Jean-Luc Godard (1930) é um cineasta francês, um dos principais nomes da Nouvelle Vague que revolucionou a forma de fazer e pensar cinema, no final da década de 50 e nos anos 60. Nascido em Paris, França, no dia 3 de dezembro de 1930, filho de um médico que chefiava uma clínica na Suíça, e neto de banqueiro suíço, passou parte de sua infância e adolescência em Genebra. Licenciou-se em Etimologia na Universidade de Paris.
Em 1950, Godard entrou em contato com André Bazin, François Truffaut, Jacques Rivette, Éric Rohmer e Claude Chabrol, com os quais formaria o núcleo de diretores da Nouvelle Vague do cinema francês, movimento que se propunha renovar a cinematografia e valorizar a direção. Seu primeiro curta foi “Operation Béton” (1955). Depois de vários curtas, assombrou o mundo com o primeiro longa-metragem “Acossado” (1959), rodado com um orçamento baixíssimo, em que adotou inovações narrativas e fez uso de uma câmera de mão rompendo as regras usadas até então. O longa que teve como protagonistas Jean-Paul Belmond e Jean Seberg foi um dos primeiros filmes da Nouvelle Vague.
Por alguns anos, Godard mostrou em seus filmes uma duplicidade existencial como em “Viver a Vida” (1962), “O Pequeno Soldado” (1963) e “O Desprezo” (1963), este baseado um uma história do romancista italiano Alberto Moravia, que marcou seu único filme ortodoxo e comparativamente caro. Gradualmente, os filmes de Jean-Luc Godard foram perdendo seu aspecto dramático e se converteram em um instrumento político e social. São desse período: “Longe do Vietnã” (1967), “Pravda” (1969), um documentário que trata da invasão soviética da Tchecoslováquia, “Vento do Oriente” (1969) e “Até a Vitória” (1970).
Durante a década de 70, Godard dirigiu vários filmes para a televisão. Entre 1980 e 1988, Godard fez também para a televisão a série “Histórias do Cinema”, onde mostra sua personalíssima visão sobre essa arte no século XX. Ainda na década de 80, o trabalho mais notável de Godard foi a trilogia: “Passion” (1982), “Prénom Carmen” (1983) e o polêmico “Je Vous Salue Marie” (1984), que foi proibido no Brasil por fazer uma livre reinterpretação da vida da Virgem Maria.
Jean Luc Godard recebeu vários prêmios, entre eles: “Urso de Ouro”, no Festival de Berlim, por “Alphaville” (1965), “Urso de Prata Especial”, no Festival de Berlim, por “Charlotte et son Jules” (1960), “Urso de Prata de Melhor Diretor”, no Festival de Berlim, por “À Bout de Souffe” (1959), o “Leão de Ouro” do Festival de Veneza, por “Prenome Carmem” (1983”, duas nomeações ao “César”, na categoria de Melhor Filme e de Melhor Realizador, por “Suave Qui Peut” (1979) e “Passion” (1982) e o “Oscar Honorário, em 2010.
Fiquem agora, com seus...
Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) ruma para Paris. No caminho mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, e em Paris persuade a relutante Patricia Franchisi (Jean Seberg), uma estudante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele fica escondido no apartamento de Patricia, onde conversam, namoram, ele fala sobre a morte e ela diz que quer ficar grávida dele.
Angela é uma bela jovem que trabalha como stripper numa casa noturna, a Zodiac, e vive com seu amante, o vendedor de livros Émile Récamier. Seu maior desejo é o de ter um filho mas, toda vez que coloca o assunto para Émile, este não aceita a ideia. O grande prazer do jovem parece ser estar com sua bicicleta, que ele a usa até dentro do pequeno apartamento onde moram. Certa noite, ao verificar que se encontra no melhor dia de seu período fértil, ela aguarda ansiosa a chegada de Émile para mais uma investida, já que não está a fim de perder aquela oportunidade. Ao chegar em casa, depois de mais um exaustivo dia na livraria, Émile não quer outra coisa além de assistir pela TV a um jogo de futebol.
Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, Nana é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette (Guylaine Schlumberger), uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresentará a Raoul (Saddy Rebot), que se converterá em seu cafetão. A partir desse momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.
Na Itália uma equipe grava sob direção de Fritz Lang um filme baseado na Odisseia, de Homero. Camille (Brigitte Bardot) é casada com Paul (Michel Piccoli), um escritor que foi contratado pelo produtor americano Jeremy (Jack Palance) para escrever o roteiro por 10 mil dólares. O desprezo de Camille começa quando ela passa a acreditar que o marido tentou vendê-la ao produtor, quando ele insiste para que a bela mulher fique sozinha com Jeremy. Uma série de mal-entendidos faz com que a relação do casal vá se fragmentando.
Arthur (Claude Brasseur), Odile (Anna Karina) e Franz (Sami Frey) formam o triângulo do filme. Franz é um rapaz boa pinta que conhece Odile em uma aula de inglês. Ela vive em Joinville e conta para o jovem que o seu patrão guarda uma fortuna no quarto. Interessado pela grana, Franz resolve falar com seu amigo Arthur, que está devendo dinheiro para o tio. Os dois rapazes vão seduzir a moça e tentar convencê-la a auxiliar no roubo.
Ferdinand e Marianne, antigos amigos, se reencontram e passam a noite juntos. Marianne prefere chamá-lo de Pierrot. Quando amanhece, um cadáver encontrado no apartamento e uma história meio sinistra sobre uns gangsteres os obrigam a fugir. Depois de muitas loucuras, eles acabam numa praia. Marianne se cansa de tudo, trai Ferdinand com o chefe dos gangsteres e morre por isso. Ferdinand pinta o rosto de azul, amarra explosivos na cabeça, acende o pavio, se arrepende tarde demais.
A estranha cidade de Alphaville é o alvo de uma investigação comandada pelo agente Lemmy Caution (Eddie Constantine), que parte para o local após o insucesso de outros agentes na região. Ao chegar à cidade, controlada pelo computador Alpha 60 – que age como um ser onipresente, capaz de ver a tudo e a todos -, o agente parte em busca do professor Von Braun, para convencê-lo a destruir a famosa máquina, que simplesmente aboliu os sentimentos dos habitantes locais. Curiosamente, Caution encontra em seu caminho a jovem Natacha (Anna Karina), filha do professor, que servirá como guia em sua empreitada.
Paul tem 21 anos. Tendo acabado de prestar o serviço militar, ele é um jovem tímido, desajeitado, mas preocupado em se integrar, um idealista simpatizante do movimento contra a guerra do Vietnã. ,Seu amigo, Robert, é politicamente engajado, seguro da legitimidade de suas convicções, militante entusiasta que só se acha à vontade com aqueles que, como ele, pretendem mudar o mundo. Madeleine, que deseja tornar-se cantora, tem a mesma idade dos dois rapazes. Ela é um produto perfeito da sociedade de consumo, seguindo cegamente todas as modas e solicitações do meio em que vive. Esses jovens, 'filhos de Marx e da geração Coca-Cola', confrontam-se com os problemas do mundo dos anos anos 60.
Um casal ambicioso e inescrupuloso planeja uma viagem ao interior da França, na tentativa de conseguir uma herança. No meio do caminho, encontra estradas completamente engarrafadas, acidentes automobilísticos graves, personagens de histórias infantis e guerrilheiros. O que se segue é uma constante e complexa reflexão sobre o modo de vida burguês e os contrastes sociais sublinhados pela sociedade de classes.
Em Paris, em um apartamento, cinco jovens estudam o pensamento marxista-maoísta em meio a centenas de manuais vermelhos. Véronique, estudante de filosofia em Nanterre, é a cabeça-pensante do grupo. Para ela, todos os problemas ligados ao modo de pensar e à moral devem ser colocados em termos imediatos e concretos. Assim, ela cria uma célula comunista que reúne Guillaume, ator que vai aprofundar o caminho que o conduzirá a um teatro verdadeiramente socialista, e Henri, um cientista que trabalha para um instituto de economia. Durante o período de férias, Kirilov, um pintor russo, e Yvonne, uma camponesa que chegou à Paris para trabalhar como faxineira e que terminou na prostituição, juntam-se ao grupo.
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terça-feira, 22 de maio de 2018
JEAN-LUC GODARD - 10 FILMES ESSENCIAIS
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Entrada Franca: Filmworks Film Festival 2018
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FOLHAS MORTAS (1956) - FILM REVIEW
Joan Crawford é uma atriz lendária. Não só pelo talento, e pelos filmes, mas por sua richa com a atriz Bette Davis (que virou recentemente uma série) e seus problemas familiares. Foi casada quatro vezes. Os três primeiros casamentos foram com os atores Douglas Fairbanks Jr., Franchot Tone e Philip Terry e o quarto com o empresário Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola e de quem ela ficou viúva em 1959, exercendo por vários anos o cargo de presidente do conselho da empresa. Não teve filhos mas adotou quatro crianças: Christina, Christopher e as gêmeas Cynthia "Cindy" e Cathy.
No seu testamento escrito pouco tempo antes de sua morte, Joan Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna, avaliada em cerca de dois milhões de dólares, aos outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller em que descreve Joan como péssima e abusiva mãe, dela e de seu irmão. Segundo Christina, a mãe era obcecada por limpeza e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford.
E quando um nome como Robert Aldrich se une a Joan, toda nossa atenção precisa ser voltada para o resultado. Aldrich nos deu filmes como O Imperador do Norte , Doze condenados, O Que Aconteceu com Baby Jane?, Vera Cruz , Morte num beijo, então...todo trabalho do diretor merece nossa atenção.
Aldrich era um workaholic, chegando a fazer dois filmes por ano. E Folhas mortas não fugiu a regra (fez Morte Sem Glória no mesmo ano). O filme, que lhe rendeu Leão de Prata de Direção no Festival de Berlim, conta a história de uma mulher (Joan) de meia-idade cuja vida carece de amor e afeto. A sua existência solitária muda quando ela conhece Burt Hansen, um carismático jovem. Tão cedo quanto Burt a conquista e pede sua mão em casamento, surge a desconfiança de que o noivo de Millicent sofre de sérios transtornos mentais. As coisas complicam ainda mais para Millicent quando uma mulher alegando ser a primeira esposa de Hansen bate à sua porta.
Confiram abaixo a resenha do filme (com spoilers obviamente):
Millicent Wetherby (Crawford) é uma mulher solteira e solitária que passa o dia trabalhando como estenógrafa, no condomínio onde mora. Quando um de seus clientes lhe presenteia com um ingresso para um concerto, como reconhecimento por um trabalho bem feito, ela o assiste sozinho. A música melancólica a faz relembrar de um tempo, anos atrás, quando ela sacrificou o amor de um pretendente, em potencial, para cuidar de seu pai doente. Depois do concerto, ela entra num Café, repleto de clientes, e se senta na última mesa disponível. Numa máquina de jukebox ela escolhe a canção “Autumn Leaves". Burt Hanson, um jovem bem apessoado, entra no Café e, percebendo um lugar vago na mesa de Milly, pede licença para se juntar a ela. Depois que Milly relutantemente consente, numa tentativa de puxar conversa, Burt comenta que ela parece solitária e afirma que, tendo sido dispensado do exército, mudou-se para Los Angeles em busca de emprego. Algum tempo depois, quando Milly se prepara para deixar o Café, Burt insiste em acompanhá-la até a casa dela e a convida para a praia no dia seguinte. Embora inicialmente relutante, Milly termina aceitando o convite e, na manhã seguinte, os dois vão à praia e acabam se abraçando apaixonadamente. Porém, mais tarde, o adverte para sair com alguém de sua idade, pedindo-lhe para não voltar a procurá-la.
Um mês depois, ao entrar em seu condomínio, ela ouve a canção “Autumn Leaves" vindo de seu apartamento e, ao chegar em casa, ela encontra Burt que a espera. Quando ele a convida para um filme e um jantar em comemoração ao seu novo emprego em uma Loja de Departamentos, Milly hesita até que ele lhe assegura que está se encontrando com mulheres da idade dele, achando-as todas muito jovens. Durante o intervalo do filme, Burt abruptamente anuncia que deseja se casar com ela e a pressiona por uma resposta. Atordoada, Milly o chama de impulsivo e insiste em voltar para casa. No entanto, quando ele se despede e começa a ir embora, ela muda de ideia e aceita sua proposta. Impaciente, Burt sugere que se casem no México no dia seguinte, mas quando ele afirma, na licença de casamento, que Chicago é seu local de nascimento, Milly mostra-se confusa porque ele antes lhe contara que nascera em Wisconsin.
Duas semanas mais tarde, Burt a cobre com presentes e afirma ter sido promovido a gerente. Quando um dos clientes de Milly, Coronel Hillyer, a procura para deixar um manuscrito, Burt discute suas experiências de combate com o oficial, deixando Milly perplexa, que acreditava que seu marido teria servido em uma divisão de não combatentes. Depois que Burt sai para o trabalho, uma senhora bate à porta e se apresenta como sendo sua ex-mulher, Virginia. Como Burt lhe havia dito que nunca se casara, Milly afirma que deve haver um engano, até que Virginia lhe mostra uma fotografia de Burt com o pai, que ele alegara estar morto. Virgínia explica que Burt a abandonou depois de ser acusado de furto e que ela e o pai chegaram à Los Angeles para encontrá-lo. Em seguida, ela entrega à Milly um documento de propriedade que Burt precisa assinar. Depois de avisá-la que ele é um mentiroso inveterado, Virginia vai embora deixando Milly enojada e com medo.
Pouco tempo depois, perturbada, Milly visita o pai de Burt em seu hotel. Na ocasião, fingindo preocupação com o filho, o Sr. Hanson avisa Milly que Burt é uma alma perdida que deve ser institucionalizada. Depois que Milly vai embora, Virginia procura seu ex-sogro e o abraça carnalmente. Quando Burt chega do trabalho, Milly lhe diz que descobriu que ele é um auxiliar de escritório e não um gerente, e o acusa de roubar os presentes que ele lhe deu. Quando ele fica a olhar para ela, espantado, Milly lhe pergunta por que ele nunca lhe falou sobre Virginia. Mostrando-se agitado, ele lhe diz que o casamento não significava nada para ele e relembra o dia em que voltou para casa mais cedo, para surpreender Virginia, desmaiando em seguida. Quando Milly insiste que ele deve procurar o pai, Burt derrama-se em lágrimas, mas finalmente atende ao seu desejo.
No dia seguinte, ela vai ao hotel para falar com o Sr. Hanson e o encontra à beira da piscina aos abraços com Virginia. Percebendo a extensão da traição de seu sogro, Milly se esconde no corredor enquanto os pombinhos sobem para sua suíte. Logo depois, Burt chega ao hotel, e quando descobre que ele está indo ver o pai, Milly tenta fazer algo para poupar o marido. No entanto, ao chegar ao andar do Sr. Hanson, ela encontra Burt caído junto à porta da suíte. Ao voltar para casa, ele mostra-se retraído e pouco comunicativo. Logo depois, Virginia e o Sr. Hanson chegam e pedem para vê-lo. Enquanto Burt ouve às escondidas, Milly ordena que eles vão embora, mas o Sr. Hanson ameaça entregar o filho, a menos que ele passe a propriedade que herdou de sua falecida mãe para o nome de Virginia.
Milly bate a porta de seu apartamento, chamando-os de monstros, sendo acusada por Burt de estar agindo contra ele. Enfurecido, ele a derruba com um soco e, em seguida, esmaga sua mão com uma máquina de escrever. Depois que ela grita em agonia, Burt lhe implora seu perdão. As lesões de Milly são tratadas pelo Dr. Masterson, que recomenda que Burt seja visto pelo Dr. Malcolm Couzzens, um psiquiatra. Ela resiste aos conselhos dele até uma noite, quando Burt revive a traição de Virgínia e começa a soluçar incontrolavelmente. No dia seguinte, uma angustiada Milly procura o Dr. Couzzens, que diagnostica Burt como portador de esquizofrenia, aconselhando sua internação. Quando o psiquiatra adverte que Burt está regredindo à infância, Milly finalmente concorda em interná-lo, embora tema que, uma vez curado, ele não venha mais precisar dela. Meses depois, ela recebe uma carta informando-a que Burt vai receber alta do sanatório. Certa de que ele, a essa altura, já não mais a ama, ela vai ao sanatório se oferecer para enviar suas roupas e se despedir. Ao deixar a instituição, no entanto, ela é seguida por Burt que, ternamente, beija sua mão ferida e a abraça.
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terça-feira, 15 de maio de 2018
MORREM MARGOT KIDDER E ROBERTO FARIAS
Duas grandes perdas para o cinema
Margot Kidder, atriz que interpretou Lois Lane em Superman, morre aos 69 anos
De acordo com o porta-voz da casa funerária que está atendendo o caso, a atriz teria falecido em casa e a causa do óbito ainda é desconhecida.
A atriz ficou mundialmente famosa ao interpretar Lois Lane, o par romântico do Super-Homem interpretado por Christopher Reeve (1952-2004) em 'Superman: O Filme' (1978) e nos três filmes que formaram a franquia. Ainda com duas produções não lançadas, Margot também teve em sua carreira papéis em 'Irmãs Diabólicas', 'Terror em Amytiville', 'Halloween II', além de uma participação em 'Smallville', entre outras produções televisivas e peças de teatro.
Margot também travou uma batalha pública contra o transtorno bipolar. Ela chegou inclusive a virar sem-teto em 1996. Como figura pública, tornou-se porta-voz e representante da causa das pessoas que sofrem de transtornos mentais.
Kidder foi casada por três vezes, com o roteirista Thomas McGuane, com quem teve uma filha, com o diretor Philippe de Broca (1933-2004) e com o também ator John Heard (1946-2017).
Morreu no fim da manhã desta segunda-feira o cineasta Roberto Farias. Irmão do ator Reginaldo Faria, Roberto tinha 86 anos, quase todos dedicados à sétima arte, seja como ator, roteirista, diretor e produtor. Ele lutava contra um câncer de próstata há cerca de cinco anos.
Aos 8 anos montava um "cineminha" na sua casa usando caixas de sapatos. Do cinema para a fotografia foi um pulo fácil e ele veio de Friburgo para cursar Belas Artes no Rio de Janeiro ou fazer Arquitetura, mas seu destino e preferência sempre foi o cinema. Em toda a sua carreira, Roberto foi assistente, montador, roteirista, produtor e distribuidor, mas nunca foi ator.
O começo foi na Companhia Atlântida para onde foi levado por Watson Macedo para ser assistente de direção. A estreia foi no drama Maior que o Ódio, dirigido por José Carlos Burle. Fez quase 10 filmes como assistente de direção ou de produção até estrear como diretor em 1957 com Rico Ri à Toa, uma chanchada estrelada por Zé Trindade onde além de dirigir ele também foi o autor do roteiro e dos diálogos.
Em 1960, com o policial Cidade Ameaçada, ganhou vários prêmios e se tornou um dos mais respeitados cineastas brasileiros, posição que ele viria a sacramentar com Assalto ao Trem Pagador, em 1962.
Na década de 1960 fundou com os irmãos a produtora R.F.Farias, uma das mais importantes do país. Ele se tornou um diretor popular ao filmar a trilogia de filmes com Roberto Carlos, que começou em 1968 com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e terminou em 1971 com A 300 km por hora.
Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilme. Na TV Globo fez, em 1965, "Câmara Indiscreta"; mais tarde dirigiu as minisséries A Máfia no Brasil, As Noivas de Copacabana, Contos de Verão e Memorial de Maria Moura, além dos programas "Você Decide", "Brava Gente", "Sob Nova Direção" e "Faça a Sua História"
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sexta-feira, 11 de maio de 2018
Dicas de fim de semana. Vá de Metrô!
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quarta-feira, 2 de maio de 2018
Confira a programação e debates no Cine Matilha
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