sábado, 15 de agosto de 2015

VERMES por Dimitri Fraguas Kozma Junior


Filme corajoso que narra a insana história de pessoas segregadas em uma atmosfera decadente e surreal. Quem são os verdadeiros vermes?
O PROJETO
QUAL É NOSSA CAUSA? OU (QUE LOUCURA TOMOU CONTA DE NOSSAS MENTES?)
Produzir o primeiro longa-metragem surrealista brasileiro e provar que é possível produzir um filme independente com a máxima qualidade e o mínimo de verba, quando se conta com uma equipe extremamente apaixonada pelo projeto. A ideia é converter nosso amor pelo cinema em um filme que poderá mudar sua visão sobre o mundo.
VERMES será produzido a partir de um esquema ambicioso e corajoso de gravação em sete dias sequenciais, e com isso, mostrar que a produção independente tem potencial criativo e força suficiente para mover parte da engrenagem audiovisual nacional.
QUEM SOMOS NÓS? OU (DE ONDE VIEMOS E PRA ONDE VAMOS?)
VERMES é o primeiro longa-metragem dos cineastas Dimitri Kozma e Geisla Fernandes, diretores que tiveram destaques em festivais nacionais e internacionais com seus primeiros trabalhos autorais. O projeto conta também na produção com Renata Moura, que já participou de longas metragens como CarandiruBróder eAvanti Popolo.
DO QUE SE TRATA O PROJETO? OU (EM QUE VAMOS INVESTIR SUA COLABORAÇÃO?)
VERMES narra a insana história de pessoas segregadas em uma atmosfera decadente e surreal. Sem consciência da realidade ou porquê estão naquele lugar, cada um cria sua interpretação dos fatos. Enquanto conhecemos o complexo passado destas pessoas, a convivência forçada traz a deterioração e a quebra de todos os crivos de sanidade que ainda restavam.
SINOPSE
Lúcio sofre um acidente doméstico no início da trama e acorda com amnésia. Perdido em um hospital psiquiátrico abandonado, ele procura pela saída, quando é surpreendido por estranhos moradores. Logo percebe que a comunicação, interação e até mesmo a condição espaço-temporal do lugar e de seus habitantes são vivenciadas de forma desordenada e surreal.
Acontecimentos enigmáticos prendem Lúcio na velha instituição, onde os internos afirmam que o mundo exterior foi contaminado pelo verme da loucura.
Durante sua busca pela verdade, ele compartilha as angústias com os outros indivíduos em uma atmosfera desconfortável. A experiência que Lúcio terá durante este convívio irá afetar de forma irreversível tanto sua vida, quanto a dos outros.
Quando Lúcio sai da instituição, ele fica de frente com o seu maior desafio.
O TEMA POR TRÁS DO ENREDO OU (ONDE QUEREMOS CHEGAR COM ESSE PROJETO?)
No passado, a sociedade chamou de loucura determinados comportamentos inaceitáveis dentro da sua lógica. Em consequência disso, os loucos foram trancafiados, segregados, não só para evitar a contaminação do mundo, mas também para esta mesma sociedade não ter que lidar com a loucura. De lá pra cá, muitos definharam em consequência de julgamentos ou tratamentos errôneos, até que medidas foram tomadas.
O tempo passou, mas ainda não descobrimos respostas para questões que permanecem atuais: Quem são os loucos? Qual é a linha que define o que é insano?
Vermes é um filme principalmente sobre a loucura, o abandono e a transformação. Mas outros temas são abordados de forma que fomentem a reflexão sobre assuntos pertinentes à nossa realidade. Através da exposição íntima do cotidiano dos personagens, falaremos sobre questões como o poder da mídia em alienar as pessoas; os desvios comportamentais; medidas de isolamento e a angústia causada pela segregação.
ESCOLHAS NARRATIVAS
O drama acontece em um universo surrealista próprio, ambientado em situações sem definição de tempo e espaço. O médico que perdeu a memória e três pacientes lidam com situações extremas, alheias à realidade exterior. E diante desse universo rico em explorações de sentido, o nosso foco são os indivíduos, suas histórias de vida e a relação que se cria entre eles.
A narrativa propõe ser entendida por todos os espectadores, em diferentes níveis de interpretação. Por fim, tencionamos fazer com que esta obra cinematográfica fique na cabeça do espectador por muito tempo, que gere discussões e reflexões sobre o que somos e o que fazemos em nossa sociedade.
Os planos serão definidos de acordo com os surtos de insanidade dos personagens. Utilizaremos planos fixos e planos sequência em momentos mais lúcidos e gradativa degradação e granulação da imagem, com planos mais soltos e cortes frequentes nos momentos de alucinações. Refletiremos o estado de espírito dos personagens também utilizando nestes momentos lentes distorcidas como a “fisheye”, causando um certo desconforto e estranheza.
DIREÇÃO
Durante todo o processo, desde a criação do argumento, roteiro, pré-produção, até a realização do filme, contamos e continuaremos contando com consultoria de especialistas da área, psiquiatras e psicólogos, para que possamos retratar as histórias e relações entre os personagens da forma mais realista possível, contrastando com o universo fantástico que apresentamos.
Para a direção, utilizaremos influências do cinema surrealista de Luis Buñuel, Alejandro Jodorowsky e David Lynch, que nos apresentam mundos impossíveis, porém críveis e dinâmicos. Teremos toques do realismo do chamado “cinema novo” e referências documentais de escritores como Antonin Artaud, Oliver Sacks, Daniela Arbex, Luciana Hidalgo e Michel Foucault, entre outros.
A história da loucura foi construída por passagens curiosas e intrigantes relacionadas à mente humana, comportamento social e cultural nas sociedades ao longo do tempo. Nascido em 1911, o artista plástico brasileiro Arthur Bispo do Rosário por exemplo, provou mundialmente que transtornos mentais nem sempre anulam o potencial de uma pessoa. Ele passou mais de 50 anos de sua vida inserido no contexto excludente de instituições psiquiátricas onde produziu obras que o consagraram como referência da Arte Contemporânea brasileira.
Temos também que passar pelo ano de 1937 e citar o escritor, ator, dramaturgo e diretor de teatro francês Antonin Artaud, que foi trancafiado em um hospício por ter desafiado a lógica regente. Ele foi submetido à tratamentos de eletrochoque que prejudicaram em definitivo sua memória, seu corpo e seu pensamento. Artaud escrevia cartas para tentar manter-se lúcido, sendo que uma vez escreveu: “Não quero que ninguém ignore meus gritos de dor e quero que eles sejam ouvidos”.
A nosso modo, queremos externar tais gritos aos ouvidos dos espectadores deste filme. A pessoa que sofre transtornos psíquicos tem a realidade transformada em universos completamente diferentes dos parâmetros considerados normais, todavia, críveis em sua mente. Estes são assuntos fascinantes e, ao mesmo tempo, assustadores.
A tênue linha que separa a genialidade artística da loucura também permeia diversos questionamentos: Quais são os parâmetros de julgamento? A cultura de um povo é sua verdade única e inquestionável? Será que a realidade em que estamos vivendo não pode ser fruto de nossa própria insanidade? Como é que a sociedade e seus vícios interferem na degradação de seres humanos? A sociedade prefere a segregação e alienação dos indivíduos que não se enquadram no perfil estabelecido e os consideram párias, parasitas, vermes.
No filme vemos e nos identificamos com estes personagens que estão vivendo segregados por alguém que decidiu que eles não poderiam mais estar soltos, que deveriam ser colocados à margem da sociedade. Mas quem serão os verdadeiros vermes? Vamos responder diversas destas questões no filme, mas também queremos deixar outras levantadas para fomentar a discussão.
DIREÇÃO DE ARTE
Para a direção de arte, utilizaremos a estética do abandono, com uma locação ampla e outrora bela, porém esquecida pelo tempo, com plantas que cresceram descontroladamente.
Escolheremos uma instituição abandonada, assim como os personagens, ou seja, um local onde a higiene está comprometida, há sujeira e pó aparente, falta de alimentos e por onde os personagens vão transitar se sentindo desconfortáveis, do mesmo modo que eles sempre foram tratados.
Para a iconografia e objetos de cenas, utilizaremos flores mortas, frutas secas, carcaças de animais apodrecidos, vidros quebrados, grandes máquinas velhas fora de uso, comidas emboloradas, espinhas de peixes, entre outros, como símbolos das emoções dos personagens e como camadas adicionais de interpretação à trama principal.
As deturpadas realidades de cada um dos internos serão sutilmente sugeridas na direção de arte, com as tonalidades de cores presentes nas cenas e objetos cuidadosamente aplicados no cenário, sugerindo possíveis interpretações alternativas aos fatos mostrados em primeiro plano e indicando de quem é aquela “realidade” que está sendo vista. Cada um dos personagens terá uma cor predominante de sua personalidade e mesmo quando elas se fundem, sutilmente pode ser percebida sua influência.
DIREÇÃO DE ATORES
Os diálogos e atuação em geral sempre seguirão a linha naturalista. Os atores farão uma extensa preparação para “viverem” as vidas daquelas pessoas, pois a prioridade é a credibilidade, mesmo que em alguns momentos as situações beirem o inimaginável, os personagens se manterão realistas, críveis e humanos.
Para a preparação de elenco contaremos com o apoio de uma profissional que durante anos atuou em diversas instituições para doentes mentais e que lutou para que os atendimentos fossem humanizados.
EM QUE PÉ ESTÁ O PROCESSO? OU (O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA TIRAR ESSA IDEIA DO PAPEL?)
A etapa de desenvolvimento iniciou-se em Fevereiro de 2014, nela, após profundas pesquisas sobre o tema, concretizamos a produção do argumento e tratamentos iniciais para o roteiro do filme. Atualmente, trabalhamos rumo ao tratamento definitivo de roteiro e em paralelo, partimos para a criação e produção do material gráfico e definição da equipe.
TRANSPARÊNCIA FINANCEIRA OU (PRESTAÇÃO DE CONTAS)
Como podem observar na planilha, a maior parte dos gastos será aplicado na produção e arte do filme. A equipe técnica, diretores e produtores não irão receber um centavo do dinheiro arrecadado no Catarse. Além disso, toda a verba adicional além da meta, será aplicada no filme.
Uma boa parte da verba já foi levantada por meio de recursos próprios da equipe. O que pedimos no Catarse é o valor que falta para que o filme seja realizado.
A paixão pela arte e pelo cinema nos move a trabalhar de graça para contar esta história.
NOTÍCIAS, CURIOSIDADES, PROJETO COMERCIAL:
COMO SERÁ FEITA A ENTREGA DAS RECOMPENSAS?
As recompensas serão entregues via Correios com frete grátis. Se o apoiador preferir retirar pessoalmente também será possível, na cidade de São Paulo. Em recompensas presenciais, como participação nas gravações, as despesas de transporte e hospedagem, se necessárias, são de responsabilidade do investidor.
A ORBE FILMES
Contamos com a sua ajuda. Vamos embarcar juntos nesta jornada.
Muito obrigado! Equipe Vermes

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