quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

MIS | Cinema no Museu


Informativo

O MIS recebe neste final de semana vários eventos para quem é fã de cinema! No sábado, tem exibição única de "Meu tio e o Joelho de Porco" e estreia do projeto Um caso de cinema. No domingo, tem sessão de "Metrópolis" com trilha sonora feita ao vivo por Arthur Joly e exibição de "Cidadão Kane" seguida de bate-papo no #CineCiência.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Programação CINUSP - Mostra Ria, palhaço! (de 4 a 20 de dezembro)

de 4 a 20 de dezembro

O espetáculo vai começar! O CINUSP apresenta a mostra Ria, palhaço!, em parceira com o coletivo CIRCUSP. As atrações incluem debates e filmes brasileiros e internacionais de diversos estilos e épocas, em que o palhaço é representado no circo, na rua ou na estrada.

No documentário Se essa rua fosse minha, os artistas contam sobre suas experiências e os preconceitos que sofrem em seu trabalho. No dia 6, haverá debate com a diretora Júlia Piccolo Von Zeidler e com o palhaço Pixuxu, artista circense de rua.

Chocolat narra a história de um dos primeiros palhaços negros da França. No dia 12, haverá o debate “Palhaço, educação e racismo” após a exibição, com a participação da filósofa e pesquisadora Cida Almeida; o professor e coordenador da Escola de Jovens Artistas do Doutores da Alegria, Heraldo Firmino; e a palhaça e mestranda em Artes Cênicas pela ECA-USP Mariá Guedes.

O brasileiro Deserto traz uma trupe de velhos comediantes no sertão da Paraíba. Palhaços e outros artistas itinerantes também figuram em Noites de circo, de Ingmar Bergman, e no premiado A estrada da vida, de Federico Fellini.

Jonas, de apenas 13 anos, mostra que é possível improvisar um circo no quintal de casa em Jonas e o circo sem lona, de Paula Gomes, vencedor do Prêmio do Público no Festival de Toulouse, na França.

E existe até mesmo filme de palhaço sagrado: Hotxuá é o nome que se dá ao sacerdote do riso designado pelos índios Krahôs para fortalecer e unir o grupo através da alegria.

Apesar das diferenças, o que todo palhaço tem em comum é o riso, deixando de lado suas amarguras na hora do espetáculo para despertar a gargalhada geral. É o que ensinam os palhaços de O palhaço, de Selton Mello, e Ridi, pagliacci!, filme silencioso de 1928. A mostra conta também com obras como Monstros, de Tod Browning, e o clássico Dumbo.

O CINUSP convida o público a rir e se divertir com os filmes da mostra e com as atrações especiais. A programação completa e as sinopses dos filmes podem ser acessadas neste documento e no site do CINUSP

Programação:


04/12 | segunda
16h00  CLICK + NOITES DE CIRCO
19h00  DUMBO

05/12 | terça
16h00  JONAS E O CIRCO SEM LONA
19h00  HOTXUÁ

06/12 | quarta
16h00  A ESTRADA DA VIDA
19h00  SE ESSA RUA FOSSE MINHA + DEBATE

07/12 | quinta
16h00  MONSTROS
19h00  CLICK + NOITES DE CIRCO

08/12 | sexta
16h00  DESERTO
19h00  CLICK + RIDI, PAGLIACCI!

11/12 | segunda
16h00  HOTXUÁ
19h00  MONSTROS

12/12 | terça
16h00  O PALHAÇO
19h00  CHOCOLATE + DEBATE


13/12 | quarta
16h00  DUMBO
19h00  JONAS E O CIRCO SEM LONA

14/12 | quinta
16h00  CLICK + RIDI, PAGLIACCI!
19h00  DESERTO

15/12 | sexta
16h00  A ESTRADA DA VIDA
19h00  O PALHAÇO

18/12 | segunda
16h00  JONAS E O CIRCO SEM LONA
19h00  A ESTRADA DA VIDA

 1912 | terça
16h00  SE ESSA RUA FOSSE MINHA
19h00  CLICK + NOITES DE CIRCO

20/12 | quarta
16h00  CHOCOLATE
19h00  HOTXUÁ
/cidade universitária
r do anfiteatro 181  favo 04
11 3091 3540

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

10 Curtas e Médias Importantes na História do Cinema



Mest Kinematograficheskogo Operatora (1912)
Uma comédia sobre ciúme, vingança e infidelidade entre insetos, metáfora espirituosa para a hipocrisia da sociedade dirigida por Wladyslaw Starewicz, um dos mais criativos mestres pioneiros do stop-motion, quase sempre esquecido, que faz uso generoso de metalinguagem em uma abordagem adulta dos temas. 


Entr'Acte (1924)
Antes de Germaine Durlac abraçar o surrealismo no cinema em “The Seashell and the Clergyman”, René Clair revolucionou a utilização do tema e ousou na montagem provocadora anti-militarista neste clássico dadaísta. O filme nasceu a partir do convite do pintor Francis Picabia e do músico Erik Satie, que queriam um entreato cinematográfico para o balé Relâche. A cada interlúdio da apresentação, o curta era projetado.


Ménilmontant (1926)
Como um romance de Émile Zola, o média-metragem retrata a vida urbana parisiense do começo do século XX. Duas irmãs abandonam a vida no campo e partem para a cidade grande após testemunharem o assassinato dos pais. O diretor Dimitri Kirsanoff consegue realizar uma perfeita fusão entre o impressionismo francês, o surrealismo de vanguarda, a montagem soviética e o melodrama de Hollywood, sem a utilização de intertítulos, opção audaciosa. 


La Coquille et le Clergyman (1928)
A diretora Germaine Dulac esforçou-se para procurar na ação do roteiro de Antonin Artaud os pontos harmônicos, ligando-os entre si por ritmos estudados e compostos. A temática do desejo sexual reprimido em um padre foi bastante corajosa para a época. Vale ressaltar que a obra foi lançada anos antes daquele que viria a ser reconhecido como o grande marco surrealista, “Um Cão Andaluz”, de Buñuel. 


The Life and Death of 9413: a Hollywood Extra (1928)
Este curta dirigido por Robert Florey e Slavko Vorkapich, que bebe generosamente na fonte do expressionismo alemão, conta a história de um homem que vai para Hollywood para se tornar uma estrela, apenas para falhar e ser desumanizado no processo. É impressionante como o conceito e a execução envelheceram bem, não parece um trabalho produzido na década de 20. 


De Naede Faergen (1948)
Um casal tem menos de 45 minutos para atravessar de motocicleta mais de 70 quilômetros. Não sabem que a própria morte fará o mesmo trajeto. Propaganda sobre os perigos da alta velocidade no trânsito dirigida pelo mestre Carl Theodor Dreyer, uma aula de edição que ainda hoje provoca tensão no espectador. O cinema de ação bebeu muito desta fonte. 


Le Sang des Bêtes (1949)
Aviso: Cenas muito fortes de violência animal *
Um dos primeiros exemplos de ultra-realismo, dirigido por Georges Franju, que faria anos depois a obra-prima do terror psicológico: "Os Olhos Sem Rosto". Este filme contrasta a tranquila e bucólica vida na periferia de Paris do pós-guerra com a dura e ensanguentada condição de dentro dos matadouros. É perturbador como poucos, especialmente quando analisado no contexto da época, uma crítica ao silêncio do povo alemão durante o extermínio em massa dos judeus. 


Spiste Horisonter (1950)
Quatro minutos intensos de experimentalismo surrealista, resultado da união criativa entre o diretor Jorgen Roos e o pintor Wilhelm Freddie. Um pesadelo inesquecível e impossível de ser sintetizado, que certamente foi referência para os trabalhos iniciais de David Lynch e David Cronenberg.


A Movie (1958)
Colcha de retalhos experimental em que o diretor Bruce Conner reuniu fragmentos de cenas tiradas de filmes B, arquivos de cinejornais, pornografia leve, entre outras fontes, emoldurados musicalmente por “Pines of Rome”, de Respighi. Crítica irônica à capacidade de o cinema construir mentiras e simplificar tragédias, espetacularizando qualquer tema com objetivos financeiros. 


21-87 (1964)
Trabalho do diretor Arthur Lipsett que inspirou, entre outros, George Lucas, um comentário ácido e pessimista sobre uma sociedade de máquinas, a alienação do homem moderno enfatizada na colagem de cenas que exploram o vazio cultural e o caos do cotidiano. 


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

COMANDO PARA MATAR (1985) - ANTES E DEPOIS


Commando é um filme dos anos 80, Dirigido por Mark Lester, que conta a história de John Matrix (Arnold Schwarzenegger), um coronel aposentado há dez anos que vive para Jenny Matrix (Alyssa Milano), sua filha. Repentinamente ela é seqüestrada por Arius (Dan Hedaya), um ex-ditador latino-americano que espera recuperar o poder, e que para isto chantageia Matrix, ordenando-o que mate o presidente Velasquez, o atual mandatário. Mas John foge do avião e tem só 11 horas para resgatar Jenny antes que descubram que escapou e não pretende cometer nenhum assassinato. Na sua tentativa só encontra obstáculos pelo caminho e a única pessoa que fica do seu lado é Cindy (Rae Dawn Chong), uma aeromoça.
Hoje vamos revisitar o filme, mais de 30 anos depois do seu lançamento. Confiram:












A VIDA É MARAVILHOSA (1979) - FILM REVIEW


Hoje vamos falar um pouco de um filme lançado pela CPC Umes filmes. Quem ficar curioso, pode adquirir o filme no site da empresa que se encontra no link no final do post.

A vida é bela !!!

Como cinéfilo, não existe surpresa melhor que pegar um filme (que não sabe a história e nem o diretor !!!), coloca no seu no seu aparelho e depois de uns 20 minutos, já com um sorriso de canto, pensa: que filmaço!!!

Assim é "A vida é maravilhosa". Para começar, a dupla central chama atenção: Giacarlo Gianinni e  Ornella Muti. Giannini é um ótimo ator italiano, que concorreu ao Oscar por Pasqualino Settebellezze (1975) e que tem uma (muito) longa carreira, e recentemente foi visto em filmes de sucesso como 007 - Cassino Royale, Chamas da Vingança e Hannibal. Já Ornella, que também é italiana, e tem uma longa carreira, sempre se destacou por conta de ser bela e talentosa. Ambos são dirigidos pelo excelente diretor soviético Grigoriy Chukhray.

Grigori Naumovich Chukhray nasceu em 1921, na cidade de Melitopol, conhecida como “a porta de entrada para a Crimeia”. Serviu como paraquedista na 2ª. Guerra Mundial, combateu em Stalingrado, no Don, na primeira e terceira frentes ucranianas. Foi ferido quatro vezes, a última na Hungria, quando estava a caminho de Viena. Em 1952, graduou-se em direção pelo Instituto Estatal de Cinema (VGIK), sob orientação de Mikhail Romm e Sergei Yutkevich. Trabalhou como assistente de direção no Kiev Film. Transferiu-se para o Mosfilm em 1955. Sua obra de estreia, “O Quadragésimo Primeiro” (1956), ganhou menção especial no Festival de Cannes e também foi lançada pela CPC Umes filmes.

O filme

A produção conta a história de um piloto que é expulso do exército depois se recusar a atirar contra uma embarcação que transportava mulheres e crianças em algum local na África. Depois deste evento, ele tenta, sem sucesso, levar uma vida pacata de taxista, porém, ele se apaixona por uma mulher que o envolve numa trama política.

Com o desenrolar do filme, percebemos como a vida para alguns não tem nada de maravilhosa, como remete o título, que nada mais é que um código usado por revolucionários na lutam contra a ditadura. 
O filme alterna momentos poéticos com tensos, como prisão, tortura, interrogatórios...Dá para se ter uma boa ideia do que seriam as torturas militares. Todas as questões físicas que os prisioneiros são submetidos, além de deixar na imaginação os efeitos psicológicos que aqueles momentos ocasionam na vida do torturado. Momentos estes que o personagem central reafirma seu amor pela bela mulher, já que ele planeja uma fuga para se reencontrar com ela.

Contexto histórico

Durante quase 40 anos, entre 1932 e 1968, Portugal viveu sob o governo paternalista e dominador de Antônio de Oliveira Salazar. Uma das ditaduras mais longas do mundo. Professor catedrático da Universidade de Coimbra, ele começou a ascender ao poder em 1928, então com 39 anos, ao ser nomeado Ministro das Finanças. Nessa função, ganhou notoriedade ao realizar um trabalho bem-sucedido de reestruturação da política econômica portuguesa, fazendo com que o país melhorasse sua reputação internacional.

Essa “competência financeira” de Salazar despertou a simpatia e a confiança do General Carmona, então Presidente da República, que percebeu nele uma personalidade com capacidade para construir um Estado Novo português. Apesar disso, passaram-se quatro anos até Salazar se tornar Primeiro-Ministro.

Como líder máximo do país, Salazar instituiu o Estado Novo como queria Carmona, porém governou o país, baseado na repressão e na censura. Ele se propunha a “reeducar” moralmente o povo português, que considerava “despreparado”, e preservar os pilares do cristianismo. Para isso, isolou o país do resto do mundo, mantendo-o neutro inclusive durante a 2ª Guerra Mundial. Entretanto, simultaneamente o ditador comandou com “mão de ferro” as colônias portuguesas na África e na Ásia. Não admitia o fim da colonização.

A ditadura salazarista foi abolida a 25 de abril de 1974, por um movimento militar pacífico, a Revolução dos Cravos.
Adquira o filme diretamente no link da distribuidora abaixo: