Confiram os lançamentos de Fevereiro na Classicline. O cardápio é bem variado como sempre, com romance, comédia do Jerry Lewis, John Ford, Frank Capra, e muitos...muitos Oscarizados. Preparem o bolso: Fiquem ligados em matérias sobre os filmes em fevereiro !!! |
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
NOVIDADES PELA CLASSICLINE PARA FEVEREIRO
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
JEAN PIERRE MELVILLE - 10 FILMES ESSENCIAIS
O nome "Melville" não é associado imediatamente com filme. Ele evoca imagens de baleias brancas e capitães caçando-as ou seja Herman Melville. E ainda, por mais de três décadas, foi também usado por um das mais brilhantes luzes do cinema francês, Jean-Pierre Melville, cuja arte foi tão revolucionária como o autor homônimo. Melville dirigiu filmes que influenciariam os autores da Nouvelle Vague. Jean-Pierre Melville é frequentemente considerado como o padrinho da Nouvelle Vague. Na sua morte por ataque cardíaco, em 1973, aos 55 anos de idade, tinha dirigido apenas 14 projetos, e pelo menos seis deles são reconhecidos como clássicos. Além de Godard e Truffaut, John Woo, Quentin Tarantino, Michael Mann, Volker Schlöndorff, Johnnie To e Martin Scorsese aponta-o como uma influência fundamental. Se o legado de um homem é medido melhor não só pela sua qualidade, mas também pelo respeito de seus colegas, a contribuição de Jean-Pierre Melville ao cinema certamente o classifica como um dos grandes cineastas.
A lista dos 10 filmes essenciais tem como finalidade destacar 10 produções importantes de um diretor (a) ou ator (atriz). A lista SEMPRE será formada por 8 filmes que consideramos imperdíveis, escolhidos com base na popularidade, prêmios, opiniões de leitores, de críticos e sites importantes, somados ao primeiro e último filme da carreira do escolhido.
O motivo é simples - fornecer um parâmetro de como foi sua carreira, mostrando o ponto inicial e final. Assim saberemos se a pessoa encerrou bem ou em decadência e se o início foi comum ou genial.
E os filmes essenciais não significam que estamos excluindo os demais. Se fosse assim, a publicação se chamaria "Os 10 filmes essenciais", que não é o caso.
Boa sessão: Simon (Richard Crenna), dono de um clube noturno, é o líder de uma gangue que pratica assaltos a bancos. Em uma das suas incursões, no entanto, o plano dá errado e um dos membros da gangue sai ferido. Ligando os pontos e buscando as pistas, o Comissário Edouard Coleman (Alain Delon) acaba chegando em Simon. O grande problema é que os dois são amigos. Corey (Alain Delon) é um charmoso ladrão que deixou a prisão no mesmo dia que o assassino Vogel (Gian Maria Volonte) escapou da custódia do superintendente de polícia Mattei. Assim começa a parceria entre os dois bandidos, que juntos com um ex-policial planejam um roubo de jóias. Só que eles precisam escapar da ira de um chefe da máfia, roubado por Corey, e da perseguição policial. Em 1942, as tropas alemãs invadem e ocupam todo o território da França. A investida nazista faz com que diversos grupos formem batalhões de resistência à invasão. No entanto, por causa da ação de um traidor, Philippe Gerbier (Lino Ventura), um dos chefes das forças de resistência, é capturado e preso em um campo de concentração. Lá, ele precisará encontrar forças para escapar e perseguir o traidor. Jeff Costello (Alain Delon) é um assassino profissional metódico e perfeccionista. Seus atos são cuidadosamente planejados nos mínimos detalhes e ele nunca foi surpreendido em ação. Uma noite, porém, ele é flagrado por uma testemunha durante uma execução. A partir de então sua vida transforma-se num inferno.
Primeiro filme de Nathalie Delon, na época esposa do astro Alain Delon.
Gustave Minda (Lino Ventura), mais conhecido como Gu, é um perigoso gângster que consegue escapar da cadeia e vai até Paris, onde se envolve em um sanguinário tiroteio. Gu decide sair do país para poder fugir das consequências do tiroteio e para começar uma vida nova e incógnita em um novo lugar, mas o Comissário Blot (Paul Meurisse) está determinado a impedir que Gu fuja novamente. O assaltante Maurice Faugel (Serge Reggiani) sai da cadeia e não perde tempo: já visita e mata Gilbert Vanovre (René Lefévre), um amigo especializado em roubo de cofres. Não bastando o dinheiro que rouba de Gilbert, Maurice já trata de planejar um plano mais ousado: invadir e roubar a casa de um milionário. Para isso ele conta com a ajuda de Silien (Jean-Paul Belmondo), mas será que ele pode confiar em Silien? Durante a Segunda Grande Guerra a viúva Barny (Emmanuelle Riva), ateia, manda sua filha meio judia para viver em uma fazenda antes que os alemães invadissem a cidade. Quando ela descobre que o irmão de seu chefe fora mandado a um campo de concentração por ser judeu, decide batizar a filha na religião católica e assim se aproxima do padre Léon (Jean-Paul Belmondo), por quem acaba sentindo uma grande atração. Bob largou o trabalho para estar com sua maior paixão, a jogatina. Seu mundo é o das casas de jogo frequentadas por pessoas na sua maioria criminosos. O filho de um de seus amigos, Paulo, tem por Bob uma admiração sem limite. Certa noite, Bob conhece uma moça, Anne, prestes a prostituir-se por total falta de dinheiro. Bob, ex-bandido de coração grande, lhe dá uma soma em dinheiro e a convida para ficar em sua casa. Paulo, seu amigo jovem, interessa-se por Anne e logo os dois se tornam amantes. Paul (Edouard Demithe) e Dargelos (Renée Cosima) são dois rapazes que se envolvem em um caso de agressão durante uma guerra de bolas de neve: Dargelos acerta o peito de Paul, que cai inconsciente no chão. Mais tarde, durante a apuração do caso feita pela diretoria da escola, Paul nega que havia uma pedra dentro da bola de neve lançada por Dargelos. Paul é enviado para casa para ficar sob os cuidados de sua irmã Elisabeth (Nicole Stéphane), que possui uma relação peculiar com ele. O tenente Werner von Ebrennac (Howard Vernon), um dos líderes da ofensiva nazista que invadiu e ocupou as terras francesas durante a Segunda Guerra Mundial, recebe uma casa, em um pequeno vilarejo, na qual pode ficar o tempo que quiser até o final do período da ocupação. Lá, ele é silenciosamente confrontado pelos moradores da casa. |
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
MIS | Cursos de férias Informativo
Conheça os cursos de férias que o MIS preparou para 2018! Além disso, com o novo sistema de inscrições, ficou mais fácil e rápido se inscrever nos cursos do MIS, permitindo o login com suas redes sociais e o pagamento com cartão de crédito.
08.01.2018
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09.01.2018
Fotografia e vídeo digital | Especial Teen
12.01.2018
Fotografia digital e Photoshop básico | Especial Teen
O curso tem o objetivo de apresentar os princípios básicos do processo de captura fotográfica (digital) e as ferramentas básicas para o tratamento de imagem pelo Photoshop. »
sábado, 16 de dezembro de 2017
TOP - 2017

1 - Mãe! (mother!), de Darren Aronofsky
"... O símbolo do criador sendo representado como poeta escritor é muito eficiente, criação artística e divina, há uma camada de interpretação menos alegórica que permite identificar a trama como um tratado sobre as dificuldades do processo criativo e o desejo narcisístico de ser reconhecido pelo trabalho. O bebê que é entregue à massa de adoradores, o livro que finalmente vai ser lido por outrem, o esforço do autor e o abandono do material que agora será adotado por cada leitor. Mas o viés religioso é muito mais instigante. O bebê Jesus, os seus ensinamentos, desvirtuados por vários interesses baixos, o pastor que fala em nome do criador e faz fortuna vendendo sua imagem. O mesmo povo que mata o bebê por negligência, no torpor da adoração excessiva, divide ele em pedaços e ingere sua carne em ritual, a celebração da falsa aparência, enquanto praticam o oposto do que ele pregou, destruindo a casa em sua ruidosa passagem, literalmente estuprando a mãe Terra. A personagem vivida por Kristen Wiig, a editora/apóstola, está pronta para utilizar os escritos do autor e lucrar em seu nome, uma organização que busca apenas conquistar o poder e manter-se relevante, injetando culpa, medo e penitência como elementos de controle social e político. E, num gesto de incrível coragem, Aronofsky mostra ela no terceiro ato sendo a fria líder armada em uma chacina, as guerras santas, o dedo que aperta o gatilho, ou se omite quando é conveniente. Uma obra questionadora, que desafia o público e estabelece tensão na medida certa para satisfazer até mesmo aqueles interessados apenas no elemento do entretenimento. Ao ousar novamente em um produto mainstream, o diretor prova que ainda há vida inteligente na indústria..."

2 - A Criada (Ah-ga-ssi), de Chan-wook Park
"... Adaptando com liberdade poética o livro Fingersmith, de Sarah Waters, o diretor sul-coreano Chan-wook Park demonstra tremendo refinamento estético e implacável ousadia, além de perfeito senso de suspense, sem receio de abraçar o erotismo da obra. Uma experiência que deve ser apreciada com o mínimo conhecimento sobre sua trama..."

3 - O Cidadão Ilustre (El Ciudadano Ilustre), de Gastón Duprat e Mariano Cohn
"... Mas há um elemento que compensou todos os absurdos vividos por ele, uma réstia de luz que brotou de onde menos se esperava, o jovem atendente do hotel, educado, de fala mansa, que, com toda delicadeza, ofereceu seus despretensiosos escritos para a avaliação do visitante. Naquela cortês figura que os clientes arrogantes nunca valorizam reside a matéria nobre que jamais será reconhecida naquela cidade, o sonho profissional que nunca será estimulado, a força de espírito que será pisada até se tornar uma lembrança melancólica em uma rotina frustrante, o reflexo no espelho do veterano, a mão estendida que implora por ajuda em uma massa de zumbis. E o homem, esgotado e pronto para abandonar novamente aquele esgoto a céu aberto, dedica então preciosos minutos para oferecer ao garoto o melhor presente de sua vida: esperança. Se ele conseguir salvar pelo menos um indivíduo valoroso, a viagem terá valido a pena..."

4 - Clash (Eshtebak), de Mohamed Diab
"... O diretor egípcio do excelente Cairo 678 retorna em grande estilo, mais maduro e seguro em seu ofício. Nunca um espaço cênico tão reduzido serviu para explorar tantas questões sociopolíticas fundamentais. É uma aula de cinema, com baixo orçamento e um ritmo vertiginoso. Filme de gente grande para gente grande..."

5 - Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight), de Barry Jenkins
"... Acordar sabendo que a sociedade o rejeita de diversas formas, excluído por ser pobre e negro, agredido na escola por ser introvertido, internamente incapaz de compreender sua homossexualidade, obrigado a medir cada gesto, silenciar impulsos, sem poder contar com a estabilidade emocional de uma mãe (Naomie Harris) entregue ao vício em crack, esse é o cotidiano do pequeno Chiron. A sua única figura paterna, um traficante de drogas que o encontra arredio, fugindo do ataque de seus colegas, alguém que enxerga nos olhos da criança a pureza que outrora guiava suas ações, antes do mundo o bestializar. O homem, vivido impecavelmente por Mahershala Ali, tem consciência de que faz parte da engrenagem que está destruindo o garoto, a culpa o humaniza, evitando inteligentemente o estereótipo..."

6 - Corra! (Get Out), de Jordan Peele
"... Ao perceber o carro de polícia se aproximando na cena do crime, o rapaz negro, apesar de estar consciente de sua inocência, levanta os braços aguardando a injustiça do sistema. O ato de viver em alerta constante, o medo de se permitir confiar em alguém, Jordan Peele, roteirista/diretor em sua obra de estreia, impressiona pela segurança com que trabalha os elementos tradicionais do gênero terror, focando nessas questões sem ser panfletário, equilibrando com desenvoltura na equação os alívios cômicos..."

7 - Eu, Daniel Blake (I, Daniel Blake), de Ken Loach
"... O relacionamento de amizade formado entre Daniel, Katie e seus filhos, elemento que brota naturalmente a partir de um simples gesto de carinho dele com a jovem, um olhar atento quando todos fingiam não perceber sua presença, proporciona momentos de linda delicadeza e refinado simbolismo, como a estante feita à mão na esperança de que suporte no futuro o peso dos livros acadêmicos da amiga, a salvação pela cultura..."

8 - La La Land: Cantando Estações (La La Land), de Damien Chazelle
"... A cena inicial sintetiza uma das propostas do filme, a proposta mais óbvia, a celebração do gênero musical, a importância de se apreciar a beleza de suas convenções. O ato antinatural de contar uma história utilizando o canto e a dança, a reclamação mais comum dentre os detratores de musicais, apenas agrega mais possibilidades criativas. É preciso ter sensibilidade. A sociedade está cada vez mais insensível, impaciente e intolerante, mas a música está sempre presente, de alguma forma, até mesmo no alarme de mensagens do celular. Ao optar por dar o tom da trama mostrando vários motoristas entretidos musicalmente, enquanto aguardam o trânsito fluir, Damien Chazelle evidencia a onipresença melódica que é capaz de nos conduzir para a infância, ou ajuda a relembrar amores perdidos e marca momentos especiais, nos faz rir e chorar, em suma, enverniza a vida com a matéria de que são feitos os sonhos..."

9 - Doentes de Amor (The Big Sick), de Michael Showalter
"... O choque de culturas já seria interessante o suficiente, a angústia do rapaz que é guiado pelos pais egoístas à uma escolha profissional indesejada e encontros românticos arranjados em que o amor é o elemento menos importante na equação. Se ele demonstrar interesse em uma garota que não seja de sua cultura, a família se sente envergonhada e rompe a relação de afeto com o filho. É a tradição de seu país, assim como a oração diária que ele finge fazer enquanto checa os vídeos engraçados na internet, um cabresto social/religioso que pode ter profunda relevância para seus pais e irmãos, mas que não significa absolutamente nada em sua vida. A forma como o texto orgânico trabalha a questão, aliada à entrega incrivelmente natural do elenco, faz com que em poucos minutos o espectador esteja conectado emocionalmente aos personagens, o que é essencial para a eficiência narrativa do ponto de virada, quando o fator da imprevisibilidade conduz a trama além das convenções usuais do gênero da comédia romântica..."

10 - Frantz, de François Ozon
"... Quando é revelado o real motivo que levou Adrien a visitar a lápide de Frantz, o filme ganha contornos poéticos, revelando-se um bonito conto sobre o poder do perdão e da mentira como forma de arte. Os pais de Frantz sorriem mantidos na ignorância plena, Anna enfrenta seu medo e revela seu sentimento, algo tão forte que sequer a rejeição enfraquece, muito pelo contrário, no delicado desfecho, consciente do efeito curador da mentira contada por Adrien, com a fotografia colorida ressaltando o futuro promissor que se revela no horizonte, livre da culpa, a jovem agradece à pintura por mantê-la viva..."
Octavio Caruso
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
PROGRAMAÇÃO CINE MATILHA CULTURAL DE 12 a 16 de Dezembro
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