quarta-feira, 19 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
MIS | Destaques da programação
Até 28.05
Maio Fotografia no MIS 2017
Anualmente, o MIS dedica um espaço na agenda de programação para mostras exclusivamente de fotografias com obras de artistas nacionais e internacionais. Este ano, o Maio Fotografia no MIS apresenta o recorte da coleção do fotógrafo Allan Porter, editor da revista Camera com grandes nomes da fotografia, a exposição inédita de Mauricio Lima, ganhador do Pulitzer 2016 que acompanhou durante seis meses o fluxo migratório de refugiados, e mais cinco exposições. »
19.04.2017 | 20h
Notas Contemporâneas com Ivan Lins | Grátis
20.04.2017 | 20h
22.04.2017 | 12h às 22h
Até 20.04 | Convocatória
Convocatória "Mediação e educação em museus: novos olhares"
Cursos e oficinas no MIS
segunda-feira, 10 de abril de 2017
"Os Picaretas", de Frank Oz

Os Picaretas (Bowfinger - 1999)
Sendo um produtor/diretor de cinema independente, eu me identifico profundamente com a angústia do personagem vivido por Steve Martin, Bobby Bowfinger, um sonhador que cria as próprias oportunidades, utilizando os recursos disponíveis. O roteiro escrito pelo ator é, de fato, por trás de todas as sequências hilárias, uma declaração de amor aos cineastas independentes. “Chubby Rain” (gotas de chuva gordinhas), invasão de alienígenas em gotas de chuva, conceito absurdo pensado por um contador sem experiência na área, que, aos olhos de um desesperado falido, simboliza um oceano de possibilidades criativas. O problema é que o protagonista, o astro internacional Kit Ramsay, não pode saber que está sendo filmado e que fará parte do filme. É quando a trama encontra a solução em uma crítica maravilhosa à cientologia criada pelo escritor L. Ron Hubbard, seita tola defendida no mundo real por nomes como Tom Cruise, John Travolta e Will Smith, uma prova de que dinheiro não aprimora a inteligência do indivíduo. Eddie Murphy, em seu último grande papel cômico, homenageia novamente Jerry Lewis ao abraçar duas personas radicalmente opostas, o arrogante astro de cinema e seu irmão Jiff, tímido, desajeitado e ingênuo.
Quando o riso é causado ao colocar sapatos femininos nas patas de um cão, artifício encontrado para criar a ilusão que será montada na sala de edição, você pode enxergar uma gag visual simplória, mas, na realidade, a ação sintetiza a mágica do cinema, arte que nasceu de um acidente técnico, evoluiu anos depois com Méliès descobrindo no susto que a edição poderia operar truques, até cair nas mãos dos russos, que revolucionaram a narrativa visual pela montagem. Bowfinger une a gravação anterior da atriz solitária na locação com a cena do cão seguindo o astro que ignora estar sendo filmado, típico material que faria Ed Wood vibrar, basta lembrar o que ele fez com Bela Lugosi em “Plano 9 do Espaço Sideral”, inserindo um sósia escondendo o rosto para não desperdiçar os segundos que já haviam sido gravados antes de seu falecimento. A equipe reunida para essa missão não tem qualquer conhecimento básico sobre o tema, o diretor resgata alguns imigrantes ilegais mexicanos na fronteira, convoca uma jovem (Heather Graham) que está disposta a se deitar com todos os profissionais envolvidos no projeto, uma tragédia anunciada. É picaretagem passional, o sentimento que guiou nomes como Jess Franco e os genéricos de Bruce Lee na década de setenta, força que move atualmente cineastas como Kevin Smith, gente que verdadeiramente ama o que faz e que não se permite ser impedida de trabalhar por qualquer motivo.
"Os Picaretas" é uma das melhores comédias da década de noventa. Veja, nem que seja apenas pela impagável sequência em que Jiff precisa atravessar correndo a autoestrada, acreditando que os carros são dirigidos por dublês. Ao chegar do outro lado, já traumatizado para o resto da vida, ele precisa escutar Bowfinger pedir mais uma tomada. Tudo pelo amor ao cinema.
Via: Octavio Caruso, do blog: www.devotudoaocinema.com.br
quinta-feira, 30 de março de 2017
FÚRIA DOS JUSTOS (1955) - LANÇAMENTO DA CLASSIC LINE
Dicas de fim de semana. Vá de Metrô!
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terça-feira, 28 de março de 2017
sexta-feira, 24 de março de 2017
"Os Viúvos Também Sonham", de Frank Capra

Os Viúvos Também Sonham (A Hole in The Head - 1959)
Tony Manetta (Sinatra) é um viúvo dono de um hotel decadente em Miami. Seus problemas são, em grande parte, por culpa dele, pois é um irresponsável que só pensa em mulheres. A única pessoa na vida dele capaz de colocá-lo nos trilhos é Ally (Eddie Hodges), seu filho de apenas 12 anos de idade. Endividado, Tony pede ajuda ao irmão Mario (Edward G. Robinson), que coloca algumas condições: ele deverá desistir do filho Ally ou se casar com uma mulher decente que ele indique. Só assim ele poderá ajeitar a vida e prosperar. É quando surge Eloise Rogers (Eleanor Parker), uma encantadora mulher que poderá mudar os rumos da vida de toda essa família.
Ao contrário dos tipos sonhadores idealistas usuais na filmografia de Frank Capra, como o Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem”, ou o George Bailey de “A Felicidade Não Se Compra”, Tony Manetta é apenas um tolo iludido, um vagabundo mulherengo que deseja abrir um parque temático sem ideia de como vai conseguir a verba para seu objetivo. Os clássicos personagens defendidos por James Stewart lutavam por uma sociedade melhor e mais justa, mas não há nobreza alguma no viúvo hoteleiro vivido por Frank Sinatra, ele visa apenas o lucro. Esse era o desafio que estimulava o diretor, encontrar o encantamento por trás de uma trama sem heróis, inserir o difícil relacionamento entre pai e filho, com o pequeno demonstrando maturidade emocional e o adulto agindo frequentemente como criança. O mais próximo de um personagem adorável é o irmão mais velho, vivido por Edward G. Robinson, que parece ter prazer em ser desagradável com todos.
O estilo relaxado de Capra nas filmagens, absorvendo a experiência como parte do público, incentivava o elenco a encontrar nuances cômicas novas no texto em cada tomada, olhares, gestos, a recompensa era a risada que eles escutavam atrás da câmera. Uma sequência genial, praticamente teatro filmado, reunindo Thelma Ritter, Sinatra e Robinson no quarto, um jogo de cadeiras com longos diálogos sem corte, evidencia o timing único do diretor em seu penúltimo projeto, após vários anos afastado da função. O terceiro ato investe no melodrama, com a entrada da belíssima Eleanor Parker, uma viúva que pode simbolizar a salvação financeira do protagonista. É quando o roteiro, adaptado da peça de Arnold Schulman, responsável por “Funny Lady”, perde fôlego e conduz para um desfecho irregular, um final feliz que não soa crível, orgânico, mas que não prejudica o todo. Vale destacar que “High Hopes”, composta por Sammy Van Heusen e Sammy Cahn, cantada em uma linda cena por Sinatra e o menino Eddie Hodges, venceu o Oscar de Melhor Canção.
* O filme está sendo lançado em DVD pela distribuidora "Classicline".
Via: Octavio Caruso, do blog: www.devotudoaocinema.com.br
Via: Octavio Caruso, do blog: www.devotudoaocinema.com.br
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