (Dodie Heath), bondosos proprietários de lojas. Por dois anos eles ficam escondidos, vivendo sempre na apreensão de saberem que podem ser traídos ou descobertos a qualquer momento e mandados para um campo de concentração. Apesar disto eles sonham com dias melhores, ao mesmo tempo em que Peter e Anne se apaixonam.
6) HOLOCAUSTO (EUA, 1978)
Filmada em locações reais na Europa, a minissérie tem um elenco estelar liderado por Meryl Streep (A Escolha de Sofia) e James Woods (Era uma vez na América). O filme conta a história do Holocausto pela perspectiva da família Weiss, de judeus alemães, e do ponto de vista de um jovem membro da SS, que gradualmente se torna um impiedoso e sanguessuga criminoso de guerra. Holocausto ilustrou vários eventos importantes que ocorreram às vésperas e durante a II Guerra Mundial, tais como a Noite dos cristais, a criação de guetos judeus e posteriormente, o uso das câmaras de gás. A série basicamente tentou retratar aos espectadores a atrocidade deste genocídio.
Monumental minissérie, obrigatória para estudiosos.
7) HOMEM DO PREGO (EUA, 1964)
Durante o nazismo na Alemanha, o professor universitário judeu Sol Nazerman é confinado em um campo de concentração juntamente com sua família: esposa, pais e um casal de filhos pequenos. Ele é o único sobrevivente após a Guerra e vai para os Estados Unidos, trabalhar como proprietário de uma loja de penhores no perigoso bairro do Harlem em Nova Iorque. Ele passa os dias negociando sem qualquer emoção com toda a sorte de clientes arruinados e abalados. O jovem porto-riquenho Jesus Ortiz é empregado de Nazerman e o respeita como seu "professor de negócios" ao mesmo tempo que luta para não sucumbir à ganância e assaltar a loja junto de seus amigos criminosos do bairro. Nazerman também é forçado a "lavar dinheiro" do gângster Rodriguez, sem saber exatamente quais os negócios ilegais do criminoso.
Único filme da lista que mostra os efeitos do holocausto no pós guerra.
8) FILHOS DA GUERRA (ALEMANHA, POLÔNIA 1990)
Está é a incrível história de Solomon Perel, um jovem que sobrevive ao Holocausto escondendo sua identidade judaica e paradoxalmente, encontrando refúgio junto à Juventude Hitlerista. Sua trajetória começa quando sua família alemã, mas de origem judaica, é perseguida pelos nazistas e se refugia em Lodz, na Polônia. Com a invasão, o que parecia ser o começo de uma vida tranquila, rapidamente se transforma em um grande pesadelo. Perel consegue fugir levando seu irmão, mas acaba se perdendo dele e busca refúgio entre os bolcheviques. Depois, ele é transferido para um orfanato na região leste da Polônia. Mesmo assim, acaba sendo capturado pelos nazistas. Sua única alternativa é se alinhar ao exército de Hitler e para isso tem que esconder sua verdadeira identidade...
9) O REFÚGIO SECRETO (SUÉCIA, 1975)
O filme conta a história verídica da família holandesa dos ten Boom que, com base nos princípios de sua fé cristã, durante a II Guerra Mundial decide refugiar judeus e membros da resistência holandesa em um pequeno esconderijo em sua casa, na cidade de Haarlem. A empreitada tem sucesso durante um certo tempo, até que uma delação leva toda a família à prisão. Corrie e sua irmã Betsie são mais tarde levadas ao campo de concentração de Ravensbrück, onde Betsie encontrava na sua fé motivos para demonstrar amor e esperança, ao passo que Corrie procurava na mesma fé em Deus razões resistir ao ódio que sentia dos nazistas.
10) KAPÓ - UMA HISTÓRIA DO HOLOCAUSTO (ITÁLIA, FRANÇA, 1960)
Em Paris, Edith, uma adolescente judia, é presa e deportada com a família ao campo de concentração de Auschwitz. Após sofrer o trauma da execução de seus pais e disposta a sobreviver a qualquer custo, Edith se prostitui aos nazistas, sendo promovida ao posto de Kapo (guarda) dos outros prisioneiros. Porém, a chegada de Sacha, um prisioneiro russo, a faz recuperar a esperança e lutar pela liberdade.
Não se tem dúvida de que os fãs ficaram animados, mas ao mesmo tempos receosos, quando a Disney anunciou que fariam mais filmes dentro do universo Star Wars. No ano passado fora constatado o primeiro acerto do estúdio com O Despertar da Força, que faz uma espécie de releitura do primeiro filme, lançado em 1977, e apresenta novos e, extremamente carismáticos, personagens. Em 2016, o desafio do estúdio seria maior ainda, pois fora anunciado que seria feito um filme com foco integral na Aliança Rebelde e que este deveria preencher a lacuna existente entre os episódios III (A Vingança dos Sith) e IV (Uma Nova Esperança). Os fãs receberam esta notícia com mais receio do que o normal, pois qualquer pessoa que conheça o mínimo a respeito da franquia sabe que essa parte da história trata de uma tentativa dos roubos dos planos da Estrela da Morte, arma letal do Império Galáctico, capaz de destruir planetas inteiros e sabe, também, o resultado final desta missão. O que não se sabe, e que é muito bem explorado na produção, é como se desenrolou este momento, como foram formadas as alianças, definidas as pessoas e o que o destino lhes reservou, sendo neste enfoque o maior acerto, do spin-off, Rogue One: Uma História Star Wars, que em poucas palavras é mais uma bela produção no universo, criado por George Lucas, no começo dos anos setenta.
O começo do filme assusta um pouco, por mais que se saiba estar assistindo a um filme da franquiaStar Wars,Rogue Onepossui uma proposta diferente e o diretor, Gareth Edwards (Godzilla), faz questão de dizer isso ao público, quando não insere o famosoOpening Crawl,presente em todos os outros sete filmes. O primeiro ato, também, sofre com alguns problemas de ritmo, com muitos novos personagens sendo apresentados, através de cortes espaçados, flashbacks e cenas, de certa formas desnecessárias e de menor impacto, mas que no futuro, até ganham, maior peso para o desfecho proposto pela produção. O ponto positivo deste momento é que se o espectador for completamente leigo sobre o assunto, ele será capaz de entender o que se passa e, ao mesmo tempo, os que conhecem o universo não se sentirão desrespeitados. Uma montagem diferente aqui ou a inclusão de cenas para causar mais aproximação entre o público e sua protagonista seria fundamental para um melhor aproveitamento do todo. Aliás, este é o ponto crítico do episódio, que trata seus personagens com alguma importância, mas não consegue fazer deles seres amados e idolatrados pelo público, o que faria toda a diferença.
Apesar de seus problemas, algo que existiu em todos os filmes da franquia, novamente apresentam-se qualidades capazes de superá-los, pois aos poucos a produção vai tomando o rumo, se organizando, dando mais vida aos personagens, auferindo a cada um deles sua devida importância na missão, o que transforma a batalha final em um dos melhores momentos de todos os oito filmes que foram lançados no cinema. O sentimento, neste momento, é que nem o fã mais conhecedor do universo se lembra do que irá acontecer e começa a vibrar ansiosamente com cada passo que o grupo de rebeldes consegue executar da tarefa. É estranho, mas não se sente a falta dos Jedis, sendo toda sua aura incorruptível deixada de lado, para que ganhem força heróis que, sujarão as mãos, caso seja necessário. E todas as cenas ganham impacto como se fossem um filme de guerra ao melhor estilo, por exemplo, de O Resgate do Soldado Ryan, com combatentes se matando em uma praia e muitas mortes. Méritos da direção de Gareth Edwards que aplica cortes rápidos, cenas intercaladas, mas mantém toda a ação impecável e coerente aos olhos do espectador. O tom em Rogue One: Uma História Star Wars é mais adulto, não se vê sangue, não há exageros que alterem diretamente a classificação indicativa do longa, mas não se pode negar esse fato.
Certo? Errado?…Diferente…E quem disse que não pode arriscar? Aliás, Rogue One: Uma História Star Wars, merece parabéns por sua audácia e por ter tido a coragem de fazer exatamente aquilo que não se fez em O Despertar da Força: Apresentar coisas realmente novas. Novos planetas, Novas naves e muita ação. O trabalho técnico do filme também é impecável. A fotografia é belíssima, as cenas em Scarif renderão posters icônicos. A direção de arte é perfeita, pois, por mais que seja tudo diferente, o público se sente dentro da galáxia muito, muito distante, que tanto admira. As armas, armaduras e naves, ao contrário do visto na trilogia clássica, por exemplo, ainda não demonstram o desgaste da guerra e por isso são deslumbrantes. A maquiagem, cabelo e figurino também ressaltam aos olhos do públicos, o que é o visual de Saw Gerrera? A trilha sonora, sente a falta do mestre John Williams (A Lista de Schindler), não apresenta nenhuma música marcante ao ponto de se eternizar e nem o classicismo do compositor, mas ainda assim Michael Giacchino (Zootopia – Essa Cidade é o Bicho), cumpre seu papel, sendo, também, diferente e não se atendo a reprisar o trabalho apresentado anteriormente, jogando em cena novas releituras das composições já conhecidas pelo público. Os efeitos especiais merecem ser lembrados, são incríveis, apesar de ainda não serem capazes de reviver um ator morto, como tentaram fazer com Peter Cushing, que faleceu em 1994. É louvável o que fizeram, uma vez que seu personagem, Grand Moff Tarkin, é fundamental para o elo com o Uma Nova Esperança, mas terminou destoando, porém nada que empobreça o maravilhoso aspecto técnico do filme, que utiliza-se muito bem, tanto dos efeitos práticos, como os computadorizados.
Felicity Jones (Loucamente Apaixonados), entrega uma boa atuação, mas sofre com o fraco desenvolvimento de sua personagem. Logo Jyn Erso, que deveria ser o elo de ligação entre os rebeldes e a conexão capaz de fazê-los unir as forças, é a figura menos interessante de toda a produção. Cassian Endor é um personagem melhor explorado e conta com uma interpretação de Diego Luna (Herança de Sangue). Forest Whitaker (A Chegada) dispõe de pouco tempo de cena, mas é um dos melhores, transmitindo ao público toda paranoia, que uma pessoa imersa no ambiente de guerra deve sentir. Riz Ahmed (The Night Of), é outro pouco aproveitado, mas ganha seus momentos no final para demonstrar seu talento. Mads Mikkelsen (Doutor Estranho), aparece pouco, mas convence o público, que nunca deixa de acreditar nos princípios de seu personagem e Ben Mendelsohn (Reino Animal)brilha como o antagonista do filme, sendo meticuloso e engenhoso, mas os destaques de todo o grupo são mesmo Chirrut Îmwe, brilhantemente interpretado por Donnie Yen (O Grande Mestre)e K-2SO, o novo droide, que não é engraçado como os já conhecidos da franquia, mas que é dotado de uma sinceridade capaz de roubar cenas e, sim, promover risos a platéia. A verdade é que não são personagens carismáticos como Finn, Rey, Han Solo, Luke, Leia e alguns outros, mas possuem sua importância e relevância para mostrar, que para algumas pessoas brilharem, outras precisam cometer algum ato de heroísmo.
O Fan Service também não decepciona e os conhecedores do universo irão se deliciar com a imensa quantidade de Easter Eggs escondidos no filme, com destaque para Darth Vader, que fez todos do cinema se empolgarem em um dos seus poucos momentos em projeção. Incrível como meros minutos foram capazes de colocar o Lord Sith em seu devido lugar, justificando todo o medo que causou nas pessoas e comprovando que ele, de longe, é o antagonista mais relevante da história do cinema. As surpresas também ressaltam aos olhos vibrantes do público. Esses e tantos outros positivos, permitem dizer que Rogue One: Uma História Star Wars, consegue, sim, superar muitas expectativas e terá seu espaço dentro do coração da enorme legião de fãs que a franquia possui.
Nota do CD:
Sinopse: Rogue One: Uma História Star Wars, o primeiro filme derivado de Star Wars, é uma grande aventura épica. Com a galáxia em guerra entre a Aliança Rebelde e o terrível Império Galáctico, heróis improváveis se reúnem em uma jornada para roubar os planos da Estrela da Morte, a arma de destruição definitiva do Império.
Trailer do Filme:
Ficha técnica:
Gênero: Aventura
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz, John Knoll
Elenco: Alan Tudyk, Anthony Toste, Attila G. Kerekes, Ben Mendelsohn, Diego Luna, Donnie Yen, Felicity Jones, Forest Whitaker, James Earl Jones, James Henri-Thomas, Jimmy Smits, Jonathan Aris, Leigh Holland, Mads Mikkelsen, Mark Preston, Riz Ahmed, Sam Hanover, Yi-wen Jiang
Produção: Allison Shearmur, Kathleen Kennedy, Simon Emanuel
Fotografia: Greig Fraser
Montador: Colin Goudie, Jabez Olssen, John Gilroy
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Duração: 133 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 15/12/2016 (Brasil)
Distribuidora: Disney
Estúdio: Allison Shearmur Productions / Lucasfilm Ltd / Walt Disney Studios Motion Pictures USA
Classificação: 12 anos
Um filme que funciona (bem) com cenas isoladas. Mais nada.
Mulheres gordas, dançando, são expostas em um trabalho de arte da protagonista, impactante e “quase” sem sentindo, até seria legal se houvesse um link mais tarde sobre essa façanha. A protagonista leva um susto ao ver um vídeo no celular de outra pessoa – um susto que não diz a que veio. Jake Gyllenhaal (Os Suspeitos), em momento de desespero, literalmente se desespera, não era pra tanto, ou era? Melhor não. Um filme dentro do filme, que tem mais tempo que o próprio filme. Pra quê? A resposta é simples, senão não existiria o filme. O que Amy Adams faz em A Chegada nem dá pra comparar com o que ela faz em Animais Noturnos, ela está linda, lânguida e deprê, como pede a sinopse do filme, mas perde em brilho e carisma. Por tudo isso e mais algumas “gracinhas” do roteiro, Animais Noturnos não é um grande filme, mas que tem porte de “grandioso” e, com grandes chances de ganhar alguns prêmios por sua produção, que é quase impecável. Animais Noturnos funciona com ótimas cenas isoladas, mas um filme não é feito só com cenas destacadas, é preciso bem mais.
Tom Ford tinha uma carreira consolidada no mundo da moda. Estilista e revitalizador da famosa marca Gucci. Em 2009, dirigiu O Direito de Amar. Em seu primeiro filme, ele conta, com delicadeza, a história de um homem, nos anos 60, que perde o seu companheiro, juntos há dezesseis anos. O filme é todo banhado em poesia e melancolia, com a perda do ser amado e com visual impactante, mesclando flashbacks com as dores do momento atual. Agora, Tom chega com seu segundo filme, Animais Noturnos, mas sem a mesma magnitude do primeiro. Ou melhor, se perde contando uma história que não nos importamos e, se não houvesse essa história, seria um curta de quinze minutos.
Animais Noturnos conta a história de Susan, uma mulher com semblante triste e pesaroso, casada com um homem que a trai. Um dia recebe um livro de seu ex-marido, Edward, com quem foi casada na juventude. O livro é dedicado à Susan e relata a viagem de um casal e sua filha, que são obrigados a parar o carro no meio da estrada e que são violentados covardemente. Aqui começamos o problema de Animais Noturnos, pois a história do livro toma a maior parte do filme, sendo que aquilo que vemos é a “ficção” do livro que Susan está lendo. E o formato do filme vai sendo revelado. Veremos a vida atual (em frangalhos) de Susan, flashbacks (malditos) de momentos do passado, com Edward e a famigerada história de vingança do livro. É muita coisa que não faz ligação, que não se conecta, ou se conecta forçadamente, em demasia, como o personagem do livro, que toma banho e a personagem “da vida real” também – um tanto cafona. E ainda me pergunto por que Jake Gyllenhaal intercala nos papéis de marido no livro e nos flashbacks, enquanto a esposa de Amy Adams (A Chegada) foi trocada por Isla Fisher (O Grande Gatsby). Pra quê? Não existem respostas. Animais Noturnos, em seus primeiros minutos, é perfeitamente bem trabalhado, com ares de alguma propaganda famosa, podendo ser da Gucci, que TomFord conhece bem, mas a junção dessas histórias não é agradável de acompanhar, não há grande interesse. Em alguns momentos passamos por cenas sofríveis por conta dos diálogos que chegam perto do risível – e não era pra rir.
O elenco tenta trabalhar com o que tem em mãos. Amy Adams, apaticamente bela e desprovida de qualquer vigor, está o contrário de sua personagem no magistral A Chegada, onde cada aparição é cheia de simbolismo, exalando emoção. Jake Gyllenhaal está alguns tons acima do seu normal (um dos seus piores), mas vejo mais como um problema de direção e que foi prontamente atendida – salvemos Jake. E ainda me pergunto por que seu personagem fica frente a frente com o policial e os seus algozes. Pra quê? Não temos respostas. Michael Shannon (O Homem de Aço) é o que está melhor em cena, engolindo quem está ao seu redor, mas é outro personagem que não tem muito a render, infelizmente. Aliás, a história do livro é uma m… Deixa pra lá. E temos uma ótima presença de Laura Linney (Sully-O Herói do Rio Hudson), 52 anos, como mãe de Amy Adams, 42 anos. A gente faz de conta que acredita. Michael Sheen (Tron-O Legado), em apenas uma cena, faz um gay, casado com uma mulher rica e dispara “acredite em mim, nosso mundo é muito menos doloroso do que o mundo real”, não precisou de mais nada. Ótimo!
Animais Noturnos, em alguns momentos, tem presença visualmente forte e bela, tentando dizer algo com aprofundamento, mas tudo se dilui rapidamente, sem grandes expectativas. E com sua segunda incursão na direção de um filme, Tom Ford revela a vingança de amores mal resolvidos, mas que não consegue juntar todos os pontos em um denominador comum. Se fossem dois filmes – melhor construídos, seriam mais prazerosos em ser degustados. Mas, repito, ele funciona com ótimas cenas isoladas, mas só isso não basta.
Nota do CD:
Sinopse:Animais Noturnos conta a história de Susan, uma mulher com semblante triste e pesaroso, casada com um homem que a trai. Um dia recebe um livro de seu ex-marido, Edward, com quem foi casada na juventude. O livro é dedicado à Susan e relata a viagem de um casal e sua filha, que são obrigados a parar o carro no meio da estrada e que são violentados covardemente.
Trailer do Filme:
Ficha Técnica:
Gênero: Drama
Direção: Tom Ford
Roteiro: Tom Ford
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Amy Adams, Andrea Riseborough, Armie Hammer, Beth Ditto, Ellie Bamber, Evie Pree, Franco Vega, Graham Beckel, Imogen Waterhouse, India Menuez, Isla Fisher, Jake Gyllenhaal, Karl Glusman, Laura Linney, Michael Shannon, Michael Sheen, Neil Jackson, Robert Aramayo, Zawe Ashton
Produção: Robert Salerno, Tom Ford
Fotografia: Seamus McGarvey
Montador: Joan Sobel
Trilha Sonora: Abel Korzeniowski
Duração: 115 min.
Ano: 2016
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 29/12/2016 (Brasil)
Distribuidora: Universal
Estúdio: Focus Features / Universal Pictures
“Os preparativos para a retomada imediata da ofensiva na primavera, até a destruição final do inimigo no Oriente, devem ser feitos imediatamente. A introdução de outras medidas decisivas de guerra é iminente.
Estas tarefas exigem que o exército e a frente de batalha sejam levados ao mais alto grau de desempenho, em um esforço comum de todos. Porém, o exército é o principal pilar na luta das forças armadas. Eu, então, resolvi hoje, nessas circunstâncias, assumir a liderança do exército na qualidade de Comandante Supremo das forças armadas alemãs.
Soldados, eu conheço a guerra pelos quatro anos da gigantesca luta no Ocidente, entre 1914 e 1918. Vivi os horrores de quase todas as grandes batalhas como um soldado comum. Duas vezes eu fui ferido, e ameaçado de ficar cego. Portanto, nada que esteja atormentando e perturbando você é desconhecido para mim.
No entanto, depois de quatro anos de guerra, não duvidei por um só segundo da ressurreição do meu povo. Depois de quinze anos de trabalho, consegui, como soldado alemão comum e meramente com minha fanática força de vontade, a unidade da nação alemã e a livrei da sentença de morte de Versalhes.
Meus soldados! Vocês compreenderão, portanto, que meu coração pertence inteiramente a vocês, que minha vontade e minha obra servem ininterruptamente à grandeza da minha e de sua nação, e que minha mente e minha determinação nada sabem senão da aniquilação do inimigo – ou seja, o término vitorioso da guerra.
Tudo o que eu puder fazer por você, meus soldados do exército e da Guarda de Elite, será feito. O que você pode e vai fazer por mim, eu sei. Você vai me seguir leal e obedientemente até que o Reich e nosso povo alemão estejam definitivamente seguros. Deus Todo-Poderoso não negará a vitória a Seus soldados mais corajosos.
Quartel de Comando do Führer, 19 de dezembro de 1941.”
Setenta e cinco anos atrás, Adolf Hitler se investiu Oberkommando der Wehrmacht. Traduzindo: Comandante Supremo das Forças Armadas.
Um passo em falso, dizem os especialistas em Segunda Guerra Mundial. Àquela altura do conflito, o ataque alemão contra Moscou havia sido um retumbante desastre.
Os soviéticos tinham isolado a capital dos nazistas em mais de 320 km. A temperatura de 31 graus abaixo de zero congelou os tanques germânicos, que foram obrigados a recuar.
Conta o history.com: Em suma, os alemães estavam sendo vencidos pela primeira vez na guerra, e o preço para sua psique coletiva era enorme. “O mito da invencibilidade do exército alemão foi quebrado”, escreveria, mais tarde, o general alemão Franz Halder.
Hitler, porém, não aceitava o revés para o exército vermelho. Iniciou caça às bruxas interna, tirou oficial e general da jogada até perder a paciência com todo mundo e se ungir comandante-geral das forças armadas nazistas. “Ele traçaria as estratégias e os oficiais dançariam ao ritmo dele”, finaliza o texto do History.
Era apenas o início do fim para Herr Führer, agora Herr Kommandant, que, de quebra, ainda precisava voltar os olhos para os Estados Unidos, contra quem havia declarado guerra 8 dias antes, em 11 de dezembro.
Mas a continuação dessa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.
Declaração de guerra contra os Estados Unidos, no dia 11: