sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Se Vavá Indica, Vá!

UM SANTO VIZINHO / ENTRE ABELHAS / À PROCURA DO AMOR

Nas indicações da semana teremos 3 filmes que mesclam o riso com o drama. 3 filmes que fazem pensar, pensar e pensar. 3 filmes que têm muito pra contar depois dos créditos finais. Veja e tire suas conclusões. É muito amor!
Filme: UM SANTO VIZINHO
Direção: Theodore Melfi /2014
Onde ver: DVD/ON DEMAND
Muito da beleza do filme se deve a química dos atores Bill Murray e Jaeden Lieberher, que transmitem toda a verdade em seus respectivos papéis.
Duas coadjuvantes chamam a atenção no filme, a primeira é Naomi Watts, que tem se especializado em papéis mais sisudos, dramáticos e, aqui, faz uma prostituta super descolada, em certos momentos, bem leve, linda de se ver; a segunda é Melissa McCarthy, que costuma fazer a gorda engraçada e escatológica, mudando de área totalmente, entrega uma personagem realista, não lembrando de seus outros papéis exagerados ou fora de controle, mostrando que pode ser uma ótima atriz, o único senão é que as duas deveriam ter mais tempo no filme.
Um Santo Vizinho é uma trama original, sem clichês? Claro que não, mas e daí? Um filme sem grandes pretensões, em que o mais importante é o que sentimos quando o vemos, pois em vários momentos nos pegamos em estado de emoção pura, você ri e chora, sente pena e tem vontade de acompanhá-los, fazendo com que as suas estórias fiquem ao nosso lado.
Filme: ENTRE ABELHAS
Direção: Ian SBF /2015
Onde ver: DVD/ON DEMAND
Em Entre Abelhas, Porchat é Bruno, um editor de pequenos filmes que está se separando de sua mulher e vai morar com sua mãe e de repente começa a perceber que as pessoas estão sumindo na sua frente. É um motorista de taxi que some sem deixar vestígios, são os amigos que estão sumindo da fotografia, é um garçom que ele não vê. Preocupado, ele procura a ajuda de um psiquiatra para tentar entender esse mal que o está consumindo.
O filme é dirigido por Ian SBF, também diretor dos vídeos do Porta dos Fundos. Fábio Porchat é o grande achado do filme. Com delicadeza ele vai colocando camadas ao personagem, cada momento ficamos com mais tensão e agonia pela sua pessoa. Faz um homem triste, melancólico e deprê e, nós só podemos sentir pena e pensar até aonde ele vai chegar. Irene Ravache está uma maravilha, ela e Luis Lobianco são os respiros para podermos dar uma pequena relaxada na “tragédia” que Beto está vivendo. Entre Abelhas me remeteu a outros filmes, como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Ensaio Sobre a CegueiraDirigindo no Escuro e até Pequena Miss Sunshine, com bela e suave trilha sonora, e isso só faz bem.
Pobre Bruno, o que está acontecendo com ele, por que as pessoas estão sumindo? De repente, o que está acontecendo com ele é o que estamos vivendo no mundo atual, onde pessoas não enxergam as outras, onde vivemos mais com o celular e, com as redes sociais, do que com pessoas de carne e osso. Estamos acompanhados, mas estamos sozinhos. As relações ficando cada vez mais efêmeras e sem aprofundamentos. Por isso o filme se faz tão necessário e urgente em nossos dias. Muitas pessoas podem acreditar que vão ver uma comédia escrachada e podem se assustar com o que verão. Entre Abelhas não é comédia, é drama e pronto, mas isso não quer dizer que você não vá rir também (e chorar). Vá de peito aberto para vivenciar uma história diferente e muito boa. E que os bons ventos do roteiro brilhante invadam cada vez mais o nosso cinema nacional.
Filme: À PROCURA DO AMOR
Direção: Nicole Holofcener /2013
Onde ver: DVD/ON DEMAND
A história de uma massagista que vive com a filha adolescente. Um dia encontra um homem desquitado e começam a namorar. Sua cliente é ex-mulher dele. Esse filme é uma das coisas mais singelas que o ator James Gandolfini fez. Sua presença é doce e terna num corpão de homem que está à procura do amor, mas não está desesperado para isso. Suavidade é o seu nome. Julia Louis-Dreyfus é a dúvida em pessoa. Ela faz burrada e sabe que fez. Mas é apaixonada. Eles sabem que não têm muito tempo a perder, principalmente por causa de traumas de um passado recente. À Procura do Amor é filme que sempre nos pegaremos pensando nele. E James Gandolfini faz grande falta.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Cabana | Veja o trailer oficial e legendado da adaptação

Paris Filmes divulgou hoje (31) o trailer oficial de “A Cabana”, adaptação do livro best-seller de William P. Young, estrelado Sam Worthington (“Avatar”). Confira o trailer abaixo:
O filme conta a história de Mackenzie Allen Phillips (Worthington), um homem que tem sua filha de seis anos sequestrada durante as férias da família. O corpo da criança nunca é encontrado, mas a polícia acha fortes indícios de seu assassinato em uma cabana no meio das montanhas. Anos depois, Mackenzie recebe um bilhete, supostamente enviado por Deus, pedindo que volte ao local. Lá ele encontra algo que mudará sua vida para sempre, e a resposta para a pergunta: “Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o sofrimento do mundo?”.
Octavia Spencer (“A Série Divergente: Convergente”) e Radha Mitchell (“Invasão a Londres”) também estão no elenco.
“A Cabana” estreia no Brasil dia 6 de abril deste ano.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

JERRY LEWIS - 10 FILMES ESSENCIAIS


Fazer um top 10 do Jerry Lewis não foi tarefa fácil. Mas para simplificar e dar mais importância a este que é um dos maiores comediantes do cinema, dividi em duas listas. Uma com 10 filmes essenciais do Jerry atuando sem Dean Martin, e a outra com ele, na publicação sobre grandes comediantes que tiveram parceiros em cena.

A obras primas do cinema lançou este mês de jan/17 um deles, o "Bancando a ama-seca", que me motivou a fazer esta homenagem a Jerry e despertar o interesse dos leitores em comprar este super lançamento.

Boa diversão.


Filme cheio de ironia que conta a história de Rupert Pupkin, aspirante a comediante obcecado por se tornar um rei da comédia. Ele encontra seu ídolo e pede para fazer uma participação no talk show dele, porém é sempre enrolado. Pupkin não desiste e começa a mostrar o lado mais doentio de sua obsessão na busca de conseguir o que almeja.


Donna Peyton, é uma órfã rica de nove anos que acabara de perder o pai e herda 30 milhões de dólares. Agora ela deverá ter que conhecer seus seis tios (todos interpretados por Jerry Lewis) e ficar com cada um num prazo de duas semanas para que ela possa finalmente decidir quem será o seu futuro pai. Durante essa jornada que Donna irá fazer, o seu chofer, guarda-costas e amigo da família chamado Willard (também feito por Jerry Lewis) a acompanhará.


O rico pai de Fella morre enquanto ele ainda era criança. Assim, Fella continua morando em sua mansão com sua madrasta e seus dois meio-irmãos. Tratado como criado pela família quando cresce, Fella conta para eles sobre o sonho que tem com o seu falecido pai, que quer lhe dizer onde uma fortuna foi escondida. Mas Fella sempre acorda antes que seu pai revele o local. Quando a família está à beira da falência, tentam enganar Fella para descobrir o dinheiro.


Clayton Poole (Jerry Lewis) mora em uma pequena cidade chamada Midvale e ainda é apaixonado por Carla Naples (Marilyn Maxwell), uma moça da cidade que se tornou uma grande estrela do cinema. Quando Carla engravida, seu empresário lhe diz que um filho pode arruinar sua carreira. Com medo das consequências e responsabilidades da maternidade, a atriz pede ajuda a Clayton e ele, ingenuamente, acaba aceitando cuidar dos trigêmeos de Carla. Clayton será obrigado fazer alguns sacrifícios se quiser ficar com a guarda das crianças.


Jerome Littlefield, aspirante a médico, é auxiliar de serviços gerais numa clínica particular. Seu trabalho, no entanto, está em risco, já que Jerome está sempre causando problemas e desordens.
Interessante que depois da lista pronta, observei que dos 10, 5 foram dirigidos por Jerry e 4 por este diretor (Frank Tashlin), que também realizou vários outros com Lewis.


Phoebe Tuttle (Agnes Moorehead) é a dona de uma cadeia de lojas de departamentos que descobre que Barbara Tuttle (Jill St. John), sua filha, está apaixonada por Norman Phiffier (Jerry Lewis), um rapaz pobre que ela não aprova. Phoebe decide então contratar o jovem para demonstrar que ele é um desmiolado, dando-lhe tarefas complicadas para humilha-lo, esperando assim que Barbara o deixe. Porém sua filha sai de casa, passando a trabalhar em uma das lojas da mãe usando o nome Fuller. Assim, Norman não imagina que se casará com uma rica herdeira, mas se souber disto desiste do casamento.


Contratado para ser "os olhos e os ouvidos" de um chefão de Hollywood, na Paramutual Pictures, Morty S. Tashman (Lewis), disfarçado de entregador, deve percorrer o local e depois contar ao chefe toda e qualquer atividade desonesta ou questionável. Mas virtualmente todas as intrigas e malandragens que ele descobre são as que ele mesmo provoca!  


Tudo pode dar errado - e dá - quando Lewis encarna Stanley, um mensageiro mudo e atrapalhado, no sofisticado Hotel Fontainebleau, em Miami Beach, na Flórida. Hóspedes podem chegar e partir, mas Stanley está de serviço dia após dia no elegante resort, experimentando toda sorte de catástrofes, incluindo embates com hóspedes de topless, chaves trocadas e telefonemas invertidos. 


Herbert H. Heebert é um jovem rapaz que perdeu sua namorada e não quer mais saber de romances. Ele vai trabalhar como camareiro em uma pensão, dirigida por Helen Wellenmellen. Para seu desespero, a pensão é só para mulheres. Elas são inúmeras e a maioria delas belas e solteiras, causando terror em Herbert que não quer ceder a novos relacionamentos amorosos. Até que Fay resolve ajudá-lo a se curar de seu medo de mulheres.


Um professor feio e desajeitado (Jerry Lewis) é ridicularizado por diversas pessoas, mas só após ele ser humilhado pelo treinador na frente de sua turma e de uma bela estudante é que ele decide criar uma poção que o transforma em um indivíduo atraente. Mas como os efeitos não são permanentes, ele se vê metidos em situações complicadas quando sua real aparência toma conta do seu corpo.

Via:  TUDO SOBRE SEU FILME

BÉLA TARR - 10 FILMES ESSENCIAIS

O húngaro Béla Tarr é mais conhecido em alguns círculos como fonte de inspiração para a trilogia de Gus Van Sant (Gerry, Elefante e Last Days), do que pela sua própria obra. No entanto, ele é dono de um universo pessoal cinematográfico absolutamente marcante. Tarr é um daqueles cineastas com uma aproximação tão particular com o cinema que é impossível não reconhecer o seu mundo ao ver um plano qualquer de seus filmes (embora seja verdade que vários dos seus planos têm mais de seis, sete minutos). E este mundo de Tarr (um mundo sempre em preto-e-branco, com movimentos de câmera laterais e verticais constantes, atores que trabalham num registro tons acima – ou abaixo – do natural e com um som todo particular, com cada ruído refeito em pós-produção – inclusive dublagem dos atores, e uma música repetitiva que impõe um tom) é, ao mesmo tempo, a grande força e a armadilha de seus filmes. Força porque, ao contrário de alguns cineastas, este mundo de um formalismo intenso não nos parece imposto pelo diretor aos seus personagens por força de influências cinematográficas externas, mas sim algo que nasce com e a partir de Tarr: um mundo único e todo dele, que preexiste e ultrapassa os personagens, mas onde eles habitam com naturalidade.
Anunciado pelo cineasta como seu último filme, O Cavalo de Turin recebeu o prêmio do júri no 61º Festival Internacional de Cinema de Berlim.




Turim, 3 de Janeiro de 1889. O filósofo Friedrich Nietzsche sai de casa. Ali perto um camponês luta com a teimosia do seu cavalo, que se recusa a obedecer. O homem perde a paciência e começa a chicotear o animal. Nietzsche aproxima-se e tenta impedir a brutalidade dos golpes com o seu próprio corpo. Naquele momento perde os sentidos e é levado para casa onde permanece em silêncio por dois dias. A partir daquele trágico evento Nietzsche nunca mais recuperará a razão, ficando aos cuidados da sua mãe e irmãs até ao dia da sua morte, a 25 de Agosto de 1900. Partindo deste evento, o filme tenta recriar o percurso do camponês, da sua filha, do velho cavalo doente e a sua existência miserável.



Maloin é um personagem sem perspectivas na vida. Ele testemunha um crime de morte no cenário de um porto decadente e, inesperadamente, deve encarar as conseqüências da moralidade, crime e castigo. Este é um resumo simplista do filme do cineasta húngaro Béla Tarr THE MAN FROM LONDON, que nos conduz em uma fascinante espiral pelos tortuosos mecanismos das mentes atormentadas por sentimentos de culpa.



János Valuska, um simples carteiro apaixonado por astronomia, vê sua cidade sofrer uma revolta depois da chegada de um circo e suas atrações: uma baleia gigante e um príncipe medonho com seus seguidores, pessoas simples das cidades vizinhas que ficaram seduzidas pelo seu discurso niilista contra a burguesia local.



Sátántangó um filme dirigido pelo cineasta húngaro Béla Tarr. Rodado em branco e preto, concluído em 1994, é um épico de 7:30 horas. É baseado no romance Sátántangó do húngaro László Krasznahorkai, que tem fornecido histórias para Tarr desde 1988. Tarr queria fazer o filme desde 1985, mas foi incapaz de avançar com a produção, devido ao rigoroso ambiente político na Hungria.

O enredo trata do colapso de uma fazenda coletiva na Hungria perto do fim do comunismo. Várias pessoas na fazenda estão ansiosas para sair com o dinheiro que vão receber para o encerramento da comunidade, mas não ouviram falar que o bom e carismático Irimias, que tinha desaparecido há mais de dois anos e quem eles pensavam estar morto, está retornando.



A vida de quatro melancólicos personagens é acompanhada pela filmagem. Uma loira e misteriosa cantora de cabaré (Vali Kerekes) é a paixão de Karrer (Miklós Székely B.), e este tenta aproximar-se da atraente mulher por meio de seu marido. No entanto, ela o usa, e o desespero de Karrer é representado metaforicamente pelo clima gélido, os bares obscuros e os cães anônimos.



Passado inteiramente em um apartamento decadente de uma velha enferma, Almanaque de Outono segue as ações e repercussões de cinco personagens perniciosos motivados por dinheiro e sexo. O filho da doente, sua enfermeira e seus dois amantes, cobiçam seu dinheiro em um clima amargo de disputa, manipulação e traição. Bela Tárr, em um dos seus únicos filmes em cores, faz uso de ângulos inventivos, uma constante movimentação da câmera, e um rígido uso de cores como uma estratégia para comentar sobre os estados de espíritos dos personagens. Geralmente negligenciado pelos admiradores do Bela Tárr, Almanaque de Outono é uma obra singular desse talentoso e único diretor que marca a grande virada entre o realismo social do início de sua carreira e o distinto estilo visual dos seus aclamados filmes mais recentes.



Baseado na clássica história de William Shakespeare , o filme consiste de apenas dois planos sequência, um de 5 minutos e outro de 57. A câmera agitada e os frequentes close-ups refletem as emoções complexas dos personagens, enquanto eles experimentam traição e conspiração.



Panelkapcsolat (The Prefab People), o primeiro trabalho de Béla Tarr com atores profissionais, é um lugar escuro e desprovido de otimismo, onde se assiste ao corroer e à degradação de uma relação familiar por entre as ruínas da sua miserabilidade social. Uma mulher e um homem querem mover-se, mas permanecem enterrados no pântano. O preto-e-branco granulado e a câmara sempre muito próxima aos atores acentuam o caos e a desolação destas vidas cinzentas, em que a crueldade da hipocrisia se faz mais sentir numa longa sequência de um baile, episódio que deveria ser sinônimo de alegria e festividade.



A historia se passa em uma pequena cidade provinciana e segue a vida de Andras Szabo (András Szabó), um jovem violinista alcoólatra que não possui controle algum de sua própria vida. O filme retrata o casamento de Andras no qual sua esposa procura por segurança e uma vida estável, coisas que o marido é incapaz de fornecer.



Mãe e filha, Irén (Laszlone Horvath) e Krisztike (Krisztina Horváth) moram com parentes do marido de Irén, Laci (László Horváth), que foi para o Exército, em um pequeno apartamento no subúrbio da cidade. A convivência entre pessoas é prejudicada pelas constantes e intermináveis brigas entre as mesmas. A realidade e o cotidiano na quitinete são cada vez mais tomados pela desesperança.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Até o Último Homem

Mais um filme religioso, do religioso Mel Gibson.
Na história de Até o Último Homem, baseada em fatos da vida do soldado Desmond T. Doss, que se recusa a usar armas, por convicções religiosas e, foi assim que salvou mais de 70 homens na Batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. Pensando friamente, nos perguntamos o que ele estaria fazendo ali sem armas. O diretor Mel Gibson (Coração Valente) , com seu histrionismo, nos responde com imagens sem nenhum tipo de restrição. Entrelinhas não existem no seu vocabulário. Nas cenas de guerra, são cabeças rolando, corpos despedaçados, muitos cadáveres e grandes ratos. Espetacularização da carnificina. Mel Gibson na mesma escola de direção de Angelina Jolie. Até um chute em uma granada no ar precisamos ver. E, nos créditos finais, temos mais cenas desnecessárias, acrescentando em nada ao que já foi apresentado.
Depois de dez anos sumido das direções cinematográficas, ele, que fez pouca coisa relevante como ator, volta como sabe ser: gospel e sanguinolento. Mel Gibson, o ator, foi um dos maiores astros do cinema, principalmente pelas franquias Máquina Mortífera e Mad Max, que fizeram grande sucesso na década de 80. Mel Gibson, o diretor, viu que tinha chance na nova carreira, em seu segundo filme, Coração Valente, abocanhou 6 estatuetas do Oscar, inclusive melhor diretor. E daí pra cá percebeu como queria o seu cinema. Histórias de redenções com grandes pontuações religiosas, vide A Paixão de CristoApocalypto e, agora, Até o Último Homem. Não esquecendo que tudo precisa ser mostrado, nada podendo ficar na introspecção, sutileza não é o seu nome. Uns amam, outros nem tanto. Sempre quando vejo seus filmes, a primeira palavra que vem a minha cabeça é “precisava?” e a segunda é “pra quê?”. Mas o certo é que a indústria hollywoodiana o ama de verdade e essa poderá ser a sua nova glória, eu nem duvido que ele possa ser novamente laureado com mais um “careca dourado”. Como nos seus outros filmes, aqui tudo é pensando para emocionar e impactar, de forma pejorativa ou não. Novamente, uns amam. Mel Gibson é assim e fim de papo. Apesar do grande exagero em sua direção, ele traz ótimo desempenho de todo o seu elenco. Incluindo um bom salto na carreira de Vince Vaughn (De Repente Pai), que sempre acreditei em seu talento.
Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha 2), que concorre ao Oscar de ator, luta por seu papel, mesmo em cenas um tanto clichês e inverossímeis e, verdade seja dita, o rapaz está muito bem. Ele é a força que move o filme, com nuances de fragilidade. Desde o início, como um rapazinho inocente, até o homem, com convicções de fé inabaláveis e grande altruísmo. Andrew é o próprio “soldado em batalha sem armas”. Ele está numa única linha de interpretação. Sublime e sereno. Por isso, não se assustem se ele for o grande vencedor da noite do Oscar.
Nota do CD:
★★½☆☆
Sinopse:Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Abdrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.
Trailer do Filme:
Ficha Técnica:
Gênero: Biografia
Direção: Mel Gibson
Roteiro: Andrew Knight, Robert Schenkkan
Elenco: Andrew Garfield, Ben O’Toole, Benedict Hardie, Firass Dirani, Goran D. Kleut, Hugo Weaving, James Mackay, Luke Bracey, Luke Pegler, Matt Nable, Milo Gibson, Nathaniel Buzolic, Ori Pfeffer, Rachel Griffiths, Richard Roxburgh, Robert Morgan, Ryan Corr, Sam Worthington, Teresa Palmer, Vince Vaughn
Produção: Bill Mechanic, Brian Oliver, Bruce Davey, David Permut, Paul Currie, Terry Benedict, William D. Johnson
Fotografia: Simon Duggan
Montador: John Gilbert
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 139 min.
Ano: 2016
País: Austrália / Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 26/01/2017 (Brasil)
Distribuidora: Diamond Films
Estúdio: Argent Pictures / Cross Creek Pictures / Demarest Media / Hacksaw Ridge Production / Icon Productions / Pandemonium / Permut Presentations / Vendian Entertainment
Classificação: 16 anos

domingo, 29 de janeiro de 2017

MORRE EMMANUELLE RIVA


A atriz francesa Emmanuelle Riva, dona de uma grande carreira durante a qual ficou marcada como musa dos diretores Alain Resnais e Michael Haneke com mais de meio século de diferença, morreu em Paris aos 89 anos.

A morte de Emmanuel Riva aconteceu na sexta-feira à tarde em consequência de um câncer, segundo informou neste sábado o jornal francês "Le Monde".

A atriz tinha se manifestado de forma muito discreta sobre sua doença, e sempre demonstrou o desejo de seguir trabalhando.

Tanto que no ano passado rodou um filme na Islândia, depois representou um espetáculo em Roma e seguia analisando várias propostas que lhe chegavam, segundo o jornal.

Os dois filmes que marcaram sua trajetória se situam no começo e no final de sua carreira como atriz. O primeiro foi "Hiroshima, meu amor", de Alain Resnais, em 1959, e o segundo, "Amor", de Michael Haneke, em 2012.

Por este último foi agraciada com o prêmio César de melhor atriz.