quarta-feira, 23 de novembro de 2016

[Resenha/Crítica]: O Delírio é a Redenção dos Aflitos

O cineasta Felipe Fernandes estreia na direção em seu primeiro curta metragem. O assistente de Kleber Mendonça Filho em Aquarius apresenta uma obra que permeia entre o que é a realidade e o que é delírio da protagonista.
Logo no começo do filme, a situação da personagem, que vai ter que se mudar com sua família porque o prédio que mora foi comprado por uma construtora, já é apresentada. Vê-se uma vizinha se mudando, depois as duas conversam sobre que dia Raquel (Nash Laila) deixará seu apartamento., já que é a última moradora residente ali.
Os movimentos de câmera representam com destreza os sentimentos da protagonista, primeiro acompanhando a mesma, com a câmera mão, mais nervosa, traduzindo a ansiedade de Raquel. Depois, quando sai com as amigas, tem planos fechados em seus diálogos e, nos das colegas, que estão felizes e animadas para o Natal, são usados planos conjuntos e abertos, fazendo esse contraponto entre as realidades opostas e representando de maneira sutil a maneira com que ela se sente sufocada.
Quando Raquel conta para suas amigas que não consegue dormir, que vive passando mal, com dor de cabeça que começa com uma coceira estranha, a câmera vai dando um zoom muito lento, que, aos poucos, quanto mais o que ela conta piora, mais presa em seu plano ela está.
A interpretações estão bem afinadas, com destaque para Nash Laila, que em seu olhar distante e apreensivo, nos convida a conhecer o drama vivido por sua personagem. A escolha pelo realismo das atuações reforça o estado de dúvida do que é realmente realidade.
A progressão dramática que vai crescendo a cada cena, tem um fluxo orgânico até o seu potente final. O marido que não chega, o medo de ter sua casa desabada, o cansaço e as noites sem dormir deixam a personagem no limite. O curta não soluciona a angústia de maneira óbvia. A loja de colchões mostra a injustiça social de maneira elegante e traz um impacto para seu desfecho.
Sinopse: Raquel é moradora de um prédio (caixão) condenado por risco de desabamento. Última residente a permanecer no edifício, ela precisa se mudar o quanto antes para garantir a segurança de sua família.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Fellipe Fernandes
Origem: Brasil
Duração: 17 min.
Ano de Lançamento: 2016

MIS | Destaques da programação

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Tucker, Um Homem e Seu Sonho", de Francis Ford Coppola


Tucker, Um Homem e Seu Sonho (Tucker, The Man and His Dream – 1988)
A história verídica de Preston Tucker (Jeff Bridges), um projetista que inovou a produção de carros em 1940. Seu primeiro emprego foi como office-boy na sede da Cadillac Motor Company, e durante toda a sua vida, Tucker foi um projetista e sempre elaborou planos industriais. Durante a II Guera Mundial, ele passou a fabricar veículos bélicos, mas com o fim da guerra, em 1945, ele destinou seu dom industrial ao seu grande sonho: construir um automóvel que fosse seguro, rápido, baixo, comprido e com boa aerodinâmica.

A saga de um sonhador que reuniu um pequeno grupo de amigos em um projeto ousado, sem consciência do monstro imbatível e cruel que estava enfrentando. Esse resumo poderia ser sobre o início da carreira de Francis Ford Coppola, que meteu o pé na porta da indústria com “O Poderoso Chefão”, mas é a sinopse de “Tucker”, demonstrando a importância do elemento da identificação, o projeto, ainda que pouquíssimo atrativo comercialmente, falava diretamente ao coração do cineasta. Ele idealizava o filme desde sua época de estudante, imaginava uma pegada “Cidadão Kane”, um conceito que anos depois evoluiria para um grandioso musical com composições de Leonard Bernstein, algo que seria impossível de realizar após o fracasso de “Jardins de Pedra” nas bilheterias. Por mais importância que Preston Tucker tenha na área automobilística, ele era um completo desconhecido para o grande público, o que afastou os investidores e preocupou os executivos dos estúdios. 

Somente com a ajuda do amigo George Lucas, que tirou dinheiro do bolso pra embarcar na aventura, o filme conseguiu receber sinal verde, mas o criador de “Star Wars” fez questão de tirar da cabeça do amigo a ideia de um musical, sugerindo uma abordagem mais convencional, com toques das fábulas libertárias de Frank Capra e Preston Sturges. A fotografia impecável do mestre Vittorio Storaro garante o refinamento usual, brincando por vezes com cenas monocromáticas, mantendo o ângulo baixo, evidenciando a imponência do protagonista. Boa parte do mérito se deve à atuação irrepreensível de Jeff Bridges, pura energia e impulsividade, transmitindo o espírito do típico empreendedor entusiasmado que acredita no sonho norte-americano, encontrando equilíbrio na figura fascinantemente frágil de Martin Landau. O resultado está mais para “Peggy Sue”, longe dos contornos sombrios que Coppola adora injetar nas obras em que opera com total controle criativo, mas é um tom inspirador que mantém o filme agradável em revisão, ele sobreviveu bem ao teste do tempo.

* O filme está sendo lançado em DVD pela distribuidora “Classicline”.

"Elle", de Paul Verhoeven


Elle (2016)

Terminei a sessão e corri para ler o roteiro, disponível na internet, para absorver ao máximo a experiência. E leria o livro “Oh...”, de Philippe Djian, caso fosse possível encontrar ele em inglês. São raros os filmes hoje em dia que despertam esse tipo de garimpo. O que o roteiro de David Birke faz com maestria é utilizar a estrutura de uma típica história de vingança, material que caberia perfeitamente em qualquer thriller exploitation B da década de noventa, como ponto de partida para explorar a psique dos personagens, inserindo críticas corajosas envoltas em um senso de humor peculiar. Ao prestar atenção em pequenos momentos, aparentemente sem importância no desenrolar dos acontecimentos, você consegue enxergar a genialidade do projeto.

A protagonista Michèle, vivida por Isabelle Huppert, está em uma cafeteria, recebe a ligação do amante que a trata friamente, ela tenta o fazer entender que não está no clima pra um encontro sexual, mas o homem despreza a desculpa utilizada com o argumento mais machista possível, um egoísmo monstruoso. Uma mulher sentada numa mesa próxima escuta tudo e, ao se levantar, propositalmente derrama o café nela, demonstrando revolta pela atitude passiva que testemunhou. A curta sequência, surreal, dedica especial atenção à reação apática da protagonista, que sequer busca compreender o ocorrido, ela apenas aceita o revide da natureza. Esse leitmotiv reverbera em várias cenas, estabelecendo os alicerces alegóricos da trama, que não pede em nenhum momento para ser levada a sério. Quem buscar realismo no comportamento dos personagens vai se frustrar terrivelmente, não vai aproveitar a experiência.

Logo em seguida ela entra na casa da mãe, com muitas plásticas aparentes no rosto, a incapacidade de lidar de forma madura com o conceito da mortalidade, e a vê com um garoto de programa, algo que a deixa revoltada, reação que ressalta a hipocrisia dela. E, segundos depois, o roteiro mostra que a filha estava preocupada mesmo era com os gastos da mãe com esses encontros sexuais. A importante cena se encaminha para a revelação da mãe, que diz querer se casar novamente e pede sua opinião, ao que a filha rejeita sem pensar duas vezes. A mãe então diz: “Você sempre quis uma versão higienizada da vida”. As peças do quebra-cabeça emocional da personagem vão se encontrando nesses pequenos detalhes. O cineasta Paul Verhoeven, como de costume, utiliza a violência gráfica como veículo para tratar de assuntos espinhosos. O estupro sofrido logo na primeira cena, repetido em detalhes depois em flashback, existe como forma de colocar em confronto Michèle e suas muitas travas emocionais, os obstáculos que a impedem de seguir em frente, presa aos fantasmas do passado criminoso do pai, presa ao sentimento de culpa na criação do filho, presa à insegurança que o marido deixou de legado ao abandonar ela por uma mulher mais jovem, presa a uma imagem reducionista dela mesma.

Perceba que o estuprador não teve interesse em roubar nada na casa, ele desejava apenas satisfazer seu impulso sexual. Ela, que frequentemente se sente inferior como mulher perante as figuras femininas mais jovens, descobre da pior forma possível que ainda é desejada. Não é coincidência que, após o estupro, ela conquiste confiança pra seduzir abertamente o vizinho na mesa de jantar de sua casa. Ela deixa de ser passiva sexualmente, cansa de ser vítima da deselegância do amante que a enxerga apenas como objeto, e parte para o ataque, com plena consciência da necessidade de satisfazer seus desejos. Quando ela vê que a esposa do vizinho é uma jovem recatada, altamente religiosa, nasce o desafio. Outra cena muito importante ocorre em um restaurante, o encontro com o ex-marido. Ele diz, sobre a namorada psicótica do filho: “Esse tipo de garota costuma ser boa de cama”. E ela responde ofendida: “Boa de cama? O que isso quer dizer? Eu nunca entendi”. Como mulher em transformação, ela, enxergando claramente o machismo repulsivo na sociedade, ganha a coragem de revidar.

E, momento chave, Michèle então faz a pergunta relacionada à indecorosa mensagem de texto que recebeu do estuprador após o ato. No rosto dela você nota o selvagem conflito interno. Ela sentiu que o estuprador apreciou mais ela como mulher, ao contrário do ex-marido insensível e grosseiro, que, ao que tudo indica, trocaria ela por qualquer garota mais nova. E, detalhe importante, ela escolhe revelar o que aconteceu com ela na mesa, quando está presente também seu amante e a esposa dele, a amiga mais próxima. Novamente o leitmotiv da reação se faz presente. A única que realmente demonstra preocupação com o estado psicológico dela é Anna, a amiga, única mulher na mesa. Os dois homens, em estado de choque, parecem mais preocupados em obter uma descrição sádica do ocorrido, duvidando e, o mais cruel, inconscientemente julgando a vítima, o colega de trabalho chega até a checar o cardápio, quando o garçom se apresenta, mostrando indiferença, total falta de empatia. Ela não se surpreende com isso, muito pelo contrário, ela buscava exatamente a constatação de sua representatividade na vida daqueles homens que, de uma forma ou de outra, usufruíram de seus gestos sinceros de carinho.

Várias cenas criam variações desse mesmo tema, a natureza constantemente a desafia, mas ela segue forte, rejeitando absolutamente a autocomiseração como resposta aceitável, ela não aceita entregar a responsabilidade nas mãos dos policiais, do sistema patriarcal, o problema tem que ser resolvido de dentro pra fora, a questão é existencial. É compreensível que muitas feministas estejam se revoltando com o filme, não há espaço na mente da protagonista para discursos padronizados. Todos ao redor de Michèle se mostram frágeis, a começar pelo filho imaturo que é tratado como lixo pela namorada, interessada mais em se aproveitar da verba da família. A jovem desafia a autoridade da sogra, a provocação atinge níveis absurdos, mas a protagonista não se permite se mostrar afetada por aquilo. Até mesmo quando o estuprador tenta humilhar ela publicamente em seu local de trabalho, sodomizada por um demônio lovecraftiano em um jogo eletrônico, a resignação subjuga o medo, ela não aceita entrar no jogo psicológico do agressor, ela se mostra superior.

Ao encontrar a nova namorada do ex-marido, jovem professora de yoga, elemento fisicamente opressor, ela brinca dizendo que aquele dia pouparia um desconforto num próximo encontro. A jovem sutilmente deixa escapar o deboche, ela considera que a mulher mais velha, que já é avó, não tem condição alguma de reaver aquele homem, Michèle absorve a informação subliminar e não se abala, já que tem consciência plena de que continua atraente, ela ganha mais segurança a cada dia que passa. As travas emocionais já foram destruídas, ela é capaz até de criticar abertamente a hipocrisia do ritual religioso, perfeita simbologia, exatamente na ceia de Natal. Ela encara o sistema mentiroso nos olhos e tem a capacidade de bravamente negar sua influência. Essa é uma Michèle radicalmente diferente daquela que o roteiro nos apresenta nas primeiras cenas. Claro que não vou revelar pontos importantes da trama, para não prejudicar a experiência, mas vale destacar que todos os personagens periféricos recebem o mesmo tratamento cuidadoso em seus arcos narrativos.

“Elle” é muito mais do que aparenta na superfície. Um dos filmes mais instigantes dos últimos anos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

"Star Trek: Sem Fronteiras", de Justin Lin



Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond – 2016)
Ao analisar esses novos projetos da franquia, muito eficientes naquilo que se propõem a entregar, não dá pra negar que os três roteiros juntos não arranham a superfície de possibilidades que a criação de Gene Roddenberry representa para o gênero da ficção científica. Havia tolice, humor bobo e ação irrelevante na série clássica, mas até mesmo os episódios mais ingênuos terminavam incitando alguma reflexão interessante. Esse espírito foi captado nos melhores filmes com a tripulação original, tramas que equilibravam bem os aspectos mais leves da relação entre os personagens, com a reflexão que abusava de referências a várias vertentes artísticas e a necessidade mercadológica de se construir sequências empolgantes de ação. O mercado hoje, infelizmente, está bem diferente. 

Os adolescentes são o público-alvo da indústria, são eles que compram ingressos, facilmente manipulados em estratégias de marketing, respiram o hype como se não houvesse amanhã, imediatistas e, com raras exceções, com pouquíssimo senso crítico. Então é compreensível que a cena em que Magro (Karl Urban) faz um brinde desejando boa visão e uma cabeça com muito cabelo, teoricamente uma alusão à consciência da mortalidade, acabe soando forçada. A ideia é boa, funcionaria com um elenco mais velho, funcionava muito bem nos filmes antigos, ornava poeticamente com os cabelos grisalhos, mas a equipe da nova Enterprise não parece ter muito mais que trinta anos. A indústria precisa que os adolescentes se identifiquem com os heróis, então todos os personagens agem e falam como a garotada. As tiradas cômicas soariam confortáveis nas bocas de alunos do fundo da sala, o título poderia ser: a turma da bagunça no espaço. A estrutura é frenética, com pausas rápidas para que a trama avance um pouco, mas nada muito elaborado, pra que o adolescente na sessão não sinta vontade de checar seu smartphone. O resultado, ainda que divertido, frustra demais o público adulto que gosta de ser minimamente desafiado. A banalização da ação, especialmente da forma como o diretor Justin Lin a constrói, abusando de giros de câmera, anestesia os sentidos, nivela tudo como barulho irritantemente alto, as sutilezas são imperceptíveis, em suma, você escuta o show encostado na caixa de som. 

Quando a trama injeta homenagens a Leonard Nimoy, parece que pai do adolescente no comando tomou as rédeas, o filme se torna mais orgânico, mais real, sentimos a emoção sincera na entrega de Zachary Quinto, sentimos saudade quando ele encontra uma foto da tripulação em “Jornada nas Estrelas – A Terra Desconhecida”, nesses momentos eu consigo enxergar o potencial desperdiçado. Quando a nave foi destruída em “À Procura de Spock”, o mundo inteiro comentou, os fãs custaram a acreditar que os produtores tinham ousado tanto. Já em “Sem Fronteiras”, a nave é destruída, você mastiga a pipoca, ela é reconstruída em fast forward no desfecho, você toma o último gole de refrigerante, duas horas depois você nem se lembra da motivação do vilão. Krall (Idris Elba) visualmente é impactante, mas em essência não passa de um monstro dos Power Rangers. O terceiro ato tenta enriquecer a personalidade dele, mas a história é sufocada pelo barulho, com o Capitão Kirk (Chris Pine) se exibindo em peripécias que constrangeriam James Bond e Ethan Hunt. É impressionante como ainda não conseguiram resgatar o lado estrategista do personagem, ele se tornou um genérico herói de blockbuster. 

O conceito por trás do título original é engenhoso, a metáfora do “além” como jornada de autoexploração individual, com cada personagem principal sendo forçado a enfrentar seus conflitos internos e amadurecer, mas o roteiro de Simon Pegg e Doug Jung, por mais espirituoso que seja em seu tom cômico, não consegue estabelecer uma base sólida para que o conceito seja transmitido, não vai além de alguns preguiçosos diálogos expositivos. 

25 PRODUÇÕES SOBRE ESCRAVIDÃO IMPERDÍVEIS

O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira.

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.

Em 2003, no dia 9 de Janeiro, a lei 10.639 incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar. A mesma lei torna obrigatória o ensino sobre diversas áreas da História e cultura Afro-Brasileira. São abordados temas como a luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, inserção do negro no mercado de trabalho, discriminação, identificação de etnias etc.

Abaixo listei 25 produções importantes para serem assistidos dentro do tema proposto.

Boa sessão:


Na pequena cidade de Araruna, no fim do século passado, as contínuas fugas de escravos traziam os grandes senhores alarmados, em especial o coronel Ferreira (José Policena). É nessa ocasião que sua filha Sinhá Moça (Eliane Lage) regressa de São Paulo dominada pelos ideais abolicionistas. Em sua viagem de volta conhece Rodolfo Fontes (Anselmo Duarte), filho de um renomado médico de Araruna, abolicionista entusiasta. No primeiro instante os dois jovens sentem-se mutuamente atraídos, porém, logo ela descobre as tendências escravocratas de Rodolfo e trava-se em seu espírito a luta entre seu amor pelo jovem e suas convicções humanitárias. O responsável pela fuga de escravos é levado ao tribunal e, para surpresa de todos, o jovem Rodolfo, confesso escravocrata, serve-lhe de advogado de defesa.

Baseado em livro de Robert Penn Warren (All the Kings Men) e dirigido por Raoul Walsh, o filme é co-estrelado por Yvonne de Carlo no papel de Amantha, uma aristocrata que perde sua posição social quando descobre que ela tem ancestrais negros. À venda como escrava, ela é comprada por Hamish Bond (Gable), e os dois se apaixonam.


Um capitão holandês de escravos viaja para Cuba para enfrentar uma revolta liderada por um recém-capturado escravo africano, Tamango. O escravo captura a amante do capitão, forçando um confronto.
Filme estrelado por  Curd Jürgens e dirigido pelo versátil John Berry, que nada tem a ver com o compositor famoso.


O filme começa num engenho de cana-de-açúcar, no nordeste brasileiro, entre os séculos XVI e XVII. Inspirados pelo Quilombo dos Palmares, uma comunidade de negros fugidos da escravidão, situada na Serra da Barriga, alguns escravos tramam a fuga para lá. Entre eles, se encontra o jovem Ganga Zumba, futuro líder daquela república revolucionária, a primeira de toda a América.


O filme "Escravos" é um drama que retrata o sul dos EUA em 1850. A trama segue Cassy (Dionne Warwick) e Luke (Ossie Davis), dois escravos negros que são vendidos para um sádico barão MacKay (Stephen Boyd). 
MacKay procura por homens para trabalho duro e mulheres para satisfazer seus desejos sexuais e por isto está determinado a explorar Cassy e Luke nos dois sentidos.
A produção é dirigida por Herbert Biberman, um dos "10 de Hollywood", que era o grupo que estava na lista negra por acusações de comunismo.


No interior de Louisiana, poucos anos antes de explodir a Guerra Civil Americana, um romance vai abalar os rígidos padrões morais de uma família branca. James Mason (Nasce uma Estrela, O Veredito) vive um patriarca que dirige suas fazendas e sua família com mão de ferro. Naturalmente, ele só pode se opor ao romance entre sua bela filha (Susan George) e um negro escravo (Ken Norton). O conflito é inevitável: as paixões se acendem, numa trama que prende a atenção até o final.Filme altamente polêmico proibido em mais de 10 países.


Continua em Mandingo II – A Revolta dos Escravos (1976) Mandingo seqüência de sucesso que conta com Ken Norton, campeão dos pesos pesados planeta. Situado em meados do século XIX, conta a história brutalmente honesto de um escravo mulato, dividido entre seu sucesso como lutador no mundo dos homens brancos e seu sentimento em relação ao excesso de injustiça sofrida pelos negros


Os últimos anos do século 18 foram de revoluções burguesas e marcaram o início das lutas de independência nas colônias portuguesas e espanholas. Cuba, que estava no auge de produção de açúcar, era marcada pela exploração máxima do trabalho escravo. Em meio a isso, na Semana Santa, um conde decide seguir o exemplo de Jesus, convidando 12 escravos para comer em sua mesa. 


Segunda metade do século XVIII. Xica da Silva (Zezé Motta) era uma escrava que, após seduzir o milionário João Fernandes (Walmor Chagas), se tornou uma dama na sociedade de Diamantina. Ela passou a promover luxuosas festas e banquetes, algumas contando com a exibição de grupos de teatro europeus. Sua ostentação fez com que sua fama chegasse até a corte portuguesa.


A série acompanha a família de Haley através de uma geração inteira escravizada
Exibida em 1977, a minissérie “Raízes” conquistou ao longo de seus 12 episódios cerca de 71% da audiência americana.Os quase 100 milhões de telespectadores que acompanharam a mini-série são considerados a audiência mais alta para um show dramático na história da televisão americana.Foi indicada a 37 prêmios Emmy, ganhou apenas nove, foi um dos fenômenos televisivos mais importantes de todos os tempos.


Ele conta a história de Harriet Tubman Ross, uma mulher que, além de sua luta ajudou a garantir a libertação de centenas de escravos na América do Norte. Narrado por Orson Welles.
No filme ela é uma afro-americana abolicionista, além de liderar fuga de escravos.


Cacá Diegues dirige este filme brasileiro de 1984 sobre uma história que se passa em torno de 1650 em um engenho de Pernambuco. Um grupo de escravos se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, local de resistência de escravos fugitivos contra os senhores de engenho. O filme foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.


Em 1906, em uma pequena cidade da Georgia, sul dos Estados Unidos, a quase adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, torna-se mãe de duas crianças. Separada dos filhos, Celie (Whoopi Goldberg, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz por este filme em 1985), é doada à Mister (Danny Glover, de Máquina Mortífera), que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza em carta.


Baseado em um evento real, este filme relata a incrível história de um grupo de escravos africanos que se rebela e se apodera do controle do navio que os transporta e tenta retornar à sua terra de origem. Quando o navio, La Amistad, é aprisionado, esses escravos são levados para os Estados Unidos, onde são acusados de assassinato e são jogados em uma prisão à espera do seu destino. Uma empolgante batalha se inicia, o que capta o interesse de toda a nação e confronta os alicerces do sistema judiciário norte-americano. Entretanto, para os homens e mulheres sendo julgados, trata-se simplesmente de uma luta pelos diretos básicos de toda a humanidade... liberdade.



Em 1873, Sethe (Oprah Winfrey), uma ex-escrava, vive perto de Cincinnati com Denver (Kimberly Elise), sua filha adolescente. Sethe surpreendida pela visita de Paul D. (Danny Glover), um velho amigo da época em que ambos eram escravos em "Doce Lar", uma plantação no Kentucky. Paul D. acaba se mudando para lá e logo vários mistérios são revelados, que começam com a chegada de Bem-Amada (Thandie Newton), uma jovem de origem desconhecida.


Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.


João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX. Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.


Em pleno século 18, William Wilbeforce (Ioan Gruffudd), membro parlamentar do poderoso Império Britânico, luta por uma reforma social na Europa. Para dar dignidade aos imigrantes africanos que vivem como escravos, Wilbeforce enfrenta a aristocracia e os preconceitos da época como líder abolicionista na criação de uma lei para acabar com o tráfico negreiro. Sua missão é dificultada pela falta de apoio da maioria branca, que exerce enorme influência sobre as leis e acreditam que a escravidão está ligada à estabilidade do império britânico.


Paris, 1817. Diante do corpo de Saartjie Baartman (Yahima Torres) o anatomista Georges Cuvier (François Marthouret) diz que jamais tinha visto uma cabeça humana tão parecida com a dos macacos. Uma plateia composta por cientistas aplaude a constatação. Sete anos antes, Saartjie deixava a África do Sul como escrava de Hendrick Caezar (Andre Jacobs), sendo obrigada a se exibir em feiras de aberrações de Londres.


Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.


Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.



1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.


A trama acompanha a linhagem de uma família escravizada, começando pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um guerreiro que nunca abandona a sua fé. A história segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.



No século 19, os Estados Unidos enfrentam a Guerra Civil entre o sul e o norte do país. O fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) se vê no meio do conflito quando decide liderar uma rebelião contra o exército confederado, que é a favor da escravidão. O intuito de Knight e os rebelados é de formarem um próprio estado, o Estado Livre de Jones.


Em 1831, o ex-escravo Nat Turner (Nate Parker) não suporta mais ver seu povo sofrendo nas mãos dos brancos. Ele então usa o poder da Bíblia para liderar um movimento em nome da liberdade de todos, gerando a dura retaliação de seus donos.
Nate Parker levou sete anos para tirar o projeto do papel, principalmente por dificuldades de financiamento. Ele revelou numa entrevista que alguns produtores chegaram a lhe dizer que o público não quer ver filmes com negros e que não se interessa por esse tipo de história.