terça-feira, 22 de maio de 2018

JEAN-LUC GODARD - 10 FILMES ESSENCIAIS


Jean-Luc Godard (1930) é um cineasta francês, um dos principais nomes da Nouvelle Vague que revolucionou a forma de fazer e pensar cinema, no final da década de 50 e nos anos 60. Nascido em Paris, França, no dia 3 de dezembro de 1930, filho de um médico que chefiava uma clínica na Suíça, e neto de banqueiro suíço, passou parte de sua infância e adolescência em Genebra. Licenciou-se em Etimologia na Universidade de Paris.

Em 1950, Godard entrou em contato com André Bazin, François Truffaut, Jacques Rivette, Éric Rohmer e Claude Chabrol, com os quais formaria o núcleo de diretores da Nouvelle Vague do cinema francês, movimento que se propunha renovar a cinematografia e valorizar a direção. Seu primeiro curta foi “Operation Béton” (1955). Depois de vários curtas, assombrou o mundo com o primeiro longa-metragem “Acossado” (1959), rodado com um orçamento baixíssimo, em que adotou inovações narrativas e fez uso de uma câmera de mão rompendo as regras usadas até então. O longa que teve como protagonistas Jean-Paul Belmond e Jean Seberg foi um dos primeiros filmes da Nouvelle Vague.

Por alguns anos, Godard mostrou em seus filmes uma duplicidade existencial como em “Viver a Vida” (1962), “O Pequeno Soldado” (1963) e “O Desprezo” (1963), este baseado um uma história do romancista italiano Alberto Moravia, que marcou seu único filme ortodoxo e comparativamente caro. Gradualmente, os filmes de Jean-Luc Godard foram perdendo seu aspecto dramático e se converteram em um instrumento político e social. São desse período: “Longe do Vietnã” (1967), “Pravda” (1969), um documentário que trata da invasão soviética da Tchecoslováquia, “Vento do Oriente” (1969) e “Até a Vitória” (1970).

Durante a década de 70, Godard dirigiu vários filmes para a televisão. Entre 1980 e 1988, Godard fez também para a televisão a série “Histórias do Cinema”, onde mostra sua personalíssima visão sobre essa arte no século XX. Ainda na década de 80, o trabalho mais notável de Godard foi a trilogia: “Passion” (1982), “Prénom Carmen” (1983) e o polêmico “Je Vous Salue Marie” (1984), que foi proibido no Brasil por fazer uma livre reinterpretação da vida da Virgem Maria.

Jean Luc Godard recebeu vários prêmios, entre eles: “Urso de Ouro”, no Festival de Berlim, por “Alphaville” (1965), “Urso de Prata Especial”, no Festival de Berlim, por “Charlotte et son Jules” (1960), “Urso de Prata de Melhor Diretor”, no Festival de Berlim, por “À Bout de Souffe” (1959), o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, por “Prenome Carmem” (1983”, duas nomeações ao “César”, na categoria de Melhor Filme e de Melhor Realizador, por “Suave Qui Peut” (1979) e “Passion” (1982) e o “Oscar Honorário, em 2010.

Fiquem agora, com seus...



Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) ruma para Paris. No caminho mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, e em Paris persuade a relutante Patricia Franchisi (Jean Seberg), uma estudante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele fica escondido no apartamento de Patricia, onde conversam, namoram, ele fala sobre a morte e ela diz que quer ficar grávida dele. 

  • Refilmado como A Força do Amor (1983).
  • Jean-Paul Belmondo ficou impressionado quando percebeu que o filme foi bem recebido entre público e crítica. Após o término das filmagens o ator francês achou o filme tão ruim que achou que o longa nunca deveria ser lançado.
  • No início das filmagens o diretor Jean-Luc Godard ainda não tinha o roteiro concluído, escrevendo cenas no período da manhã para que fossem rodadas mais tarde.
  • O diretor Jean-Luc Godard não tinha dinheiro para comprar um tripé móvel para a câmera. Ele resolveu o problema empurrando o cameraman em cima de uma cadeira com rodinhas. A mesma técnica doi utilizada anteriormente pelo diretor Jean-Pierre Melville nos filmes Le silence de la mer (1949) e Bob le flambeur (1956).


Angela é uma bela jovem que trabalha como stripper numa casa noturna, a Zodiac, e vive com seu amante, o vendedor de livros Émile Récamier.  Seu maior desejo é o de ter um filho mas, toda vez que coloca o assunto para Émile, este não aceita a ideia.  O grande prazer do jovem parece ser estar com sua bicicleta, que ele a usa até dentro do pequeno apartamento onde moram.  Certa noite, ao verificar que se encontra no melhor dia de seu período fértil, ela aguarda ansiosa a chegada de Émile para mais uma investida, já que não está a fim de perder aquela oportunidade.  Ao chegar em casa, depois de mais um exaustivo dia na livraria, Émile não quer outra coisa além de assistir pela TV a um jogo de futebol.

  • Um filme favorito de Joseph Gordon-Levitt, como relatado pelo The New York Times.
  • O personagem de Jean-Paul Belmondo pergunta à Jeanne Moreau (sem créditos) como está "Jules et Jim". "Jules et Jim" foi lançado um após o lançamento de "Uma Mulher é uma Mulher".
  • Primeiro filme colorido de Jean-Luc Godard.


Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, Nana é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette (Guylaine Schlumberger), uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresentará a Raoul (Saddy Rebot), que se converterá em seu cafetão. A partir desse momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.

  • O diretor Jean-Luc Godard se inspirou no livro Où en est... la prostitution ? de Marcel Sacotte.
  • O diretor se inspirou no filme Les 11 Fioretti de François d'Assise (1950) de Roberto Rossellini para fazer este filme em quadros, que representam os 12 fragmentos da vida de uma prostituta.
  • O diretor Jean-Luc Godard fez este filme para tentar salvar seu casamento com Anna Karina, mas a atriz não apreciou a montagem final do longa.
  • O diretor Jean-Luc Godard já havia tratado o tema da prostituição em um curta-metragem. Ele continuou utilizando esta temática ao longo da sua filmografia.
  • Nos seus últimos três filmes Jean-Luc Godard contou com a produção de Georges de Beauregard, este é o seu primeiro longa produzido por Pierre Braunberger.
  • Andre S. Labarthe aceitou fazer uma ponta para agradar seu amigo Jean-Luc Godard. Ele aparece de costas na sequencia de abertura do filme.
  • Jean-Luc Godard trabalha com diversos códigos do cinema mudo, como a utilização dos famosos cartazes que anunciam as novas sequencias.
  • Casados na vida real, a atriz Anna Karina e o diretor Jean-Luc Godard trabalham juntos pela terceira vez.


Na Itália uma equipe grava sob direção de Fritz Lang um filme baseado na Odisseia, de Homero. Camille (Brigitte Bardot) é casada com Paul (Michel Piccoli), um escritor que foi contratado pelo produtor americano Jeremy (Jack Palance) para escrever o roteiro por 10 mil dólares. O desprezo de Camille começa quando ela passa a acreditar que o marido tentou vendê-la ao produtor, quando ele insiste para que a bela mulher fique sozinha com Jeremy. Uma série de mal-entendidos faz com que a relação do casal vá se fragmentando.

  • Godard chamou o filme de "a história dos náufragos do mundo ocidental... Que um dia chegaram a uma ilha misteriosa, e que o grande mistério era a inexorável falta de mistério."
  • O produtor Joseph E. Levine insistiu para que Brigitte Bardot fizesse a cena de nudez que abre o filme, dizendo que esse seria o único modo que ele poderia vender um filme que ele odiou.
  • Originalmente Jean-Luc Godard queria que Kim Novak e Frank Sinatra fizessem o casal principal, mas os dois atores recusaram o convite. O produtor Carlo Ponti sugeriu então que sua esposa Sophia Loren e seu frequente par romântico Marcello Mastroianni assumissem os papeis, mas Godard e um filme de grande orçamento.
  • Godard estava muito curioso para saber como era fazer um filme de alto orçamento. Esse mais do que matou sua curiosidade, e ele odiou o processo de fazer o filme.
  • Entre 1959 e 1967, Godard fez 15 filmes, e esse foi o seu sexto.
  • A notável paleta de cores no filme, vermelho, branco e azul, representam as bandeiras da França e dos Estados Unidos.

Arthur (Claude Brasseur), Odile (Anna Karina) e Franz (Sami Frey) formam o triângulo do filme. Franz é um rapaz boa pinta que conhece Odile em uma aula de inglês. Ela vive em Joinville e conta para o jovem que o seu patrão guarda uma fortuna no quarto. Interessado pela grana, Franz resolve falar com seu amigo Arthur, que está devendo dinheiro para o tio. Os dois rapazes vão seduzir a moça e tentar convencê-la a auxiliar no roubo.

  • Diversas cenas nesse filme ganharam destaque: a corrida no Museu do Louvre, em que os personagens tentam estabelecer um record de menor tempo para percorrer todo o museu. Esse recorde é quebrado pelos personagens de Bernardo Bertolucci no filme The dreamers (2003). Em outro momento do filme, os personagens se encontram num bar barulhento e decidem fazer um minuto de silêncio (em realidade, 36 segundos), tempo em que não se escuta absolutamente nada no filme. Nesse mesmo bar, executam a famosa sequência de dança coreografada e sem música (cena que inspirou a Quentin Tarantino e Hal Hartley em seus filmes).

Ferdinand e Marianne, antigos amigos, se reencontram e passam a noite juntos. Marianne prefere chamá-lo de Pierrot. Quando amanhece, um cadáver encontrado no apartamento e uma história meio sinistra sobre uns gangsteres os obrigam a fugir. Depois de muitas loucuras, eles acabam numa praia. Marianne se cansa de tudo, trai Ferdinand com o chefe dos gangsteres e morre por isso. Ferdinand pinta o rosto de azul, amarra explosivos na cabeça, acende o pavio, se arrepende tarde demais.

  • Godard disse que Pierrot Le Fou: "não é realmente um filme, é uma tentativa de cinema. A vida é o assunto, com CinemaScope e cor como seus atributos...Resumidamente, a vida enchendo a tela enquanto uma torneira enche uma banheira que está simultaneamente esvaziando á mesma velocidade."
  • Originalmente, o casal protagonista seria interpretado por Michel Piccoli e Sylvie Vartan.
  • O Demônio das Onze Horas é o 6º filme do diretor Jean-Luc Godard com a atriz Anna Karina.
  • Originalmente, o título do longa era "Le Démon de onze heures".
  • Na época do seu lançamento, o filme foi muito criticado e até mesmo proibido para menores de dezoito anos, por representar uma "anarquia intelectual e moral".


A estranha cidade de Alphaville é o alvo de uma investigação comandada pelo agente Lemmy Caution (Eddie Constantine), que parte para o local após o insucesso de outros agentes na região. Ao chegar à cidade, controlada pelo computador Alpha 60 – que age como um ser onipresente, capaz de ver a tudo e a todos -, o agente parte em busca do professor Von Braun, para convencê-lo a destruir a famosa máquina, que simplesmente aboliu os sentimentos dos habitantes locais. Curiosamente, Caution encontra em seu caminho a jovem Natacha (Anna Karina), filha do professor, que servirá como guia em sua empreitada.

  • Jean-Luc Godard inicialmente queria que Roland Barthes interpretasse o professor von Braun;
  • Apesar de Alphaville ser uma cidade futurista, foram usadas locações de Paris como sets de filmagens;
  • Os professores Heckel e Jeckell são uma homenagem aos pássaros de desenho animado "Heckle and Jeckle", criados por Paul Terry;
  • O verdadeiro nome do professor von Braun, Leonard Nosferatu, é um tributo a Nosferatu (1922);
  • Em 10 de julho de 1970 foi banido de todos os cinemas paquistaneses;
  • Refilmado como Megaville (1990);


Paul tem 21 anos. Tendo acabado de prestar o serviço militar, ele é um jovem tímido, desajeitado, mas preocupado em se integrar, um idealista simpatizante do movimento contra a guerra do Vietnã. ,Seu amigo, Robert, é politicamente engajado, seguro da legitimidade de suas convicções, militante entusiasta que só se acha à vontade com aqueles que, como ele, pretendem mudar o mundo. Madeleine, que deseja tornar-se cantora, tem a mesma idade dos dois rapazes. Ela é um produto perfeito da sociedade de consumo, seguindo cegamente todas as modas e solicitações do meio em que vive. Esses jovens, 'filhos de Marx e da geração Coca-Cola', confrontam-se com os problemas do mundo dos anos anos 60.


Um casal ambicioso e inescrupuloso planeja uma viagem ao interior da França, na tentativa de conseguir uma herança. No meio do caminho, encontra estradas completamente engarrafadas, acidentes automobilísticos graves, personagens de histórias infantis e guerrilheiros. O que se segue é uma constante e complexa reflexão sobre o modo de vida burguês e os contrastes sociais sublinhados pela sociedade de classes.

  • Há alusões ao livro "Histoire de l'oeil" de Georges Bataille ao longo do filme, por exemplo, quando Corrine descreve seu encontro sexual envolvendo o leite e ovos. Além disso, há algumas referências temáticas ao livro, principalmente em relação ao consumismo, desejo e selvageria.
  • Facel era um fabricante francês de automóveis no período de 1954-1964. O carro neste filme é o Facellia, uma versão de carro esporte produzido entre 1960-1963. O Dauphine foi o carro fabricado pela Renault como o sucessor do Renault 4CV de 1956-1967.
  • No intertítulo antes da matança do porco está escrito "Thermidor", que é o nome do mês do calendário revolucionário francês em que Robespierre foi executado.


Em Paris, em um apartamento, cinco jovens estudam o pensamento marxista-maoísta em meio a centenas de manuais vermelhos. Véronique, estudante de filosofia em Nanterre, é a cabeça-pensante do grupo. Para ela, todos os problemas ligados ao modo de pensar e à moral devem ser colocados em termos imediatos  e concretos. Assim, ela cria uma célula comunista que reúne Guillaume, ator que vai aprofundar o caminho que o conduzirá a um teatro verdadeiramente socialista, e Henri, um cientista que trabalha para um instituto de economia. Durante o período de férias, Kirilov, um pintor russo, e Yvonne, uma camponesa que chegou à Paris para trabalhar como faxineira e que terminou na prostituição, juntam-se ao grupo. 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Entrada Franca: Filmworks Film Festival 2018

Olá Amigos,

Chega o mês de maio e com ele a 9ª edição do #Filmworks #Film #Festival (FWFF), o Festival exclusivo da Academia Internacional de Cinema (AIC) que proporciona aos alunos a exibição de seus filmes na telona e a premiação em diversas categorias. No Rio de Janeiro o evento acontece nos dias 21 e 22 de maio, no cinema Estação Net Rio e em São Paulo nos dias 24 e 25 de maio, no MIS – Museu da Imagem e do Som.

Serão exibidos 23 filmes no Rio e 31 em São Paulo, totalizando 54 novos filmes produzidos na AIC no ano passado, que concorrem em 12 categorias: Direção, Roteiro, Fotografia, Edição, Direção de arte, Som, Atuação, Melhor Filme, New Vision, Júri Popular, Curta Livre e Melhor Documentário.

“Os alunos têm a oportunidade de ver seus filmes numa tela profissional de cinema, com os matizes visuais e sonoros aguçados, atingindo seu potencial cinematográfico. É uma experiência única, instrutiva e compensadora que abre caminho para suas próximas realizações”, diz Flávia Rocha, diretora de comunicação e mantenedora da AIC.

Além do já tradicional troféu, as empresas parceiras da AIC premiam os vencedores. Entre os prêmios estão: estágio remunerado e kit de DVDs cedido pela Gullane; locação de kit fotográfico cedido pela Locall; mixagem e correção de cor cedida pela Cinecolor e CTAV; três diárias de kit de câmera cedido pela Monstercam; DCP cedido pela Mistika; serviço de acessibilidade cedido pela Igualle; aluguel de kits de iluminação cedidos pela Naymar; diárias de correção de cor cedido pela Link Digital; aluguel de kit de câmera no valor de R$ 4 mil cedido pela Youle etc.
 
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FOLHAS MORTAS (1956) - FILM REVIEW


Joan Crawford é uma atriz lendária. Não só pelo talento, e pelos filmes, mas por sua richa com a atriz Bette Davis (que virou recentemente uma série) e seus problemas familiares. Foi casada quatro vezes. Os três primeiros casamentos foram com os atores Douglas Fairbanks Jr., Franchot Tone e Philip Terry e o quarto com o empresário Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola e de quem ela ficou viúva em 1959, exercendo por vários anos o cargo de presidente do conselho da empresa. Não teve filhos mas adotou quatro crianças: Christina, Christopher e as gêmeas Cynthia "Cindy" e Cathy. 

No seu testamento escrito pouco tempo antes de sua morte, Joan Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna, avaliada em cerca de dois milhões de dólares, aos outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller em que descreve Joan como péssima e abusiva mãe, dela e de seu irmão. Segundo Christina, a mãe era obcecada por limpeza e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford.

E quando um nome como Robert Aldrich se une a Joan, toda nossa atenção precisa ser voltada para o resultado. Aldrich nos deu filmes como O Imperador do Norte , Doze condenados, O Que Aconteceu com Baby Jane?, Vera Cruz , Morte num beijo, então...todo trabalho do diretor merece nossa atenção. 

Aldrich era um workaholic, chegando a fazer dois filmes por ano. E Folhas mortas não fugiu a regra (fez Morte Sem Glória no mesmo ano). O filme, que lhe rendeu Leão de Prata de Direção no Festival de Berlim, conta a história  de uma mulher (Joan) de meia-idade cuja vida carece de amor e afeto. A sua existência solitária muda quando ela conhece Burt Hansen, um carismático jovem. Tão cedo quanto Burt a conquista e pede sua mão em casamento, surge a desconfiança de que o noivo de Millicent sofre de sérios transtornos mentais. As coisas complicam ainda mais para Millicent quando uma mulher alegando ser a primeira esposa de Hansen bate à sua porta.

Confiram abaixo a resenha do filme (com spoilers obviamente):

Millicent Wetherby (Crawford) é uma mulher solteira e solitária que passa o dia trabalhando como estenógrafa, no condomínio onde mora. Quando um de seus clientes lhe presenteia com um ingresso para um concerto, como reconhecimento por um trabalho bem feito, ela o assiste sozinho. A música melancólica a faz relembrar de um tempo, anos atrás, quando ela sacrificou o amor de um pretendente, em potencial, para cuidar de seu pai doente. Depois do concerto, ela entra num Café, repleto de clientes, e se senta na última mesa disponível. Numa máquina de jukebox ela escolhe a canção “Autumn Leaves". Burt Hanson, um jovem bem apessoado, entra no Café e, percebendo um lugar vago na mesa de Milly, pede licença para se juntar a ela. Depois que Milly relutantemente consente, numa tentativa de puxar conversa, Burt comenta que ela parece solitária e afirma que, tendo sido dispensado do exército, mudou-se para Los Angeles em busca de emprego. Algum tempo depois, quando Milly se prepara para deixar o Café, Burt insiste em acompanhá-la até a casa dela e a convida para a praia no dia seguinte. Embora inicialmente relutante, Milly termina aceitando o convite e, na manhã seguinte, os dois vão à praia e acabam se abraçando apaixonadamente. Porém, mais tarde, o adverte para sair com alguém de sua idade, pedindo-lhe para não voltar a procurá-la.

Um mês depois, ao entrar em seu condomínio, ela ouve a canção “Autumn Leaves" vindo de seu apartamento e, ao chegar em casa, ela encontra Burt que a espera. Quando ele a convida para um filme e um jantar em comemoração ao seu novo emprego em uma Loja de Departamentos, Milly hesita até que ele lhe assegura que está se encontrando com mulheres da idade dele, achando-as todas muito jovens. Durante o intervalo do filme, Burt abruptamente anuncia que deseja se casar com ela e a pressiona por uma resposta. Atordoada, Milly o chama de impulsivo e insiste em voltar para casa. No entanto, quando ele se despede e começa a ir embora, ela muda de ideia e aceita sua proposta. Impaciente, Burt sugere que se casem no México no dia seguinte, mas quando ele afirma, na licença de casamento, que Chicago é seu local de nascimento, Milly mostra-se confusa porque ele antes lhe contara que nascera em Wisconsin. 

Duas semanas mais tarde, Burt a cobre com presentes e afirma ter sido promovido a gerente. Quando um dos clientes de Milly, Coronel Hillyer, a procura para deixar um manuscrito, Burt discute suas experiências de combate com o oficial, deixando Milly perplexa, que acreditava que seu marido teria servido em uma divisão de não combatentes. Depois que Burt sai para o trabalho, uma senhora bate à porta e se apresenta como sendo sua ex-mulher, Virginia. Como Burt lhe havia dito que nunca se casara, Milly afirma que deve haver um engano, até que Virginia lhe mostra uma fotografia de Burt com o pai, que ele alegara estar morto. Virgínia explica que Burt a abandonou depois de ser acusado de furto e que ela e o pai chegaram à Los Angeles para encontrá-lo. Em seguida, ela entrega à Milly um documento de propriedade que Burt precisa assinar. Depois de avisá-la que ele é um mentiroso inveterado, Virginia vai embora deixando Milly enojada e com medo.

Pouco tempo depois, perturbada, Milly visita o pai de Burt em seu hotel. Na ocasião, fingindo preocupação com o filho, o Sr. Hanson avisa Milly que Burt é uma alma perdida que deve ser institucionalizada. Depois que Milly vai embora, Virginia procura seu ex-sogro e o abraça carnalmente. Quando Burt chega do trabalho, Milly lhe diz que descobriu que ele é um auxiliar de escritório e não um gerente, e o acusa de roubar os presentes que ele lhe deu. Quando ele fica a olhar para ela, espantado, Milly lhe pergunta por que ele nunca lhe falou sobre Virginia. Mostrando-se agitado, ele lhe diz que o casamento não significava nada para ele e relembra o dia em que voltou para casa mais cedo, para surpreender Virginia, desmaiando em seguida. Quando Milly insiste que ele deve procurar o pai, Burt derrama-se em lágrimas, mas finalmente atende ao seu desejo. 

No dia seguinte, ela vai ao hotel para falar com o Sr. Hanson e o encontra à beira da piscina aos abraços com Virginia. Percebendo a extensão da traição de seu sogro, Milly se esconde no corredor enquanto os pombinhos sobem para sua suíte. Logo depois, Burt chega ao hotel, e quando descobre que ele está indo ver o pai, Milly tenta fazer algo para poupar o marido. No entanto, ao chegar ao andar do Sr. Hanson, ela encontra Burt caído junto à porta da suíte. Ao voltar para casa, ele mostra-se retraído e pouco comunicativo. Logo depois, Virginia e o Sr. Hanson chegam e pedem para vê-lo. Enquanto Burt ouve às escondidas, Milly ordena que eles vão embora, mas o Sr. Hanson ameaça entregar o filho, a menos que ele passe a propriedade que herdou de sua falecida mãe para o nome de Virginia.

Milly bate a porta de seu apartamento, chamando-os de monstros, sendo acusada por Burt de estar agindo contra ele. Enfurecido, ele a derruba com um soco e, em seguida, esmaga sua mão com uma máquina de escrever. Depois que ela grita em agonia, Burt lhe implora seu perdão. As lesões de Milly são tratadas pelo Dr. Masterson, que recomenda que Burt seja visto pelo Dr. Malcolm Couzzens, um psiquiatra. Ela resiste aos conselhos dele até uma noite, quando Burt revive a traição de Virgínia e começa a soluçar incontrolavelmente. No dia seguinte, uma angustiada Milly procura o Dr. Couzzens, que diagnostica Burt como portador de esquizofrenia, aconselhando sua internação. Quando o psiquiatra adverte que Burt está regredindo à infância, Milly finalmente concorda em interná-lo, embora tema que, uma vez curado, ele não venha mais precisar dela. Meses depois, ela recebe uma carta informando-a que Burt vai receber alta do sanatório. Certa de que ele, a essa altura, já não mais a ama, ela vai ao sanatório se oferecer para enviar suas roupas e se despedir. Ao deixar a instituição, no entanto, ela é seguida por Burt que, ternamente, beija sua mão ferida e a abraça.

A Classicline lançou este ótimo filme, descrito acima, que pode ser adquirido no site da empresa (link direto ao lado: https://www.classicline.com.br/folhas-mortas.html).
E não percam os ótimos descontos neste, e nos demais filmes.

terça-feira, 15 de maio de 2018

MORREM MARGOT KIDDER E ROBERTO FARIAS



Duas grandes perdas para o cinema 

Margot Kidder, atriz que interpretou Lois Lane em Superman, morre aos 69 anos

 De acordo com o porta-voz da casa funerária que está atendendo o caso, a atriz teria falecido em casa e a causa do óbito ainda é desconhecida.

A atriz ficou mundialmente famosa ao interpretar Lois Lane, o par romântico do Super-Homem interpretado por Christopher Reeve (1952-2004) em 'Superman: O Filme' (1978) e nos três filmes que formaram a franquia. Ainda com duas produções não lançadas, Margot também teve em sua carreira papéis em 'Irmãs Diabólicas', 'Terror em Amytiville', 'Halloween II', além de uma participação em 'Smallville', entre outras produções televisivas e peças de teatro.

Margot também travou uma batalha pública contra o transtorno bipolar. Ela chegou inclusive a virar sem-teto em 1996. Como figura pública, tornou-se porta-voz e representante da causa das pessoas que sofrem de transtornos mentais.

Kidder foi casada por três vezes, com o roteirista Thomas McGuane, com quem teve uma filha, com o diretor Philippe de Broca (1933-2004) e com o também ator John Heard (1946-2017).


Morreu no fim da manhã desta segunda-feira o cineasta Roberto Farias. Irmão do ator Reginaldo Faria, Roberto tinha 86 anos, quase todos dedicados à sétima arte, seja como ator, roteirista, diretor e produtor. Ele lutava contra um câncer de próstata há cerca de cinco anos.

Aos 8 anos montava um "cineminha" na sua casa usando caixas de sapatos. Do cinema para a fotografia foi um pulo fácil e ele veio de Friburgo para cursar Belas Artes no Rio de Janeiro ou fazer Arquitetura, mas seu destino e preferência sempre foi o cinema. Em toda a sua carreira, Roberto foi assistente, montador, roteirista, produtor e distribuidor, mas nunca foi ator.

O começo foi na Companhia Atlântida para onde foi levado por Watson Macedo para ser assistente de direção. A estreia foi no drama Maior que o Ódio, dirigido por José Carlos Burle. Fez quase 10 filmes como assistente de direção ou de produção até estrear como diretor em 1957 com Rico Ri à Toa, uma chanchada estrelada por Zé Trindade onde além de dirigir ele também foi o autor do roteiro e dos diálogos.

Em 1960, com o policial Cidade Ameaçada, ganhou vários prêmios e se tornou um dos mais respeitados cineastas brasileiros, posição que ele viria a sacramentar com Assalto ao Trem Pagador, em 1962.

Na década de 1960 fundou com os irmãos a produtora R.F.Farias, uma das mais importantes do país. Ele se tornou um diretor popular ao filmar a trilogia de filmes com Roberto Carlos, que começou em 1968 com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e terminou em 1971 com A 300 km por hora.

Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilme. Na TV Globo fez, em 1965, "Câmara Indiscreta"; mais tarde dirigiu as minisséries A Máfia no Brasil, As Noivas de Copacabana, Contos de Verão e Memorial de Maria Moura, além dos programas "Você Decide", "Brava Gente", "Sob Nova Direção" e "Faça a Sua História"

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dicas de fim de semana. Vá de Metrô!

Boletim Informativo
Aqui estão algumas dicas culturais para o próximo fim de semana, quando será comemorado o Dia das Mães. Incluímos também atrações que ocorrerão durante a semana. Programe-se e não se esqueça: Vá de Metrô!

Bom Divertimento!
MetrôESTAÇÃO PALMEIRAS BARRA FUNDA
Estação Barra Funda

Em Memorial Tupinambá, o artista plástico e autodidata, Jeffer Zion, apresenta, entre pinturas e instalações feitas de metal e lonas de caminhão, obras ligadas a etnias indígenas, ancestralidade e a reflexões sobre a sociedade moderna.

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MetrôESTAÇÃO MARECHAL DEODORO
Estação Marechal Deodoro

Reconhecido na literatura, Mário de Andrade foi um dos pioneiros da fotografia modernista no Brasil. A mostra Mário Fotógrafo reúne imagens feitas por ele de paisagens e personagens das regiões norte e nordeste do País, além de experimentos como autorretratos em sombra.

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MetrôESTAÇÃO BRIGADEIRO
Estação Brigadeiro

Véio – a Imaginação da Madeira reúne cerca de 270 peças, em diferentes tamanhos, do escultor sergipano Cícero Alves dos Santos, conhecido como Véio.

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MetrôESTAÇÃO CONSOLAÇÂO
Estação Consolação

Com curadoria de Heloisa Espada, Conflitos: Fotografia e Violência Política no Brasil 1889-1964exibe imagens de embates ligados ao País, com registros anônimos e de nomes como Marc Ferrez e Flávio de Barros.

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MetrôESTAÇÃO BÉLEM
Estação Bélem

O Sesc Belenzinho apresenta a exposição de arte contemporânea YOYO – Tudo que Vai, Volta, direcionada ao público infantil.

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Bilhete LazerAção CulturalCatraca Livre
Metrô
Secretaria dos Transportes Metropolitanos

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Confira a programação e debates no Cine Matilha




Confira a programação e debates no Cine Matilha
Eventos incluem roda de conversa sobre superendividamento e debates com diretores e roteiristas  

São Paulo, maio de 2018 – O Cine Matilha realiza três debates em maio. O primeiro deles, no dia 5 de maio, a partir das 16 horas, é em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que lança o minidocumentário No caminho do superendividamento. Produzido pelo Idec, o filme retrata um cenário atual em nosso país: são 61 milhões de brasileiros endividados. Muitos fazem empréstimos para pagar outros empréstimos, numa bola de neve de juros sem perspectivas de negociação com os serviços financeiros para encerrar esse ciclo. O filme retrata o caso de superendividamento de um professor aposentado e intercala comentários de especialistas sobre a falta de regulação da oferta de crédito e ausência de políticas públicas para tratar o endividamento no Brasil.

No dia 12 de maio, às 19 horas, será a vez de sessão do documentário O ladrão de livros, seguida de debate com os diretores Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini. O filme retrata a história de Laessio Rodrigues de Oliveira, ex-ajudante de pizzaiolo em São Bernardo do Campo, SP. Ele estampou diversas vezes o noticiário policial por uma série de crimes curiosos: era maior ladrão de livros raros do Brasil. Depois de comandar o esquema até de dentro da cadeia, o fã incondicional de Carmen Miranda decide contar tudo de cara limpa.

Já no dia 18 de maio, às 19 horas, a roteirista de Legítima defesa, Sara Stopazzolli, conversa com o público após apresentação do filme. O documentário conta as histórias de três mulheres que, como tantas outras, foram vítimas de constantes agressões físicas e psicológicas por parte de seus companheiros. Porém, contrariando as estatísticas e o destino comum à maioria, elas reagem, e matam o homem que amavam para sobreviver. Acusadas de homicídio, essas mulheres enfrentam o julgamento da Justiça, da sociedade e o delas próprias, enquanto tentam reconstruir suas vidas.

Programação
02/05 4ª FEIRA
19h Híbridos, os espíritos do Brasil

03/05 5ª FEIRA
17h Torquato Neto – Todas as Horas do Fim
19h Em Pedaços

04/05 6ª FEIRA
17h Torquato Neto – Todas as Horas do Fim
19h Em Pedaços

05/05 SÁBADO
16h No Caminho do Superendividamento Sessão + Debate
17h Em Pedaços
20h Híbridos, os espíritos do Brasil

09/05 4ª FEIRA
19h Em Pedaços

10/05 5ª FEIRA
17h Híbridos, os espíritos do Brasil
19h Cartas para um ladrão de livros

11/05 6ª FEIRA
17h Em Pedaços
19h Cartas para um ladrão de livros

12/05 SÁBADO
17h Torquato Neto – Todas as horas do Fim
19h Cartas para um ladrão de livros.
Sessão seguida de debate com os diretores

16/05 4a FEIRA
17h Bye Bye Jaqueline

17/05 5a FEIRA
17h Bye Bye Jaqueline
19h Legítima Defesa

18/05 6a FEIRA
17h Bye Bye Jaqueline (SESSÃO COM ACESSIBILIDADE)
19h Legítima Defesa 
Sessão seguida de debate com a roteirista + convidados

19/05 SÁBADO
17h Legítima Defesa
19h Em Pedaços


Sinopse e Ficha Técnica dos Filmes.

TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM

Data de lançamento 8 de março de 2018 (1h 28min)
Direção: Eduardo Ades, Marcus Fernando
Elenco: Torquato Neto, Caetano Veloso, Gilberto Gil  mais
Gênero Documentário
Nacionalidade Brasil
Não recomendado para menores de 12 anos
Documentário sobre a trajetória de vida do poeta, cineasta, compositor e jornalista Torquato Neto. O longa-metragem acompanha da infância do artista em Teresina, sua cidade natal, até seu aniversário de 28, quando tirou sua própria vida após deixar colaborações indeléveis em movimentos artísticos como a Tropicália. O ator Jesuíta Barbosa dá vida a poemas e outros escritos de Torquato.
Distribuidora: Vitrine Filmes


HÍBRIDOS, OS ESPÍRITOS DO BRASIL
Data de lançamento 15 de março de 2018 (1h 25min)
Direção: Vincent Moon, Priscilla Telmon
Elenco: atores desconhecidos
Gênero Documentário
Nacionalidades Brasil, França
Não recomendado para menores de 12 anos
O documentário faz um estudo experimental e etnográfico sobre os cultos religiosos do Brasil atual. Além disso, é também uma pesquisa sobra as formas de fazer cinema hoje e o desafio de representar o que é, aparentemente, invisível.
Distribuidor Descoloniza Filmes

EM PEDAÇOS
Data de lançamento 15 de março de 2018 (1h 46min)
Direção: Fatih Akin
Elenco: Diane Kruger, Denis Moschitto, Numan Acar
Gêneros Drama, Suspense
Nacionalidades Alemanha, França
Não recomendado para menores de 16 anos
Após cumprir pena por tráfico de drogas, o turco Nuri Sekerci (Numan Acar) leva uma vida amorosa e tranquila com a esposa Katja Sekerci (Diane Kruger) e o filho Rocco na Alemanha. Certo dia ele e o menino estão no escritório e morrem vítimas de uma explosão criminosa, tragédia que deixa Katja sem chão. Ela batalha na justiça pela punição dos culpados, um casal neonazista, e, insatisfeita com o desenrolar do caso, decide pela vingança com as próprias mãos.
Título original: Aus Dem Nichts
Distribuidor: Imovision

CARTAS PARA UM LADRÃO DE LIVROS
Data de lançamento 1 de março de 2018 (1h 34min)
Direção: Carlos Juliano Barros, Caio Cavechini
Elenco: atores desconhecidos
Gênero Documentário
Nacionalidade Brasil
Não recomendado para menores de 12 anos
Laessio Rodrigues de Oliveira, ex-ajudante de pizzaiolo em São Bernardo do Campo, SP, estampou diversas vezes o noticiário policial por uma série de crimes curiosos: ele era maior ladrão de livros raros do Brasil. Depois de comandar o esquema até de dentro da cadeia, o fã incondicional de Carmen Miranda decide contar tudo de cara limpa.       
Distribuidor: Boutique Filmes

BYE BUYE JAQUELINE
SINOPSE: Ter 16 anos é fácil. O difícil é ter 16 anos, ser obrigada a ir à escola e acabar se apaixonando pelo menino mais popular do grupo. Isso acontece com Jaqueline. Seus maiores problemas circulam entre as dificuldades de ir à escola, o treino de vôlei e sua paixão não correspondida por Fernando. A melhor parte do seu dia acaba sendo ficar ao lado de sua melhor amiga, Amanda, mas uma confidência entre elas pode acabar com essa amizade. Para complicar ainda mais o dia a dia, M archesi, amigo de Fernando, parece estar apaixonado por Jaque e fará de tudo para conquista-la. A vida segue seu curso a medida que segredos são revelados, sentimentos magoados e relações abaladas.
Classificação indicativa: 12 anos
Tempo de Duração do Filme: 93 minutos
Distribuidora:  Lança Filmes

LEGÍTIMA DEFESA
Legítima Defesa conta as histórias de três mulheres que, como tantas outras, foram vítimas de constantes agressões físicas e psicológicas por parte de seus companheiros. Porém, contrariando as estatísticas e o destino comum à maioria, elas reagem, e matam o homem que amavam para sobreviver. Acusadas de homicídio, essas mulheres enfrentam o julgamento da Justiça, da sociedade e o delas próprias, enquanto tentam reconstruir suas vidas.
Direção -  Susanna Lira
Produção Executiva - Leda Stopazzolli  ( Mera Semelhança e Ocean Films )
Roteiro - Sara Stopazzolli , Susanna Lira
Direção de Fotografia - Igor Cabral, Janice D?Avila
Edição - Célia Freitas, edt
Som Direto- Tito Gomes
Música- Flávia Tygel



Sobre o Cine Matilha:
O Cine Matilha é um ambiente "pet-friendly" e recebe  constantemente o público com seus pets . O espaço possui 68 lugares, além de 2 lugares para cadeirantes. 
Programação gratuita mediante a doação de 1 kilo de alimento não perecível, roupas, brinquedos, livros e produtos para higiene pessoal para crianças e adultos.

Sobre a Matilha Cultural:
Com nove anos completados em maio de 2017, a Matilha Cultural é uma entidade independente e sem fins lucrativos instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. Integra um espaço expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas socioambientais do Brasil e do mundo.

MATILHA CULTURAL - www.matilhacultural.com
Rua Rego Freitas, 542 - São Paulo - Tel.: (11) 3256-2636
Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h
Wi-fi grátis. Cartões: VISA (débito/ crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

Matilha Cultural foi indicado ao Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura na Categoria Instituição Cultural 2018.

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Informações para a Imprensa
Patrícia Rabello e Andréa Antonacci
Fones: (11) 98196-9290/98276-9622