quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

1 a 15 de março: Ocupação Angel Vianna, mostras de cinema e muito mais





Foto: autor desconhecido/acervo Angel Vianna


Ocupação Angel Vianna

A programação expositiva do ano no instituto tem início com um dos principais nomes da história da dança no Brasil, a bailarina e coreógrafa Angel Vianna.
A mostra revela momentos importantes de sua carreira e celebra, por meio de vídeos, fotos e documentos, a energia e a sensibilidade de uma artista que, prestes a completar 90 anos, permanece ativa e deixando-se instigar pelo mundo.
Saiba mais

Foto: Tom Jobim
Programação de dança
São duas peças que dialogam com a Ocupação Angel Vianna:Ferida Sábia, que explora o universo feminino e tem participação da bailarina, e Amanhã É Outro Dia, que relaciona a chegada de Angel Vianna ao Rio de Janeiro à história da dança no Brasil.

Saiba mais

Foto: Emma Beverley
5ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro 
A mostra, que acontece entre os dias 1º e 11 de março em São Paulo, apresenta no Itaú Cultural o espetáculo britânico sal., ciclo de debates, masterclass e seminário.

Saiba mais

Frame do curta Peripatético, de Luiz Augusto Moura
Mostras de cinema 
A 4ª edição da Mostra Curtas Premiados apresenta, de 6 a 8 de março, 16 curtas – entre ficções, animações e documentários. Nos dias 13, 20 e 27 acontece a Mostra de Longas Premiados, com a exibição de seis longas-metragens brasileiros.

Saiba mais

Foto: André Seiti
Véio – a Imaginação da Madeira 
A exposição homenageia o escultor Véio – nascido no interior de Sergipe –, que trabalha com madeira e cria peças de dimensões variadas, indo de um palito de fósforo até troncos grandiosos.

Saiba mais

ACONTECEU NAQUELA NOITE (1934) - FILM REVIEW



Em mais um mês de resgate de grandes diretores, a Classic line disponibiliza alguns títulos do saudoso Frank Capra. Vamos hoje falar um pouco da sua vida e dar mais detalhes do filme Aconteceu naquela noite, a oscarizada produção deste, que é considerado um dos maiores diretores do cinema.


Francesco Rosario Capra foi um italiano, nascido na Sicília em 1897. Filho de um plantador de frutas, ele tinha 6 irmãos. E não teríamos hoje tantos grandes filmes para desfrutar se um dos irmãos de Capra não tivesse ido para Los Angeles ganhar a vida.  Anos depois de sua partida, o rapaz mandou uma carta à família, e nela dizia que não voltaria mais. E na carta relatou como foi sua jornada até Los Angeles, bem ao estilo Ben Hur (acreditem, ele passou exatamente as piores partes).

Frank e a família então migraram para os EUA em 1903, precisamente para Los Angeles. onde Capra começou a estudar e trabalhar, naturalizando-se cidadão americano em 1920. Dois anos antes, ele se formou em engenharia. E naquelas viradas que a vida proporciona, 2 anos depois, Frank dirigiu (!!!) seu primeiro filme, Fultah Fisher’s Boarding House. Quem diria? Passou anos trabalhando com as mais diversas profissões, e foi parar num estúdio cinematográfico recém criado em São Franscisco.


Após este filme, voltou para Los Angeles, onde atuou como montador e roteirista.  Seguiram trabalhos, hora dirigindo, hora roteirizando, mas sempre tendendo para a comédia. Mas quem disse que Capra foi um sucesso? Nada. Perdeu o emprego após insucessos, e lá foi ele novamente para a fila dos desempregados. Foi então que um dos donos da Columbia (que nascia naquela época) se interessou pelo jovem diretor. Oficialmente, começava ai uma das mais premiadas carreiras do cinema.  

Frank Capra se tornou um dos principais diretores de Hollywood nos anos 1930 e 1940. O seu primeiro grande sucesso como diretor foi com “Dama por um Dia”, de 1933, que recebeu da Academia indicação para Melhor Filme. No ano seguinte, Capra dirigiu a comédia “Aconteceu Naquela Noite”, estrelado por Clark Gable e Claudette Colbert. O filme conquistou Oscars em 5 categorias: Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator e Melhor Atriz.  Capra conquistou um segundo Oscar de Melhor Diretor com “O Galante Mr. Deeds” (1936), interpretado por Gary Cooper como um homem que herda uma grande fortuna e a quer utilizar para ajudar famílias miseráveis da Era da Depressão após o Crack da Bolsa de 1929. Capra recebeu ainda o terceiro Oscar de Melhor Diretor com “Do Mundo Nada se Leva” (1938), filme que trata de uma família excêntrica, baseada numa peça teatral de mesmo nome de autoria de Moss Hart e George Kaufman, que havia conquistado o Prêmio Pulitzer, estrelada por James Stewart, Jean Arthur e Lionel Barrymore. Filmes estes que tinham características em comum:  idealistas, sentimentais e patrióticos.


Após o ataque a Pearl Harbor em 1941, Capra alistou-se uma vez mais no Exército. Enquanto esteve a serviço das Forças Armadas, rodou diversos filmes de propaganda, muito bem recebidos, inclusive “Prelúdio de uma Guerra” (1943), que ganhou o Oscar de Melhor Documentário. Em 15 de junho de 1945 recebeu das mãos do general George C. Marshall a Medalha por Serviços Notáveis, devido aos resultados positivos dos documentários que produziu por ocasião da Segunda Guerra Mundial, conscientizando os soldados da importância de sua luta. Por recomendação de Winston Churchill, foi agraciado, igualmente, com a Ordem do Império Britânico.

Após a guerra, Capra fundou a Liberty Films, juntamente com os diretores William Wyler e George Stevens, e o produtor Samuel Briskin, dirigindo o filme A felicidade não se compra, cuja distribuição foi confiada à RKO Pictures. Posteriormente a MGM decidiu financiar a Liberty Films. Em 1950, a Liberty foi vendida para a Paramount. 

Capra se casou duas vezes, teve quatro filhos, fez mais de 50 trabalhos na direção, produção e escrevendo roteiros. Sua trajetória vitoriosa se encerrou com um ataque cardíaco, aos 94 anos, em setembro de 1991. 


O filme conta a história da  filha de um milionário, que sai de casa quando seu pai não permite que ela se case com seu pretendente, um playboy. Nessa fuga, ela encontra um jornalista sem futuro, porém com muito charme, e os acontecimentos que seguem farão com que eles se aproximem. 

Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar. Após ele, somente mais dois filmes repetiram a proeza:Um Estranho no Ninho e O Silêncio dos Inocentes. Nesse filme tem uma cena que ficou muito famosa aonde a atriz principal, Claudette Colbert, pede carona mostrando suas pernas. 

Constance Bennett e Myrna Loy recusaram o papel de Ellie Andrews, e Claudette Colbert somente o aceitou porque o diretor Frank Capra prometeu dobrar o seu salário. O ator Clark Gable possuía na época das filmagens um contrato com a MGM, que resolveu cedê-lo à Columbia como forma de castigo pelos suas constantes e irritadiças recusas aos roteiros apresentados pela própria MGM.


Em 1935, depois de sua indicação ao Oscar, Colbert decidiu não participar da apresentação, com a certeza de que ela não iria ganhar o prêmio, e em vez disso, planejava fazer uma viagem. Depois que ela foi nomeada vencedora, o chefe do estúdio Harry Cohn enviou um de seus funcionários para "arrastá-la" do trem, que ainda não tinha deixado a estação, e levá-la para a cerimônia. Colbert chegou vestindo um terno e roupas de viagem do figurinista da Paramount Pictures.

Em 1996, o prêmio Oscar ganho por Clark Gable por sua atuação neste filme foi posto à venda em um leilão e o diretor Steven Spielberg, de forma anônima, comprou-o e o entregou à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, para evitar que a estatueta fosse usada em caráter comercial.

Depois de concluídas as filmagens, Colbert se queixou a seu amigo, "Acabei de terminar o pior filme do mundo". A Columbia parecia ter baixas expectativas para o filme e não montou uma campanha publicitária para promovê-lo. Mas as avaliações iniciais da crítica, no entanto, foram quase todas positivas. 


Além das críticas de Colbert à produção, a dupla central não se "bicava". Gable bebia muito, além da fama de mau hálito. bêbado. Claudette Colbert também não ficava atrás, "causando" na produção. Até mesmo a famosa cena das pernas. 

Apesar das críticas positivas, o filme só conseguiu bilheteria em sua estréia. No entanto, depois que foi lançado nos cinemas secundários, o boca-a-boca começou a se espalhar e venda de ingressos estourou, especialmente em cidades menores, onde os personagens do filme e o romance simples pegou uma platéia que não era rodeada por luxo. Aconteceu Naquela Noite acabou por ser um grande sucesso de bilheteria, facilmente o maior hit do Columbia até à data.

Hoje é reconhecido como uma das maiores obras primas do cinema.  Obrigatória na coleção de qualquer cinéfilo e colecionador.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Ciclo de Adaptações de Quadrinhos - "O Fantasma" e "Popeye"


O Fantasma (The Phantom - 1996)

Eu colecionava a revista do Fantasma, na época em que foi lançada pela editora Saber, início da década de noventa, uma professora na escola achava curioso que um garoto tão novo pudesse se interessar por quadrinhos em preto e branco de um material tão antigo, eu devorava as aventuras deitado no sofá da sala, a minha história favorita era "O Ninho de Tubarões", primeiro contato que tive com o personagem. Quando começou o burburinho sobre a produção do filme, impulsionada pelo sucesso do "Batman", de Tim Burton, "Rocketeer" e "O Sombra", eu fiquei realmente empolgado, fui com meu pai na primeira semana de exibição. Até hoje não entendo a razão de tantas críticas negativas, o roteiro respeitava o legado do espírito que anda, o senso de aventura capturava muito bem o clima dos cine-seriados clássicos, a trilha-sonora de David Newman extremamente competente, figurino, recriação de época, a femme fatale espetacular vivida pela Catherine Zeta-Jones, a interação com a espevitada Diana Palmes, vivida por Kristy Swanson, os méritos sobrepujavam os problemas, como a direção sem personalidade do australiano Simon Wincer. Até mesmo a tão discutida presença de Billy Zane, um ator inegavelmente limitado, vivendo o herói, não compromete o resultado. Com um péssimo timing, ele resolveu se assumir homossexual, o que acabou desviando a atenção da mídia, da divulgação do lançamento do filme, para a vida pessoal do rapaz. O papo entre a garotada tonta envolvia perceber os trejeitos dele na tela grande. Analisando em revisão, o roteiro de Jeffrey Boam, craque por trás de "Máquina Mortífera", "Indiana Jones e a Última Cruzada" e "Viagem Insólita", apesar de sofrer uma quebra de ritmo considerável no segundo ato, quando o protagonista viaja à cidade grande disfarçado, com a presença pouco carismática de Treat Williams, visivelmente desconfortável como o vilão megalomaníaco, sobreviveu com louvor o teste do tempo. 


Recomendação literária: A editora Pixel lançou quatro volumes de tiras clássicas do personagem criado por Lee Falk. Material indispensável.

***


Popeye (1980)

Eu tenho uma relação interessante com este filme, apesar de, quando criança, acompanhar a animação do personagem na televisão, não conseguia me conectar emocionalmente com esta representação live action. Algo na fita me causava real enjoo, algumas sequências me deixavam deprimido, aquilo que a capa do VHS vendia, um musical divertido, estava longe de ser a realidade lúgubre que a fotografia do mestre Gioseppe Rotunno captava. À época, eu, ainda pequeno, não conhecia o trabalho do diretor Robert Altman, apenas quando revi a obra anos depois pude constatar a coragem do roteiro de Jules Feiffer. Qual filme direcionado às crianças começa com uma música que parece uma marcha fúnebre ("Sweethaven", de Harry Nillson), emoldurando a chegada do protagonista, que, antes mesmo de abrir a boca, já é recepcionado pelo cobrador de impostos? Se considerarmos que a indústria hoje em dia se acostumou a oferecer exatamente o que o público deseja, aniquilando a criatividade, dá gosto rever este símbolo de ousadia incomparável no gênero. A direção subverte as convenções do musical, inserindo momentos dignos do melhor Jacques Tati no meio de canções entoadas de maneira displicente. Robin Williams (Popeye), Shelley Duvall (Olívia) e Paul L. Smith (Brutus) são recriações exatas do visual e da essência dos personagens. O desfecho, em um toque esperto, resgata com fidelidade o espírito das histórias originais e da animação, como se tudo o que havia ocorrido até então fosse apenas a construção daquele universo, que se inicia verdadeiramente quando Popeye, vitorioso e reconhecendo a importância do espinafre, canta e dança sua clássica música-tema. 







Recomendação literária: A editora Pixel lançou as tiras clássicas do personagem criado por Elzie Segar, no período em que esteve nas mãos de Bud Sagendorf. 



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

"Lady Bird: A Hora de Voar", de Greta Gerwig



Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird – 2017)

Serei objetivo, já que nada soa orgânico neste filme. É perfumaria feminista indie das mais bregas, roteiro calculadamente pensado para atingir as expectativas emocionais da garotada que abraça da forma mais rasa o importante movimento como cafona modismo, diluindo tudo em palavras de ordem tolas e que cabem nas camisetas vendidas a preços altos, defendidas por meninas altamente inseguras e rapazes que escondem a sexualidade real num frágil disfarce social oportunista de nobre ativista pela causa, em suma, todos ambicionando atenção, aplausos da massa de manobra, ou, na hipótese mais baixa, lucro financeiro aproveitando o zeitgeist atual na indústria.

Analisando a obra sem o peso do gigantesco (e nada espontâneo) hype, constato que os diálogos são simplórios, ou apelam de maneira pouco criativa para clichês já desgastados. Greta Gerwig, enquanto diretora inexperiente, consegue iniciar com uma montagem brilhante mostrando o vazio dos rituais, mas se perde ainda no primeiro ato, pecando pela pouca sutileza com que lida com as cenas, o ritmo não engata nunca, porque o desenvolvimento dos personagens é morno, caricaturas que poderiam ser melhor utilizadas em tramas essencialmente despretensiosas. O cinema já encontrou diversas formas de retratar contos de amadurecimento, mas raras vezes ousou tão pouco. A protagonista Christine, vivida por Saoirse Ronan, prefere ser chamada de “menina pássaro”, a típica adolescente irritante que se considera vítima das circunstâncias e que acredita que ter personalidade é chocar outrem. 

A construção do relacionamento entre ela e sua mãe (Laurie Metcalf), elemento que poderia elevar a qualidade do material, acaba se resumindo a discussões sobre tolices, com a jovem birrenta, mimada e maníaco-depressiva desfilando grosseria e recebendo sermões homéricos, só que sem a inteligência refinada de um John Hughes, que compreendia como poucos as angústias naturais deste período da vida. Em revisão, os problemas se intensificam, as escolhas narrativas se mostram ainda mais frágeis, incoerentes e dramaticamente pueris.

Cine MIS | 24 de fevereiro, às 18h | Grátis


Dicas de fim de semana. Vá de Metrô!

No último fim de semana de fevereiro, aproveite nossas dicas e Vá de Metrô conhecer locais como a Oficina Cultural Oswald de Andrade, o Centro Cultural Fiesp, a Galeria Vermelho, a Japan House e a Caixa Cultural Sé.

Bom Divertimento!
MetrôESTAÇÃO TIRADENTES
Estação Tiradentes

Baseado em conto homônimo da escritora britânica Doris Lessing, o monólogo Quarto 19 tem direção de Leonardo Moreira e atuação de Amanda Lyra.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO TRIANON-MASP
Estação Trianon-Masp

Nem retratos, nem paisagens. O artista Rafael Silveira gosta mesmo é de misturar sonhos com realidade em suas obras.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO PAULISTA
Estação Paulista

O artista argentino Nicolás Bacal apresenta Movimento Aparente na Galeria Vermelho.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO BRIGADEIRO
Estação Brigadeiro

Em Futures of the Future, o arquiteto japonês Sou Fujimoto apresenta painéis e pequenas maquetes, que retratam sua ligação com projetos que abordam a relação entre espaços internos e externos, como quintais que se confundem com ruas.

Saiba Mais
MetrôESTAÇÃO SÉ
Estação Sé

A Caixa Cultural apresenta a exposição José A. Figueroa – 50 anos de Fotografia.

Saiba Mais
 
Bilhete LazerAção CulturalCatraca Livre

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

2ª temporada de Jessica Jones ganha novo trailer


A Netflix liberou hoje (20) o mais novo trailer da segunda temporada de Jessica Jones, onde mostra a protagonista passando por terapia para controlar sua raiva excessiva.
A trama da segunda temporada consiste na investigadora particular Jessica Jones (Krysten Ritter), da cidade de Nova York, está começando a retomar a sua vida depois de assassinar seu torturador, Kilgrave. Agora, conhecida em toda a cidade como uma assassina super poderosa, ela enfrenta um novo caso que fará com que ela relute em confrontar quem realmente é ao cavar mais fundo em seu passado para explorar as razões.
O seriado retorna com capítulos inéditos no serviço de streaming em 8 de março.